Ah, como é bom viajar! De carro então, melhor ainda... ver a paisagem, mudar de idéia, parar na hora que cansa, comer besteiras, ouvir música... hummmm bommmmm!!!!!!
Melhor ainda é viajar com Marido: Diversão garantida.
Cena:
Eu, Marido e Baby no carro.
Música de fundo: AC/CD - TNT Because I'm T.N.T. - I'm dinamite / T.N.T. - and I'll win the fight / T.N.T. - I'm a power load / T.N.T. - watch me explode!
Marido olha para o pasto e diz:
Olha o tratorzinho... sozinho lá no pasto...
(Filosófico né?) Mas eu entendi:
Olha o tatuzinho... sozinho lá no pasto...
E minha mente começou a imaginar como diabos aquele homem, num carro em movimento, teria conseguido enxergar um TATU no meio do pasto!!!!
Esclarecido o mal-entendido (é com hifen?) rimos um pouco e Marido inspirou-se. Ao ritmo de AC/DC - T.N.T:
O ta-tu-zin - tá no mei do pasto...
o ta-tu-zin - só deixou o rastro...
o ta-tu-zin - fez um buracão...
o ta-tu-zin - eu não vi nããããããoooo!!!!!
E ainda, imaginando o Angus pulando... e o tatuzinho com as mãozinhas levantadas gritando: HEY HEY HEY HEY!
- o - o - o - o - o - o - o - o - o - o - o - o -
No caminho resolvemos visitar uma cachoeira. Entrando na fazenda, estrada de terra, Marido estava dirigindo um pouco rápido. E eu enxerguei frutinhas vermelhas que pareciam estar aos pares no meio do cerrado. Exclamei, espantada:
- UÉ! CE-RE-JAS???? NO CERRADO?????
E Marido:
- Cereja no cerrado? Só pode ser caju!!!!! Páaááááááá'ra!
E estavam doces... hummmm delícia!
Tornei-me exímia encontradora de cajuzinho do cerrado na beira da estrada, com carro em movimento.
- o - o - o - o - o - o - o - o - o - o - o - o - o - o
Essa é meio escatológica...
Marido comentou, na descida pra cachoeira, que deveria ter ido ao banheiro se aliviar pois a vontade estava chegando.
Assunto encerrado.
Na cachoeira, nadamos, Marido mergulhou, saltou, etc.
Na subida de volta, ele comentou:
- Nossa, deixei metade da carga negativa na cachu... acho que estou alguns quilos mais leve.
- Ué? Que horas foi isso?
- Na cachoeira.
- Foi na hora que você saltou?
- Deve ter sido.
- Como assim? "Deve ter sido". Você caga e não sabe quando foi?
(Silêncio)
- Que é isso, mulé! Tô falando de carga negativa, energia negativa! Estou aqui todo espiritual, entrando no clima da Chapada... sua insensível!!!!
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quarta-feira, 13 de outubro de 2010
sexta-feira, 3 de abril de 2009
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
Os meninos satisfeitos e as meninas...
Todas as noites são iguais
os meninos satisfeitos
e as meninas querem mais
os meninos satisfeitos
e as meninas querem mais
Capital Inicial
Pois é... Depois do Show de sexta-feira fiz questão de registrar meu protesto. Reclamei em todas as instâncias: Pais, irmãos, amigos... todos sabem da minha insatisfação com o comportamento de Marido Repressor. Já avisei que ele está proibido de ir a outro show de rock comigo. E Irmã está proibida de não ir.
Mas vocês pensam que a repressão acabou? Coisa nenhuma.
Sábado foi dia de Churrasco. A galera da Geologia faz um churrasco grande no final do ano pra reunir todo mundo. É muito bom. Sempre tem muita cerveja, muita birita e, claro, sempre revemos os amigos.
Que fique bem claro que são os amigos DELE, do curso DELE. Eu sou apenas agregada.
Muito bem. Saí da aula e fui para o Imperialismo (que é como chamamos a casa dos meus pais). Tava caindo uma tempestade. Cogitamos a idéia de chamar um táxi, mas depois decidimos que um barquinho era mais apropriado. Por último, como não achamos um taxi grande (tipo Doblô ou afins), decidimos ir em um carro só e elegemos democraticamente um amigo da vez. Cunhada Esquilinho ganhou.
Chegando lá, fiz questão de contar pra todo mundo o Marido repressor que eu tenho. E consegui várias companhias para o Show do Iron em Março de 2009. Muitos amiguinhos se compadeceram do meu sofrimento.
O churrasco ia bem, muito bem... muita cerveja, todo mundo bebum. E tinha até show do Feijão de Bandido. Marido achou de passar mal logo na hora que os caras começaram a tocar. E eu, como boa esposa, fiquei ao lado, cuidando dele. Ele vomitando e eu fazendo companhia. Lindo isso. Passou mal até dormir... e eu lá, firme e forte, como uma esposa dedicada.
Depois de um certo tempo, achei que eu poderia aproveitar um pouquinho o show.
Mas fiquei indo e voltando, preocupada com a situação de Marido que não estava nada bem.
Finalmente ele acordou.
E eu achando o máximo o show. Mas tínhamos ido em um só carro e a pilha de Cunhada Esquilinho acabou. Eles estavam querendo ir embora mas eu não. Arranjei uma amiga pra me levar até o Imperialismo. E eu decidi ficar. Mas Marido estava indócil. Achava que tínhamos que ir embora de qualquer jeito. Consegui alguns minutos a mais de farra com Cunhada Esquilinho. Mas Marido decidiu que Irmão tinha ido embora e se mandou. Fui atrás, mas não consegui alcançá-lo. Um amigo estava indo embora e eu dei o alarme: eles tinham ordem de prender e arrastar o Meliante de volta para a festa caso fosse encontrado andando a ermo por aí.
Dito e feito. Marido foi resgatado já no meio da estrada. Indo embora a pé!!! Mas eu já estava decidida a ficar na festa de qualquer maneira. Marido me chamava pra ir embora e eu negava. Dizia a ele que ele poderia ir, mas eu ia ficar. Eu já tinha até carona! Eu queria mesmo era minha Irmã. Ela sim que era companhia. Marido era muito repressor.
Perdi a conta das vezes que ele foi até o portão e voltou pra me buscar. Algumas vezes eu fui com ele até o portão e voltei pra festa.
O show estava bom, eu tinha perdido uma parte da festa cuidando dele, queria aproveitar. Nada mais justo. Mas ele dizia que eu ia dar trabalho, que o show já estava acabando e que já estava na hora de ir embora.
Eu fui. Muito brava. Muito brava mesmo. Nem olhava pra ele, de tão brava.
Não existe meios de descrever a fúria na qual me encontrava. Como disse meu pai ao levantar da cama às 3h da manhã pra abrir a porta pros Manguas sem-chaves: "Estou vivendo um desenho animado, só pode! Melhor ir dormir!"
Ano que vem vou fazer um contrato. Com duas testemunhas e firma reconhecida em cartório:
Eu só saio da festa no lixo! Só saio da festa na faxina do gari!
E se Marido continuar chatão "eu vou soóóóóóóóóóó eu vou só para o show do Iron, mas eu vooooooouuuuuuuuuuuuu!"
Pois é... Depois do Show de sexta-feira fiz questão de registrar meu protesto. Reclamei em todas as instâncias: Pais, irmãos, amigos... todos sabem da minha insatisfação com o comportamento de Marido Repressor. Já avisei que ele está proibido de ir a outro show de rock comigo. E Irmã está proibida de não ir.
Mas vocês pensam que a repressão acabou? Coisa nenhuma.
Sábado foi dia de Churrasco. A galera da Geologia faz um churrasco grande no final do ano pra reunir todo mundo. É muito bom. Sempre tem muita cerveja, muita birita e, claro, sempre revemos os amigos.
Que fique bem claro que são os amigos DELE, do curso DELE. Eu sou apenas agregada.
Muito bem. Saí da aula e fui para o Imperialismo (que é como chamamos a casa dos meus pais). Tava caindo uma tempestade. Cogitamos a idéia de chamar um táxi, mas depois decidimos que um barquinho era mais apropriado. Por último, como não achamos um taxi grande (tipo Doblô ou afins), decidimos ir em um carro só e elegemos democraticamente um amigo da vez. Cunhada Esquilinho ganhou.
Chegando lá, fiz questão de contar pra todo mundo o Marido repressor que eu tenho. E consegui várias companhias para o Show do Iron em Março de 2009. Muitos amiguinhos se compadeceram do meu sofrimento.
O churrasco ia bem, muito bem... muita cerveja, todo mundo bebum. E tinha até show do Feijão de Bandido. Marido achou de passar mal logo na hora que os caras começaram a tocar. E eu, como boa esposa, fiquei ao lado, cuidando dele. Ele vomitando e eu fazendo companhia. Lindo isso. Passou mal até dormir... e eu lá, firme e forte, como uma esposa dedicada.
Depois de um certo tempo, achei que eu poderia aproveitar um pouquinho o show.
Mas fiquei indo e voltando, preocupada com a situação de Marido que não estava nada bem.
Finalmente ele acordou.
E eu achando o máximo o show. Mas tínhamos ido em um só carro e a pilha de Cunhada Esquilinho acabou. Eles estavam querendo ir embora mas eu não. Arranjei uma amiga pra me levar até o Imperialismo. E eu decidi ficar. Mas Marido estava indócil. Achava que tínhamos que ir embora de qualquer jeito. Consegui alguns minutos a mais de farra com Cunhada Esquilinho. Mas Marido decidiu que Irmão tinha ido embora e se mandou. Fui atrás, mas não consegui alcançá-lo. Um amigo estava indo embora e eu dei o alarme: eles tinham ordem de prender e arrastar o Meliante de volta para a festa caso fosse encontrado andando a ermo por aí.
Dito e feito. Marido foi resgatado já no meio da estrada. Indo embora a pé!!! Mas eu já estava decidida a ficar na festa de qualquer maneira. Marido me chamava pra ir embora e eu negava. Dizia a ele que ele poderia ir, mas eu ia ficar. Eu já tinha até carona! Eu queria mesmo era minha Irmã. Ela sim que era companhia. Marido era muito repressor.
Perdi a conta das vezes que ele foi até o portão e voltou pra me buscar. Algumas vezes eu fui com ele até o portão e voltei pra festa.
O show estava bom, eu tinha perdido uma parte da festa cuidando dele, queria aproveitar. Nada mais justo. Mas ele dizia que eu ia dar trabalho, que o show já estava acabando e que já estava na hora de ir embora.
Eu fui. Muito brava. Muito brava mesmo. Nem olhava pra ele, de tão brava.
Não existe meios de descrever a fúria na qual me encontrava. Como disse meu pai ao levantar da cama às 3h da manhã pra abrir a porta pros Manguas sem-chaves: "Estou vivendo um desenho animado, só pode! Melhor ir dormir!"
Ano que vem vou fazer um contrato. Com duas testemunhas e firma reconhecida em cartório:
Eu só saio da festa no lixo! Só saio da festa na faxina do gari!
E se Marido continuar chatão "eu vou soóóóóóóóóóó eu vou só para o show do Iron, mas eu vooooooouuuuuuuuuuuuu!"
Mas eu me mordo de ciúmes...
Marido me pediu permissão pra ir brincar de kart com os amiguinhos na 6a feira. Permissão concedida.
O Almah ia tocar na Capital e o Slug ia abrir pra eles. Há muito tempo não ia a um show do Slug e achei que seria uma boa oportunidade, já que Marido iria brincar com os amiguinhos dele. Chamei Irmã que concordou na hora. Comuniquei a decisão à minha cara-metade que me encheu de perguntas. Um questionário de 100 questões. Com quem vai? Que horas é o show? Aonde é? O local é confiável? (que tipo de pergunta é essa???) Quem vai ficar com o Baby (pergunta desnecessária). Você não tem aula amanhã? Quem vai estar nesse show? (como assim??? quem vai estar no show...)
Perguntei se ele não gostaria de me encontrar lá depois do kart, mas ele tinha uma infinidade de desculpas esfarrapadas pra não me acompanhar.
Eu já estava com os convites comprados e ele desistiu do kart. Perguntei novamente se ele não gostaria de ir junto, mas ele continuava com as desculpas. Ok. Baby iria ficar com meus pais e ele resolveu ir buscá-lo. Nos encontramos na casa dos meus pais e ele logo achou de implicar com meu decote. Tudo bem, não estava muito comportado, mas a intenção era colocar uma blusa por cima.
Quando ele percebeu que não haveria jeito de eu mudar de idéia, resolveu ir junto. E minha Irmã-Traíra-Abandonadora de irmãs indefesas decidiu não ir mais, já que eu tinha companhia... humpf.
Saldo:
Assistimos às duas primeiras bandas (Slug foi a segunda).
Eu queria ir pra frente do palco tietar (como eu sempre faço) mas ele não deixou. Disse que o som estava muito alto (!!!!!! Helo-ow... estamos num show de heavy metal dãããã!!!)
Fomos lá pra trás. No alto dos meus cento e sessenta centímetros de altura, mal conseguia ver alguma coisa. Claro... todos os cabeções estavam na minha frente. Toda vez que eu tentava chegar para o lado na tentativa de encontrar um buraco pra enxergar melhor, ele me puxava... AI QUE SAUDADE DA MINHA IRMÃ! Abaixo a repressão! Abaixo a repressão!
Mal terminou o show dos meus amiguinhos do Slug, Marido já foi me puxando para a saída. Protestei que queria assitir pelo menos o início da última banda, que era a atração principal, mas não teve jeito. Ele argumentou que eu teria aula no dia seguinte e blábláblá. Saco. Eu queria um Marido. Pai eu já tenho. Saco.
Falei pra ele que ele está proibido de me acompanhar em show de rock novamente. Pro show do Iron eu vou SÓÓÓ eu vou SÓÓÓÓ eu vou SÓÓÓÓÓ.
"Eu vou para o Show do Iron eu voooooooooooooouuuuuuuuuuuuu
Eu vou subir no palco eu vooooooooooooooouuuuuuuuuuuuuuu
Eu vou cantar com o Bruce eu voooooooooooooooouuuuuuuuuuuuuu
Eu vou para o show do Iron eu voooooooooooooouuuuuuuuuuu
Se Marido continuar chatão eu vou sóóóóóóóóóó
eu vou sóóóóóóóóó
eu vou sóóóóóóó
Se Marido continuar chatão eu vou sóóóóóóóóóó
Eu vou só com minhas amiguinhas mas eu vooooooooooouuuuuuuuuuuu"
O Almah ia tocar na Capital e o Slug ia abrir pra eles. Há muito tempo não ia a um show do Slug e achei que seria uma boa oportunidade, já que Marido iria brincar com os amiguinhos dele. Chamei Irmã que concordou na hora. Comuniquei a decisão à minha cara-metade que me encheu de perguntas. Um questionário de 100 questões. Com quem vai? Que horas é o show? Aonde é? O local é confiável? (que tipo de pergunta é essa???) Quem vai ficar com o Baby (pergunta desnecessária). Você não tem aula amanhã? Quem vai estar nesse show? (como assim??? quem vai estar no show...)
Perguntei se ele não gostaria de me encontrar lá depois do kart, mas ele tinha uma infinidade de desculpas esfarrapadas pra não me acompanhar.
Eu já estava com os convites comprados e ele desistiu do kart. Perguntei novamente se ele não gostaria de ir junto, mas ele continuava com as desculpas. Ok. Baby iria ficar com meus pais e ele resolveu ir buscá-lo. Nos encontramos na casa dos meus pais e ele logo achou de implicar com meu decote. Tudo bem, não estava muito comportado, mas a intenção era colocar uma blusa por cima.
Quando ele percebeu que não haveria jeito de eu mudar de idéia, resolveu ir junto. E minha Irmã-Traíra-Abandonadora de irmãs indefesas decidiu não ir mais, já que eu tinha companhia... humpf.
Saldo:
Assistimos às duas primeiras bandas (Slug foi a segunda).
Eu queria ir pra frente do palco tietar (como eu sempre faço) mas ele não deixou. Disse que o som estava muito alto (!!!!!! Helo-ow... estamos num show de heavy metal dãããã!!!)
Fomos lá pra trás. No alto dos meus cento e sessenta centímetros de altura, mal conseguia ver alguma coisa. Claro... todos os cabeções estavam na minha frente. Toda vez que eu tentava chegar para o lado na tentativa de encontrar um buraco pra enxergar melhor, ele me puxava... AI QUE SAUDADE DA MINHA IRMÃ! Abaixo a repressão! Abaixo a repressão!
Mal terminou o show dos meus amiguinhos do Slug, Marido já foi me puxando para a saída. Protestei que queria assitir pelo menos o início da última banda, que era a atração principal, mas não teve jeito. Ele argumentou que eu teria aula no dia seguinte e blábláblá. Saco. Eu queria um Marido. Pai eu já tenho. Saco.
Falei pra ele que ele está proibido de me acompanhar em show de rock novamente. Pro show do Iron eu vou SÓÓÓ eu vou SÓÓÓÓ eu vou SÓÓÓÓÓ.
"Eu vou para o Show do Iron eu voooooooooooooouuuuuuuuuuuuu
Eu vou subir no palco eu vooooooooooooooouuuuuuuuuuuuuuu
Eu vou cantar com o Bruce eu voooooooooooooooouuuuuuuuuuuuuu
Eu vou para o show do Iron eu voooooooooooooouuuuuuuuuuu
Se Marido continuar chatão eu vou sóóóóóóóóóó
eu vou sóóóóóóóóó
eu vou sóóóóóóó
Se Marido continuar chatão eu vou sóóóóóóóóóó
Eu vou só com minhas amiguinhas mas eu vooooooooooouuuuuuuuuuuu"
[Melodia: Maracangalha, de Caymmy]
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
O QUE EU VIM FAZER AQUI?
Já dizia CROM (o Deus do Aço, aquele pelo qual levamos ferro): SE TIVERES QUE TE FODER...TE FODERÁS! Um dos seguidores mais conhecidos da doutrina de CROM foi o DR. Murphy, que andou fazendo umas experiências com fatias de pão com manteiga e filas de banco...mas enfim, vamos ao que interessa.
Patroa estava a fim de fazer um fuá sem motivo lá em residência, ou seja, chamar uns amigos pra comer uma galinhada e no mesmo dia eu tinha combinado com um amigo uma trilha de moto, saindo aqui de casa até uma fazenda de turismo rural do outro lado do morro que temos como vista da nossa varanda. Passeio aparentemente "light", só tendo como complicador a travessia de um pequeno córrego que divide nosso condomínio da referida fazenda. Tanto que garanti que retornaria antes do almoço, lá pelas 13h.
Bom, meu amigo enrolou e só foi aparecer lá em resi umas 10h... mas beleza... é aqui do lado mesmo...lá de casa dá até pra ver a trilha que passaríamos, morro acima... U-hu..vamos nessa! Saímos de residência umas 10h40, e rapidinho chegamos no indigitado córrego que seria cruzado facilmente pelos cavaleiros sobre duas roda, uma vez que o nível da água estava bem baixo já que não chove decentemente há meses na nossa quebrada!
Ok, lá vamos nós... entramos no córrego por uma descida suave e começamos a percorrê-lo, por entre o curso d'água, os leitos de cascalho e os eventuais afloramentos rochosos que apareciam, mas nada muito complicado... até divertido pra falar a verdade... tanto que amigo se empolgou e sentou a mão num trecho raso, mas no caminho dele tinha uma pedra: uma daquelas roliças, não muito grandes mas cheias de lodo, no fundo do rio... caprichosamente colocadas por CROM para fazer girar a roda dos acontecimentos que regem o misterioso universo humano.
Ops, voltando pra realidade... PAF!... amigo caiu dentro do rio...beleza, tombo besta, divertido, riozinho baixo... entretanto uma gota de água de tamanho caralhesimal entrou onde não devia, dentro da complexa engrenagem elétrica da moto de amigo fazendo com que essa relutasse em ligar novamente!
Estava sem relógio mas imagino que ficamos umas duas horas tentando de tudo pra fazer a moto pegar, dando no kick, tentando a partida elétrica (sim, a moto de amigo, tem as duas possibilidades de acionamento), trocando a bateria dele com a da minha moto, fazendo chupeta... enfim... nada de funcionar. Resolvemos então empurrar a moto rio abaixo até o ponto onde sairíamos do outro lado, uma descida suave no barranco da margem oposta, já na tal fazenda, uns 150 metros abaixo.
Apesar de não haver obstáculos, empurrar moto com toda aquela indumentária de trilha, dentro de um córrego é deveras cansativo.
Chegando nesse ponto, precisávamos de uma corda pra rebocar a moto de amigo. Como não tínhamos uma resolvi subir o morro e ir procurar ajuda com outros trilheiros que estavam na área (estava tendo um encontro de trilheiros na tal fazenda, um dos motivos da nossa aventura). Saí à procura e logo falei com uns caras que concordaram em ajudar...foram buscar uma corda e fomos resgatar amigo. Chegando lá, amarraram a moto dele numa das motos e o resto do pessoal ajudou a empurrar...opa! Beleza... pelo menos fora do rio nós estamos.
Como tinha mais gente pra ajudar, ou seja, fazer força no tal do kick start (o que sinceramente é uma das tarefas mais árduas no trail, dependendo do local onde vc deixou a moto morrer!), conseguiram fazer a moto pegar... maravilha! Agora começa a diversão... vamos nessa!
Subimos o morro e quando chegamos no topo, o pessoal ficou parado. Eu então apontei a direção de onde tínhamos passado e comecei a descer do outro lado... mas logo olhei pra traz e não vi ninguém. Voltei e percebi que os outros motocas tinham ido pro outro lado pra passar em outras trilhas, imaginando que amigo estava com eles. Fui atrás...segui o grupo por um bom tempo até descobrir que amigo não estava no meio.
Pausa: o que aconteceu? Na verdade, quando amigo chegou no topo do morro a moto morreu de novo...ele me viu indo pra um lado e os demais motocas descendo por outro...e ficou sozinho. Resolveu descer pela mesma trilha que havíamos acabado de passar pra fazer a moto pegar no tranco: NADA! E o pior é que enfiou a bosta da moto numa grota meio íngreme. Deixou a moto lá e ficou esperando até que alguém aparecesse... como eu estava numa trilha e os demais estavam em outra, cada vez que ele corria pra uma trilha, os outros (ou eu) passávamos pela outra e não conseguia pedir ajuda para ninguém!
Voltando: desci o morro e fui até a sede da fazenda ver se ele não tinha passado por lá... falei com algumas pessoas mas nada de amigo. Então voltei pro início, lá na beira do rio, onde o tinha visto pela última vez... ao voltar encontrei-o, já cansado de tanto correr atrás de motoqueiro, morro acima, morro abaixo.
Ok, vamos rebocar a moto... e você acha que era assim fácil...a buraqueira era tão inclinada que mal avançamos 10 metros morro acima... e a má sorte foi tanta que de tanto forçar a minha moto na tarefa de reboque acabei queimando a embreagem... agora fodeu! DUAS MOTOS QUEBRADAS, NO MEIO DO NADA!
Achamos que os outros trilheiros iriam passar por ali de novo e nos ver mas nada... mais algumas horas de empurra-moto e caminhada com toda indumentária de trilha e sob uma "lua" de 35º C até que passou alguém e eu pedi carona até a sede da fazenda...não tem jeito: VAMOS TER QUE ACIONAR O RESGATE!
A essa altura do campeonato, patroa e os amigos já tinha almoçado e estavam tomando cerva na varanda e tentando imaginar onde estávamos. Quando liguei, ela ficou aliviada e falou: "Bom, agora que sei que vocês estão bem, vou beber!".
Dois outros amigos foram lá na fazenda nos resgatar com uma pick-up e pra completar, amigo (o da moto quebrada e também dono da pick-up) bateu em outro carro ao tentar uma ultrapassagem "temerária", numa curva, chão de cascalho meio molhado de chuva, com duas motos e um mané (no caso eu) na carroceria, porque a lotação interna tinha se esgotado!
Balanço: saímos 10h40 e chegamos 17h40, ou seja 7 horas de sofrimento, sem comida e a água que levamos acabou lá pelas 14h. A fadiga física não preciso nem comentar. Lá em casa alguns amigos já tinham até ido embora, ou seja, perdi o evento que patroa organizou! Preju para amigo de R$2.700,00 do conserto do carro batido e vai saber quanto mais pela bosta da moto que bebeu água e para mim de R$240,00 pelo jogo de embreagem novo e mais um tanto de uma caixa de ferramentas que eu acabei perdendo por lá. E o gran finale: pra complicar eu estava fazendo um tratamento e não podia beber... o que me faz remeter ao início:O QUE EU VIM FAZER AQUI?
ass: MARIDO.
Em tempo: como já tinha passado da hora de tomar o remédio, resolvi chutar o balde: tomei uma cerva!
Patroa estava a fim de fazer um fuá sem motivo lá em residência, ou seja, chamar uns amigos pra comer uma galinhada e no mesmo dia eu tinha combinado com um amigo uma trilha de moto, saindo aqui de casa até uma fazenda de turismo rural do outro lado do morro que temos como vista da nossa varanda. Passeio aparentemente "light", só tendo como complicador a travessia de um pequeno córrego que divide nosso condomínio da referida fazenda. Tanto que garanti que retornaria antes do almoço, lá pelas 13h.
Bom, meu amigo enrolou e só foi aparecer lá em resi umas 10h... mas beleza... é aqui do lado mesmo...lá de casa dá até pra ver a trilha que passaríamos, morro acima... U-hu..vamos nessa! Saímos de residência umas 10h40, e rapidinho chegamos no indigitado córrego que seria cruzado facilmente pelos cavaleiros sobre duas roda, uma vez que o nível da água estava bem baixo já que não chove decentemente há meses na nossa quebrada!
Ok, lá vamos nós... entramos no córrego por uma descida suave e começamos a percorrê-lo, por entre o curso d'água, os leitos de cascalho e os eventuais afloramentos rochosos que apareciam, mas nada muito complicado... até divertido pra falar a verdade... tanto que amigo se empolgou e sentou a mão num trecho raso, mas no caminho dele tinha uma pedra: uma daquelas roliças, não muito grandes mas cheias de lodo, no fundo do rio... caprichosamente colocadas por CROM para fazer girar a roda dos acontecimentos que regem o misterioso universo humano.
Ops, voltando pra realidade... PAF!... amigo caiu dentro do rio...beleza, tombo besta, divertido, riozinho baixo... entretanto uma gota de água de tamanho caralhesimal entrou onde não devia, dentro da complexa engrenagem elétrica da moto de amigo fazendo com que essa relutasse em ligar novamente!
Estava sem relógio mas imagino que ficamos umas duas horas tentando de tudo pra fazer a moto pegar, dando no kick, tentando a partida elétrica (sim, a moto de amigo, tem as duas possibilidades de acionamento), trocando a bateria dele com a da minha moto, fazendo chupeta... enfim... nada de funcionar. Resolvemos então empurrar a moto rio abaixo até o ponto onde sairíamos do outro lado, uma descida suave no barranco da margem oposta, já na tal fazenda, uns 150 metros abaixo.
Apesar de não haver obstáculos, empurrar moto com toda aquela indumentária de trilha, dentro de um córrego é deveras cansativo.
Chegando nesse ponto, precisávamos de uma corda pra rebocar a moto de amigo. Como não tínhamos uma resolvi subir o morro e ir procurar ajuda com outros trilheiros que estavam na área (estava tendo um encontro de trilheiros na tal fazenda, um dos motivos da nossa aventura). Saí à procura e logo falei com uns caras que concordaram em ajudar...foram buscar uma corda e fomos resgatar amigo. Chegando lá, amarraram a moto dele numa das motos e o resto do pessoal ajudou a empurrar...opa! Beleza... pelo menos fora do rio nós estamos.
Como tinha mais gente pra ajudar, ou seja, fazer força no tal do kick start (o que sinceramente é uma das tarefas mais árduas no trail, dependendo do local onde vc deixou a moto morrer!), conseguiram fazer a moto pegar... maravilha! Agora começa a diversão... vamos nessa!
Subimos o morro e quando chegamos no topo, o pessoal ficou parado. Eu então apontei a direção de onde tínhamos passado e comecei a descer do outro lado... mas logo olhei pra traz e não vi ninguém. Voltei e percebi que os outros motocas tinham ido pro outro lado pra passar em outras trilhas, imaginando que amigo estava com eles. Fui atrás...segui o grupo por um bom tempo até descobrir que amigo não estava no meio.
Pausa: o que aconteceu? Na verdade, quando amigo chegou no topo do morro a moto morreu de novo...ele me viu indo pra um lado e os demais motocas descendo por outro...e ficou sozinho. Resolveu descer pela mesma trilha que havíamos acabado de passar pra fazer a moto pegar no tranco: NADA! E o pior é que enfiou a bosta da moto numa grota meio íngreme. Deixou a moto lá e ficou esperando até que alguém aparecesse... como eu estava numa trilha e os demais estavam em outra, cada vez que ele corria pra uma trilha, os outros (ou eu) passávamos pela outra e não conseguia pedir ajuda para ninguém!
Voltando: desci o morro e fui até a sede da fazenda ver se ele não tinha passado por lá... falei com algumas pessoas mas nada de amigo. Então voltei pro início, lá na beira do rio, onde o tinha visto pela última vez... ao voltar encontrei-o, já cansado de tanto correr atrás de motoqueiro, morro acima, morro abaixo.
Ok, vamos rebocar a moto... e você acha que era assim fácil...a buraqueira era tão inclinada que mal avançamos 10 metros morro acima... e a má sorte foi tanta que de tanto forçar a minha moto na tarefa de reboque acabei queimando a embreagem... agora fodeu! DUAS MOTOS QUEBRADAS, NO MEIO DO NADA!
Achamos que os outros trilheiros iriam passar por ali de novo e nos ver mas nada... mais algumas horas de empurra-moto e caminhada com toda indumentária de trilha e sob uma "lua" de 35º C até que passou alguém e eu pedi carona até a sede da fazenda...não tem jeito: VAMOS TER QUE ACIONAR O RESGATE!
A essa altura do campeonato, patroa e os amigos já tinha almoçado e estavam tomando cerva na varanda e tentando imaginar onde estávamos. Quando liguei, ela ficou aliviada e falou: "Bom, agora que sei que vocês estão bem, vou beber!".
Dois outros amigos foram lá na fazenda nos resgatar com uma pick-up e pra completar, amigo (o da moto quebrada e também dono da pick-up) bateu em outro carro ao tentar uma ultrapassagem "temerária", numa curva, chão de cascalho meio molhado de chuva, com duas motos e um mané (no caso eu) na carroceria, porque a lotação interna tinha se esgotado!
Balanço: saímos 10h40 e chegamos 17h40, ou seja 7 horas de sofrimento, sem comida e a água que levamos acabou lá pelas 14h. A fadiga física não preciso nem comentar. Lá em casa alguns amigos já tinham até ido embora, ou seja, perdi o evento que patroa organizou! Preju para amigo de R$2.700,00 do conserto do carro batido e vai saber quanto mais pela bosta da moto que bebeu água e para mim de R$240,00 pelo jogo de embreagem novo e mais um tanto de uma caixa de ferramentas que eu acabei perdendo por lá. E o gran finale: pra complicar eu estava fazendo um tratamento e não podia beber... o que me faz remeter ao início:O QUE EU VIM FAZER AQUI?
ass: MARIDO.
Em tempo: como já tinha passado da hora de tomar o remédio, resolvi chutar o balde: tomei uma cerva!
segunda-feira, 11 de agosto de 2008
Viagem e Cachorros
Tá bom, peço desculpas, mas estava sem assunto para escrever.
Este fim de semana fomos passear em Caldas Novas com Sogrão e Sogrona.
Foi uma viagem tranquila, as crianças se divertiram e eu consegui descansar bastante.
O problema é que nossos cachorros, ao que parece, resolveram se vingar. Não gostaram de ser abandonados durante todo o final de semana e hoje de manhã decidiram que era o dia da folga deles.
Isso mesmo: se mandaram! Demos uma busca rápida no condomínio, deixei avisado na portaria...
Enfim. Agora é esperar que eles tenham o bom-senso de voltar pra casa e não se metam em nenhuma encrenca.
Aiai... QUERO FÉRIAS!!!!! Mal posso esperar.
Este fim de semana fomos passear em Caldas Novas com Sogrão e Sogrona.
Foi uma viagem tranquila, as crianças se divertiram e eu consegui descansar bastante.
O problema é que nossos cachorros, ao que parece, resolveram se vingar. Não gostaram de ser abandonados durante todo o final de semana e hoje de manhã decidiram que era o dia da folga deles.
Isso mesmo: se mandaram! Demos uma busca rápida no condomínio, deixei avisado na portaria...
Enfim. Agora é esperar que eles tenham o bom-senso de voltar pra casa e não se metam em nenhuma encrenca.
Aiai... QUERO FÉRIAS!!!!! Mal posso esperar.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
Fim de Semana
Sexta-feira: nada
Sábado: Apresentação de patinação artística de Filhota 11h. Acordamos, arrumamos, tomamos café, saímos. Achei que ela foi muito bem! Está praticando há apenas 2 meses, mas mostrou segurança e graça. Executou todos os passos direitinho apesar da pouca velocidade. Linda! (Mãe coruja né? eu sei. Mas é verdade).
Almoçamos na casa da Mamãe e ficamos por lá a tarde toda, já que tínhamos um chá de fraldas para ir às 19h e não compensava voltar pra roça e sair de novo.
Chá de fraldas, legal. Revimos amigos e falamos besteira. Baby se comportou como um rapaz.
Domingo: almoço na casa da Sogra. Marido foi fazer trilha de motos, Filhota decidiu que ia passar o fim de semana com a vó e eu fiquei sozinha em casa com o Baby. Acordei um pouco mais tarde, é verdade: 8h. Passei roupa... e depois arrumei TUDO o que o Baby bagunçou enquanto eu passava roupa. O resultado? Saí de casa às 14h para encontrar Marido na casa da Sogra.
E os cabelos? Continuam grisalhos. Bah! Esculhambação!
Sábado: Apresentação de patinação artística de Filhota 11h. Acordamos, arrumamos, tomamos café, saímos. Achei que ela foi muito bem! Está praticando há apenas 2 meses, mas mostrou segurança e graça. Executou todos os passos direitinho apesar da pouca velocidade. Linda! (Mãe coruja né? eu sei. Mas é verdade).
Almoçamos na casa da Mamãe e ficamos por lá a tarde toda, já que tínhamos um chá de fraldas para ir às 19h e não compensava voltar pra roça e sair de novo.
Chá de fraldas, legal. Revimos amigos e falamos besteira. Baby se comportou como um rapaz.
Domingo: almoço na casa da Sogra. Marido foi fazer trilha de motos, Filhota decidiu que ia passar o fim de semana com a vó e eu fiquei sozinha em casa com o Baby. Acordei um pouco mais tarde, é verdade: 8h. Passei roupa... e depois arrumei TUDO o que o Baby bagunçou enquanto eu passava roupa. O resultado? Saí de casa às 14h para encontrar Marido na casa da Sogra.
E os cabelos? Continuam grisalhos. Bah! Esculhambação!
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