sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Sobre bundas e pernas

Na cidade de São Paulo, capital, alunos de direito da USP promoveram a tradicional "peruada" com caráter político e humorístico, segundo dizem.

Em cima do trio elétrico: Gretchen. Cantora dos anos 80 que se apresentava de maiô fio dental e cantava músicas sensuais. Nos anos 2000 foi protagonista de filme pornô.

Isso é adequado.

Em São Bernardo dos Campos, uma aluna da Uniban vai com uma mini-saia (há divergências sobre o tamanho) e é hostilizada, a ponto de sair da instituição escoltada pela polícia.

Isso não é adequado.

Obviamente saber se vestir faz parte da elegância. E talvez a saia fosse muito curta para o local. Mas se ela estava errada em se vestir assim, o máximo que poderia ter acontecido era alguma autoridade (professor, reitor, diretor) pedir para que a menina prestasse atenção nos trajes.

Nada, absolutamente NADA justifica a hostilização. Mesmo que ela fosse prostituta, mesmo que ela estivesse nua, a atitude das pessoas na UniBan foi mais vexatória que a roupa da estudante.

Aliás, talvez mais vexatória tenha sido as "autoridades" da UniBan. Que ao invés de subirem num banquinho, dispersarem a massa e darem uma bronca fenomenal nos tumultuadores, apenas forneceram um jaleco para que a estudante fosse escoltada, como uma criminosa, culpada. E vão instaurar sindicância. PALHAÇADA. A omissão deles apenas fez com que a culpa recaísse sobre a estudante. Apenas fez com que os demais linchadores morais confirmassem mais ainda sua atitude. 

No outro extremo, vemos atrizes, cantoras, modelos em roupas mínimas todos os dias na TV, jornal, na rua... alguns estudantes acham legal colocar a Gretchen em cima de um trio elétrico. Outros não acham legal uma colega com roupas curtas. Pra mim gera um contra-senso... Só pode se mostrar quem não pode ser atingida, é isso?

Se fosse a Gretchen rebolando em cima de um trio elétrico, teria sido hostilizada também?

E o terceiro ponto: a mídia. Esse fato merece ser reportado, discutido e avaliado. Mas expor a estudante ainda mais em programas de TV? Precisa disso? Não bastava os principais jornais lamentarem o fato e dar por encerrado? NÃO. Tem sempre que ter um programa sensacionalista pra entrevistar a guria, colocar um monte de gente pra fazer perguntas cabulosas, e mostrar - dependendo da visão do programa - que ela realmente queria chamar atenção ou que é uma pobre vítima das circunstâncias.

E daqui a pouco vem proposta pra posar nua ou fazer algum programa de TV. É assim que se sobe na vida no Brasil. Estudar, pra quê? Basta fazer um escândalo qualquer... mesmo que sem intenção.

Esculhambação mesmo.

Meninas: prestem atenção no modo de se vestir. Não por medo, mas por elegância.
Meninos: não estamos no tempo das cavernas. Mulheres não são objeto e a cabeça de baixo não manda mais do que a de cima.


A esse respeito, leiam o excelente texto de Lucia Welt Valber no "Texto Livre".

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Peso na Consciência

Mães erram.
Será?

Bom... hoje eu estava assoberbada colocando comida para os bichos, arrumando o café da manhã, lancheira de Baby e pensando em mil coisas que ainda deveriam ser feitas.
E Baby em volta, chamando, pedindo pra tomar café, correndo com os cachorros na grama... descalço.

Então, mandei que ele fosse calçar os chinelos. Ele foi. E voltou... descalço.

Perguntei:
- Cadê o chinelo Baby?
- Sumiu.
- Tá lá no armário. Vai calçar o chinelo.


Geralmente eu vou com ele procurar o "objeto sumido", mas hoje a pressa era muita. A cena se repetiu algumas vezes. Até que, eu o peguei pelo braço, coloquei no rumo do quarto e ordenei pela última vez. Ele foi... voltou... descalço.

Então perdi a paciência, segurei ele pela mão e fui com ele até o quarto, decidida a calçar-lhe os chinelos.
Surpresa! O par de chinelinhos azuis havia realmente sumido. Impossível descrever a dor no coração de ter sido injusta. Olhei para os olhinhos dele, pedi desculpas. Mas mostrei que havia outro par de chinelos, novos, pretos. E calcei. Mais tarde encontrei os chinelinhos azuis do lado de fora da casa.

Mas isso me fez lembrar uma outra história de família.

Naquele tempo em que não havia geladeira, aliás, nem luz elétrica na roça, minha vó preparava uma novilha que havia sido abatida pela manhã. Dona Vovó e suas auxiliares estavam na cozinha limpando, desossando, guardando em banha, cozinhando e uma das minhas tias (na época com menos de 8 anos, creio) estava brincando ali por perto.

Dona Vovó, vendo a cria "à toa", ordenou:
- Cria! Ponha os pés dentro da lata.

Passados alguns minutos, ela olhou para os pés da vaca que jaziam aos pés da mesa... ainda.
Impaciente, a matriarca gritou novamente:
- Cria! Ponha os pés na lata!

Meia hora depois e os pés continuavam do lado de fora.
- Cria! Já falei pra você colocar os pés na lata!
E minha tia, que sempre foi a mais respondona e desbocada de todas, muito brava, retrucou:
- Mas eu já botei!

Quando Dona Vovó virou-se para dar a bronca, só teve tempo de ver a pequena enfiando-se com os dois pés dentro da lata destinada aos pés da vaca... e rir.


 

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Old times...

Saudade do tempo em que carros eram facilmente identificados: Fusca, Brasília, Variante, Kombi, Opala...

Baby tem 2 anos. E tem um Fusca de pelúcia.
Baby adora caminhões, como já relatei.

Hoje, no caminho da escola, ele avistou um Fusca. Azul. Igual ao que ele tem em casa. Mil novecentos e bolinha.

- Mamãe! Camião!
- Não, Baby... é um Fusca! Um Fusca azul. Igual ao teu.
- Não, Mamãe. Esse não é Fuca. É camião.
...

Passado mais um pouquinho eis que surge um New Beatle.

- Ó mamãe: Esse é Fuca.

É... sou eu mesma quem está ficando velha.
Velha velha velha velha.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Raiz Quadrada de 69...

Esse sujeito encontrou a Raiz Quadrada de 69.
http://www.youtube.com/user/pagodeversions

Eu queria colocar os vídeo, mas não saiu como eu queria...
então vai o link mesmo.

Momento Reflexão

Tenho recebido com frequencia um e-mail que conta uma historinha.

Nele a pessoa deve imaginar que uma grave doença está assolando o planeta e a única salvação seria a vida do seu filho mais novo, que tem a cura para a doença. E assim, o garoto morre para salvar a humanidade que, em contrapartida segue, cada um com sua vida esquecendo-se da memória do garoto-vítima-herói. Por fim, compara esse sacrifício ao sacrifício de Jesus.


Em primeiro lugar, será melhor que a pessoa frequente a Igreja porque acredita que Deus é bom, é amor, ou porque se sente culpada pelo filho Dele ter morrido?

Algumas considerações (de acordo com a Bíblia):
1) Deus é Deus. Jesus é Jesus. Jesus veio à Terra já sabendo que sua missão envolveria sua morte no final. Não veio como uma criança que teria que ser sacrificada, sem ao menos ter a chance da escolha. E o pai dessa criança não é Deus! Como exigir que um mortal suporte a dor de um Deus?

2) Jesus também sabia qual seria seu destino após a morte: sentar-se à direita de Deus-Pai Todo Poderoso de onde há de vir julgar os vivos e os mortos. Mas e a criança sacrificada no e-mail? O que aconteceu com ela após a morte? Alguém veio dizer a esse pai que seu filho estaria em algum lugar privilegiado no Céu?

3) Jesus veio a Terra para salvar os homens de seus próprios pecados. Deus criou a Terra e tudo que há nela e o homem estava vivendo contra a vontade Dele. Então, Deus mandou seu único filho para redimir os pecados dos homens e, dessa forma, todos teriam uma nova chance para a vida eterna depois da morte. Mas no caso do e-mail, a doença apareceu do nada. Foi Deus quem mandou? E a criança seria sacrificada para que a humanidade sobrevivesse, mas nada de divino ou espiritual seria acrescentado. A morte dele (diferentemente da morte de Jesus) não asseguraria que as pessoas viveriam melhor.

Pensando racionalmente, se dissessem que meu filho era a única pessoa na face da Terra imune à doença, e sabendo o quanto a raça humana já fez de ruim e deplorável no mundo, provavelmente eu deixaria que ele vivesse. Talvez, da mesma forma que ele, outra (ou outras) criança(s) também fosse(m) imune(s) e dessa forma, poderiam repovoar a Terra.

Não. O e-mail não me chocou.
Achei de extremo mau-gosto e sensacionalismo.

Oras bolas, se querem mostrar o quanto Deus é bom e único e o quão grande foi o sacrifício de Jesus pela humanidade, basta contar a história dele e o que ele ensinou. E quem quiser acreditar, acredite.Comparar Deus e Jesus a um pai comum e seu filho não dá. Não se pode comparar coisas de natureza distintas. Elas não se misturam, não se tocam, não se comparam.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Milla Tuli

Milla Tuli passou para a terceira fase do festival e agora concorre com 10 finalistas.
Nesta terceira fase, começa uma nova votação que se encerra sexta-feira (30 de outubro) a tarde. 

Votalá votalá votalá:


música: DEIXE DE ME AMAR
autor: MILLA TULI

P.S. Funciona melhor com o Firefox.


sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Romance esculhambado

Marido viajou.
E estou fazendo tudo.

Sabe o que descobri? Faço tudo pefeitamente bem. Só tenho que ajustar os horários, acordar um pouco mais cedo, gasto um pouco  mais de gasolina.

E fiquei pensando. Se não estivesse com ele, não estaria morando onde moro, teria arranjado uma academia mais no caminho... talvez mudado algumas coisas. E tudo seria mais prático.

E isso é bom...
É bom ter a certeza de que não estamos juntos por necessidade.
Estamos juntos por vontade.
E apesar da saudade, isso é muito bom.