quarta-feira, 10 de março de 2010
Microondas da Democracia
No começo, achei que ela falava enrolado, mas depois tive certeza do que ouvia. Mudei totalmente minha opinião a respeito de transportes coletivos. Agora eu também acho que deveria haver vans e microondas para levar a galera do Condomínio até o Supermercado Container...
... Só temos que avisar as pessoas para não usar nada de metal.
Pior que isso, foi chegar no trabalho e ouvir um cidadão dizendo que a papelada estava demorando por conta da Democracia. Acho que Max Weber, que já está se revirando no túmulo pelo mau uso que se dá à sua Burocracia, deve agora estar tentando urgentemente se reencarnar em um ditador qualquer.
Sofro!
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Paralelismo
Ao pesquisar sobre alguns artistas, deparei-me com a página do Kirk Hammett (guitarrista do Metallica) na Wikipedia que continha:
"Kirk Lee Hammett (...) é um guitarrista estadunidense, filho de mãe filipina e pai comerciante de produtos marinhos".
Não é estranho? Mãe filipina, pai comerciante...
Filipina é profissão?
Ou será que "comerciante de produtos marinhos" é nacionalidade.
Estranho...
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
Música polêmica rende rescisão de contrato de professor da rede pública
O Correio Braziliense noticiou hoje a notícia de que um professor de inglês temporário de uma escola de línguas da rede pública de Brazlândia - DF, teve o contrato cancelado por intransigência. Ele sugeriu a tradução da letra I kissed a girl, da Katy Perry - que basicamente fala que ela bebeu umas e outras, tomou coragem, beijou outra garota e gostou. A direção da escola vetou, alegando conteúdo impróprio. O professor desobedeceu e trabalhou a letra com os alunos, com idade entre 12 e 14 anos de idade. A escola denunciou e o contrato temporário foi rescindido. Agora o professor se sente injustiçado e alega homofobia.
Vejamos:
1) Nada contra homossexualismo (ou homoafetividade), muito pelo contrário. Mas convenhamos que beber, beijar outra pessoa do mesmo sexo traindo o namorado (ela fala que tem um namorado em um trecho da música) não é um grande exemplo né?
2) O sujeito é um professor. Deve ter estudado Pedagogia. Mesmo sabendo que a criançada de hoje já tem muito mais conhecimento do que a maioria de nós, adultos, alguns conteúdos não devem ser abordados de maneira leviana. Discutir homossexualismo e bebida tudo bem, desde que seja feita de maneira responsável e seriamente. E se a direção da escola alegou conteúdo impróprio (e eu concordo) deveria ter sido acatada. Ou que mudasse de colégio.
3) Não se trata de censura, ditadura, nada disso. Mas imagine... vamos então traduzir a letra de 666 The Number of the Beast, ou Hells Bells, ou quase todas do Black Sabbath. Com a justificativa de estudar o "past simple", ou o "present simple". Ora, cada família tem uma orientação para os filhos. A escola deve ser compatível com a mesma e, em se tratando de escola pública, pelo menos não ir contra. E como é praticamente impossível agradar a todos, o melhor é manter-se neutra. Como em cursos de línguas o contato com as crianças é limitado, acredito que o professor não tem autoridade para decidir o que é certo ou errado. Já que ele queria discutir os verbos no passado, poderia ter escolhido outra música igualmente atuais: Rehab - Rihanna, por exemplo.
3) Homofobia: ah sim... ele desobedece uma orientação da direção e diz que sofreu preconceito. Se fosse negro, diria que era racismo. Vamos ser coerentes! Se no meu emprego, eu quero escrever algo numa carta, minha chefe diz que não pode, mesmo assim eu escrevo, ela não tem motivo pra me demitir? Aí ela me demite e eu acuso de racismo. Queria ver se fosse num colégio particular. Numa escola de freiras... será que ele alegaria preconceito?
Isso está virando palhaçada. As leis que servem para proteger as minorias estão se voltando contra contra o feiticeiro por culpa dessas mesmas minorias, que não sabem usar. Como se alguém que recebe um cartão de crédito e sai comprando tudo que vê. Uma hora o crédito acaba.
No final do ano passado, um aluno da UnB registrou ocorrência contra um professor por racismo. E o aluno nem estava presente quando supostamente foi pronunciada a palavra "crioulo" pelo professor. Na minha terra, isso era chamado de fofoca. Hoje é racismo. E o resultado? O aluno retirou a queixa.
Talvez falte regulamentação mais específica. Sim, mais regulamentação, já que o bom-senso parece ter desaparecido da sociedade brasileira. Olha que lindo. O Presidente edita um decreto dizendo que chamar o cachorro de preto não é racismo. Ou que o apelido neguinha pode ser carinhoso. Ah! Esqueci... este Governo já editou a cartilha do politicamente correto (sigh).
E a Lei Maria da Penha? Uma atitude belíssima, necessária. Mas daqui a pouco vamos ter que criar a Lei João da Penha, para proteger o homem vítima da mulher que agiu de má-fé. A mulher provoca, agride, grita, o homem revida e é preso.
E gente, por favor... se eu não posso chamar uma bicha de bicha, vou chamar de quê? Ah... homoafetivo, lembrei. Então que se processem todos os homoafetivos que se referem a si mesmos e aos amigos como bichas. E se chamar de bofe, já sabe: processo!
- Ele me ofendeu senhor juiz... é homofobia... me chamou de homem e eu sou é BI-CHA!
As pessoas estão perdendo discernimento. Já não sabem mais avaliar a situação como um todo. Qualquer coisa é motivo para processo e indenização. A meu ver, é só uma forma de ganhar dinheiro fácil: malandragem. Esculhambação!
quinta-feira, 20 de novembro de 2008
Esculhambação Televisiva
O duro foi ter que aguentar o Galvão Bueno.
Aliás, me pergunto. Existe algum órgão que responsabilisa jornalistas?
É, porque médico pode ser processado por erro médico, advogado também pode responder processo se não se comportar direitinho, engenheiros, arquitetos, todo mundo. Mas e jornalista? Eles podem falar o que quiserem mesmo, e não tem problema nenhum?
Exemplo: Galvão Bueno afirmou que o jogo estava acontecendo na cidade mais importante do Distrito Federal (o Gama). Essa frase consegue ser tão irresponsável quanto mentirosa. Em se querendo excetuar Brasília, capital não só do DF, mas também da República, ainda existe Taguatinga que é tão ou mais importante que o Gama em termos econômicos, Sobradinho, Ceilândia, Guará...
Essa foi apenas uma das besteiras proferidas irresponsavelmente por nosso amigo. Existem mais, talvez mais graves. Isso é só um! Também existem outros tantos repórteres, jornalistas e afins despreparados, que não só distorcem o que foi dito como também parecem inventar informações. Eles até podem publicar erratas ou pedidos de desculpas mas punição mesmo? Só se ofender, caluniar alguém.
A mídia é tão poderosa, tão importante que deveria haver mais responsabilidade na divulgação de informações. Mesmo porque isso pode causar problemas, digamos, educacionais até.
Existem bons jornalistas sim. Alguns de suma importância, inteligentes, responsáveis, etc. Mas me pergunto: Existe algum órgão responsável por punir "erros jornalísticos"? E se existe, por que não funciona?
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Falta de educação ou falta de classe?
Enfim, são coisas que acontecem e, no final, não atrapalharam tanto minha vida e acho que no fundo no fundo, ninguém é culpado. Apenas a Clínica que não tem informações completas a respeito de todo o processo.
No final, minha carteira, mesmo vencida continuou comigo e tem validade até um mês depois de vencida (conforme a primeira informação que recebi) e já resolvi todas as pendências. A greve do Detran já acabou e espero receber minha nova permissão até o final da semana que vem.
Mas o post não é sobre isso. É sobre uma cena deveras... hum... como expressarei... constrangedora? É... acho que constrangedor é o termo certo. Bem, uma cena deveras constrangedora que presenciei quando finalmente consegui fazer o exame para a renovação da supra-citada CNH.
Enquanto aguardava que a atendente preenchesse meus dados no computador e verificasse a regularidade da minha situação junto ao sistema, notei que havia um senhor (com jeito de dono da Clínica) que conversava de maneira nada discreta ao telefone. Ora, sendo um local de atendimento ao público, creio eu que ligações mais restritas deveriam ser tratadas em sala a parte, perfeitamente possível com uma reordenação do espaço do escritório. Enfim... não sou desinger de interiores e já estou fugindo ao assunto novamente.
O digníssimo senhor conversava com alguém que prestava serviço ou trabalhava com ele em outro local. Ele falava a respeito de confiança, credibilidade e honestidade, que aparentemente ele tinha e a pessoa do outro lado não. Dizia que a referida pessoa havia entrado no computador dele e pego dados pessoais pra usar contra ele e concluiu dizendo que gostaria de falar com a esposa dele.
E aí ouvi o seguinte exemplo de bons modos. O sujeito diz pra sua esposa o seguinte (sem bom dia, oi querida, nada...):
- Demite essa bosta. Já que ela quer ir embora hoje, manda ela embora hoje. Diz quanto é que fica que eu te dou o dinheiro. Quando eu chegar em casa não quero ver a cara dessa pessoa.
E eu pergunto...
Isso é falta de educação ou falta de classe? Sim, porque tratar de assuntos pessoais na frente de todos é falta de classe. Falar palavrão (ou se referir a outrem assim) é falta de educação. Fazer isso tudo na frente dos teus clientes é falta de... tato? classe?
Só sei que me deu uma vontade imensa de dizer ao digníssimo senhor, que os clientes da Clínica (e até mesmo os funcionários) não são obrigados a saber dos problemas pessoais dele ou do modo que ele trata seus empregados. Que eu não sou obrigada a ouvir coisas desagradáveis em um local que me está prestando um serviço e por conseguinte eu estou pagando. E que estava pensando seriamente em não mais voltar àquela clínica.
Mas suspirei fundo. Afinal, só precisarei pisar de novo naquele ambiente daqui a quatro anos. E ele não vai estar nem aí para o meu boicote já que existem muitas outras pessoas que vão fazer o mesmo exame. Além do mais, o doutor que me atendeu foi muito simpático e atencioso.
Tem horas que sinto vergonha de mim mesma, mas estou cansada de brigar.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
Ante-sala do Juízo Final
Pois bem... cada dia me surpreendo mais. Muuuuuiiiiito mais.
Já cansei de falar que a moral e os bons costumes já se foram há tempos, mães que acham bonito suas meninas vestidas como adultas (e o pior, se comportando como tal).
Pois bem... Hoje, vindo para o trabalho, estava escutando o programa 2 em 1 da Transamérica (morro de rir com o Ricardo San e a Gislaine, obrigada por alegrarem meu dia!). Eis que o tema era: "Crianças ainda gostam de Histórias Infantis?" ou algo do gênero.
Uma ouvinte, 3 filhos com idades de 12, 7 e 3 anos e afirmou não contar histórias para seus filhos. Alegou falta de tempo e falta de interesse das crianças. Ao ser indagada se ela não achava importante, já que o de 3 e o de 7 estão na idade de gostar disso, ela respondeu que sim, que achava importante. Mas que não tinha como competir com a escola e relatou a seguinte situação.
Buscando o moleque de 3 anos no colégio, perguntou como foi o dia dele, e se ele ouvira histórinha naquele dia. A resposta foi afirmativa e ela perguntou sobre o que era a historinha, ao que o moleque respondeu: "Pablo Picasso".
Gente...
Pablo Picasso + Criança de 3 anos = NÃO COMBINA! NÃO COMBINA!!!!!!
terça-feira, 17 de junho de 2008
Grosseiria é doença?
Eu: Nome da empresa, bom dia!
Vendedor doido pra perder a venda: chegou um fax que eu mandei pra Fulana?
Eu: Qual seria o assunto do fax?
Vendedor doido pra perder a venda: é um fax pessoal pra Fulana, só interessa a ela.
Neste momento várias respostas me passaram pela cabeça:
1) Então vou te transferir pra ela e vc pergunta pessoalmente
2) Se é pessoal, mande o fax pra casa dela
3) Vai dar meia-hora de bunda e ligue novamente quando tiver educação.
Mas sou educada:
Eu: Recebi vários documentos essa manhã e se eu não souber o assunto ou quem mandou, não posso dizer se chegou!
Vendedor doido pra perder a venda: Miha filha, eu mandei o fax há 5 minutos atrás, não é possível que vc tenha recebido tantos faxes assim!
Eu: é possível sim. E já que o Senhor não pode ser mais específico, devo dizer-lhe que eu não recebi nenhum fax endereçado à Fulana. Pode ser que minha colega de sala tenha recebido, mas o Senhor deverá ligar mais tarde porque no momento não posso transferir a ligação para ela.
(A mesa dela é do lado da minha e minha Colega olhava pra mim e ria).
Moral da história 1: Ser simpático é meio caminho para o sucesso.
Moral da história 2: Quem atende o telefone pode ser a telefonista, o porteiro, a secretária... ou o dono da empresa! Tenha sempre muito cuidado.