O que fazer com uma pessoa que chega no trabalho com vontade de tomar chá, pega sua canequinha, enche de água, acerta o tempo do microondas, abre a porta do microondas, fecha a porta do microondas, liga o microondas...
... e esquece de colocar a canequinha cheia de água dentro do microondas...?
Medo da resposta.
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quarta-feira, 9 de novembro de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Cotidiano
Diarista substituta precisa falar comigo.
Na porta da geladeira tem um imã com vários telefones para o caso de emergência com Baby.
Tem "telefone da vovó", "telefone do papai", etc...
Diarista substituta liga para "telefone do papai" e não se dá conta que seria o do papai do Baby. Segue o diálogo:
Diarista:
- Alô...é o pai da Damine?
Marido:
Na porta da geladeira tem um imã com vários telefones para o caso de emergência com Baby.
Tem "telefone da vovó", "telefone do papai", etc...
Diarista substituta liga para "telefone do papai" e não se dá conta que seria o do papai do Baby. Segue o diálogo:
Diarista:
- Alô...é o pai da Damine?
Marido:
- Ôxi...quem fala?
- Não, sabe o que é... é pusque eu não tenho o telefone dela e a máquina num tá funcionando!
- E quem fala???? Diarista, é você????
- Aaaahhhhh é você!?!?!?! Graças a Deus! Sabe o que é? É que a máquina num tá funcionando!
Irmão Dunga está viajando.
Como estou trabalhando até as 19h, pensei que poderia buscá-lo no aeroporto, a depender do horário de chegada dele.
Ele me disse que chegaria às 20h.
Liguei para Irmã e avisei que iria buscá-lo.
- ôxi! E ele chega hoje????
Confirmei o entendimento, encerrei a conversa.
Como conheço o sistema de recados de casa, liguei mais tarde para avisar Papai.
- Olha, vou buscar Dunga no aeroporto.
- ué! e ele chega hoje?
- É num é?
- Eu sou sempre o último a saber das coisas mesmo! Mudaram de planos e nem me avisaram. Ele me disse que chegaria amanhã, sexta-feira.
- Errrrr.... bem.... que dia é hoje mesmo?
- Quinta.
- Esquece. Confundi tudo. Mas amanhã pode deixar que eu busco.
Como estou trabalhando até as 19h, pensei que poderia buscá-lo no aeroporto, a depender do horário de chegada dele.
Ele me disse que chegaria às 20h.
Liguei para Irmã e avisei que iria buscá-lo.
- ôxi! E ele chega hoje????
Confirmei o entendimento, encerrei a conversa.
Como conheço o sistema de recados de casa, liguei mais tarde para avisar Papai.
- Olha, vou buscar Dunga no aeroporto.
- ué! e ele chega hoje?
- É num é?
- Eu sou sempre o último a saber das coisas mesmo! Mudaram de planos e nem me avisaram. Ele me disse que chegaria amanhã, sexta-feira.
- Errrrr.... bem.... que dia é hoje mesmo?
- Quinta.
- Esquece. Confundi tudo. Mas amanhã pode deixar que eu busco.
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
Médico de ouvido ou médico de cabeça
Preciso fazer alguns exames e um deles é uma tal de audiometria.
Liguei, marquei, agendei: Quarta-feira, 16, às 15h.
Na hora de colocar na agenda do celular, percebi que Quarta-feira era dia 15. Ótimo... Quarta-feira dia 15, às 15h. E esqueci.
O celular avisou às 12h que havia a tal consulta/exame.
Falei com a chefe, ela me liberou as 14h30.
Dirigi-me para a clínica, peguei a senha, fui chamada, informei o nome do médico, a moça olhou minha identidade, olhou no computador:
- A senhora está agendada para... para... dia 16, amanhã! Às 15h.
Ahtah.
O detalhe é que na agenda, aquela de papel, aquela, que eu carrego todos os dias debaixo do braço e aquela que eu consultei antes de sair pro exame pra ter certeza do endereço, a data estava correta: Quinta-feira, 16, às 15h.
SOFRO!
Liguei, marquei, agendei: Quarta-feira, 16, às 15h.
Na hora de colocar na agenda do celular, percebi que Quarta-feira era dia 15. Ótimo... Quarta-feira dia 15, às 15h. E esqueci.
O celular avisou às 12h que havia a tal consulta/exame.
Falei com a chefe, ela me liberou as 14h30.
Dirigi-me para a clínica, peguei a senha, fui chamada, informei o nome do médico, a moça olhou minha identidade, olhou no computador:
- A senhora está agendada para... para... dia 16, amanhã! Às 15h.
Ahtah.
O detalhe é que na agenda, aquela de papel, aquela, que eu carrego todos os dias debaixo do braço e aquela que eu consultei antes de sair pro exame pra ter certeza do endereço, a data estava correta: Quinta-feira, 16, às 15h.
SOFRO!
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Má Reputação
Tá certo que não sou uma pessoa rica, mas ainda não cheguei ao ponto de pedir esmola na rua, ou guardar o pó do café coado num dia pra coar no outro.
Eis que se aproxima a data mais feliz do ano (meu aniversário). Mas este ano não quero fazer uma festa muito grande. Vou fazer só um almoço para a família e alguns amigos (que não são desnaturados e ficarão em Brasília).
Pelo MSN, convidei prima Lah:
- Prima! Este ano vou comemorar meu aniversário dia X, às Y horas. Por favor, avise tua mãe e tua irmã. Não esquece de falar pra elas!
- Obaaaaaa! Vou avisar agora!
- Ótimo! Muito obrigada.
- É pra levar comida?
Como assim? COMO ASSIM? Tá certo que eu sou esculhambada, mas ao ponto de pedir aos meus convidados pra levar a comida???????
Ah não... eu sofro!
Eis que se aproxima a data mais feliz do ano (meu aniversário). Mas este ano não quero fazer uma festa muito grande. Vou fazer só um almoço para a família e alguns amigos (que não são desnaturados e ficarão em Brasília).
Pelo MSN, convidei prima Lah:
- Prima! Este ano vou comemorar meu aniversário dia X, às Y horas. Por favor, avise tua mãe e tua irmã. Não esquece de falar pra elas!
- Obaaaaaa! Vou avisar agora!
- Ótimo! Muito obrigada.
- É pra levar comida?
Como assim? COMO ASSIM? Tá certo que eu sou esculhambada, mas ao ponto de pedir aos meus convidados pra levar a comida???????
Ah não... eu sofro!
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
E por falar em lerdezas...
Estava demorando uma lerdeza minha né?
Pois aconteceu esta manhã.
Levei Baby pra fazer xixi no vaso pela manhã. Ele estava com as mãos ocupadas, mas não notei que, em uma das mãos, junto com o brinquedinho, havia também um aparelho de celular velho e sem bateria. Ou seja, a mão esquerda estava superlotada.
Na hora do xixi, o celular cai no vaso. O xixi já estava caindo e nem a pau que eu iria retirar o aparelho todo mijado né? Esperei Baby acabar o serviço e dei descarga. Achava eu, na minha inocência, que o aparelho (pesado e relativamente grande) não passaria pelo buraco do vaso.
Ahtah... precisa ver a cara de decepção (filho e mãe) quando o fluxo de agua desceu e no fundo do vaso havia... nada. Nada! Baby saiu falando que ia "puculá meu pai". Ninguém merece! Pior foram os pensamentos que passaram pela minha cabeça ao imaginar que, se o aparelho passou pelo buraco do vaso, deve também ter seguido direto pelo encanamento, mas... e se tiver uma curva? E se o encanamento fizer CURVA? O aparelho vai entalar.
Então tá. O jeito foi comunicar a Marido que, qualquer enchente de detritos causada por entupimento no encanamento foi mero acidente.
Pois aconteceu esta manhã.
Levei Baby pra fazer xixi no vaso pela manhã. Ele estava com as mãos ocupadas, mas não notei que, em uma das mãos, junto com o brinquedinho, havia também um aparelho de celular velho e sem bateria. Ou seja, a mão esquerda estava superlotada.
Na hora do xixi, o celular cai no vaso. O xixi já estava caindo e nem a pau que eu iria retirar o aparelho todo mijado né? Esperei Baby acabar o serviço e dei descarga. Achava eu, na minha inocência, que o aparelho (pesado e relativamente grande) não passaria pelo buraco do vaso.
Ahtah... precisa ver a cara de decepção (filho e mãe) quando o fluxo de agua desceu e no fundo do vaso havia... nada. Nada! Baby saiu falando que ia "puculá meu pai". Ninguém merece! Pior foram os pensamentos que passaram pela minha cabeça ao imaginar que, se o aparelho passou pelo buraco do vaso, deve também ter seguido direto pelo encanamento, mas... e se tiver uma curva? E se o encanamento fizer CURVA? O aparelho vai entalar.
Então tá. O jeito foi comunicar a Marido que, qualquer enchente de detritos causada por entupimento no encanamento foi mero acidente.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Mamãe
Minha mãe é essencialmente uma pessoa racional. Ela tenta sempre colocar as idéias em ordem e racionalizar qualquer situação apresentada. Mas até pessoas racionais estão sujeitas às eculhambações do dia-a-dia. Não tem jeito: bobeou, dançou.
Pois bem. Mamãe perdeu os documentos. Racionalmente. Todos da família acreditam que ela foi roubada, mas sua racionalidade impede que ela acredite que alguém possa ter colocado a mão no seu bolso e retirado os documentos sem que ela percebesse. Mas isso é outra história. Para efeitos desse relato, interessa saber que ela estava sem a carteira de motorista e, consequentemente, dependendo de carona. Combinou-se que Irmã faria o transporte no próprio carro de Dona Mamãe. Mas mudanças de última hora fizeram com que meu pai, no carro dele, fosse o motorista da vez.
Papai devidamente acomodado à direção de seu possante, Irmã devidamente acomodada no banco de trás e Dona Mamãe senta-se no banco da frente.
Abre parênteses: Cumpre dizer que Dona Mamãe e Papai estavam viajando e Irmã ficou responsável pela casa e pelos carros, sendo-lhe permitido dirigir o carro de Dona Mamãe durante o período de ausência dos donos da casa. Fecha parênsteses.
Ao acomodar-se no macio banco do veículo de Papai, Dona Mamãe repara logo:
- Mas esse tapete não é daqui! (Espanto geral) Esse tapete não estava aqui quando eu viajei. Não é esse o tapete do meu carro! Onde está o tapete original? Filha, este não é o tapete do meu carro!
Ao que Irmã, com ar blasé, do alto de sua magnificência, sem esboçar sorriso responde, calmamente, ao som de fundo das gargalhadas de Papai que, de tanto rir, não conseguia nem dar partida no carro.
- Nem os tapetes e nem o carro né, mãe?! Você está no carro do Pai!!!!!
- o - o - o - o - o - o - o - o
E o mundo está mesmo virado. No trabalho, colega prepara-se para a farmácia. Assoberbadíssima, correndo pra lá pra cá, falando o tempo todo que deveria ir à farmácia para comprar remédio Xzine, Ptrine e Ynini porque vai viajar, porque tem que comprar tudo e trazer a nota pro escritório, porque não sei mais o quê, e tem que ir logo antes que a Chefe volte.
E sem parar de falar, tentando organizar tudo à sua volta, pega a bolsa e sai, dizendo que não se demora e que se alguém ligar é pra dizer isso ou aquilo, etc.
Quando chega no portão, bate com a mão na testa e exclama:
- Ah! Estou sem carro hoje!!!!!!
Pois bem. Mamãe perdeu os documentos. Racionalmente. Todos da família acreditam que ela foi roubada, mas sua racionalidade impede que ela acredite que alguém possa ter colocado a mão no seu bolso e retirado os documentos sem que ela percebesse. Mas isso é outra história. Para efeitos desse relato, interessa saber que ela estava sem a carteira de motorista e, consequentemente, dependendo de carona. Combinou-se que Irmã faria o transporte no próprio carro de Dona Mamãe. Mas mudanças de última hora fizeram com que meu pai, no carro dele, fosse o motorista da vez.
Papai devidamente acomodado à direção de seu possante, Irmã devidamente acomodada no banco de trás e Dona Mamãe senta-se no banco da frente.
Abre parênteses: Cumpre dizer que Dona Mamãe e Papai estavam viajando e Irmã ficou responsável pela casa e pelos carros, sendo-lhe permitido dirigir o carro de Dona Mamãe durante o período de ausência dos donos da casa. Fecha parênsteses.
Ao acomodar-se no macio banco do veículo de Papai, Dona Mamãe repara logo:
- Mas esse tapete não é daqui! (Espanto geral) Esse tapete não estava aqui quando eu viajei. Não é esse o tapete do meu carro! Onde está o tapete original? Filha, este não é o tapete do meu carro!
Ao que Irmã, com ar blasé, do alto de sua magnificência, sem esboçar sorriso responde, calmamente, ao som de fundo das gargalhadas de Papai que, de tanto rir, não conseguia nem dar partida no carro.
- Nem os tapetes e nem o carro né, mãe?! Você está no carro do Pai!!!!!
- o - o - o - o - o - o - o - o
E o mundo está mesmo virado. No trabalho, colega prepara-se para a farmácia. Assoberbadíssima, correndo pra lá pra cá, falando o tempo todo que deveria ir à farmácia para comprar remédio Xzine, Ptrine e Ynini porque vai viajar, porque tem que comprar tudo e trazer a nota pro escritório, porque não sei mais o quê, e tem que ir logo antes que a Chefe volte.
E sem parar de falar, tentando organizar tudo à sua volta, pega a bolsa e sai, dizendo que não se demora e que se alguém ligar é pra dizer isso ou aquilo, etc.
Quando chega no portão, bate com a mão na testa e exclama:
- Ah! Estou sem carro hoje!!!!!!
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terça-feira, 20 de julho de 2010
Seu Lunga
Para quem não sabe, Seu Lunga é uma personagem do imaginário popular, conhecido por ser mais grosso que cano de passar m***. Dizem que o cara é a pata da burra. Lembram-se do saudoso Saraiva? Pior. E eu tenho um Seu Lunga que vive em mim. Agora imaginem o que eu passo tentando segurar o Seu Lunga para que ele não baixe inteirinho e tome conta do meu corpo e mente quando me deparo com situações assim:
Colega de Trabalho chega, encontra a sala da chefe aberta, olha o interior da mesma, não vê ninguém, olha pra mim e pergunta:
- A chefe não está na sala?
Seu Lunga nos meus ouvidos: Responde assim, mulé: Não tá vendo não? Embaixo da mesa se escondendo dos duendes que vão chegar já já!
Eu:
- Não.
- Ela não está aqui? - olhando para o interior da minha sala, onde estamos apenas, eu, o computador e a mesa da minha colega (vazia).
Seu Lunga: Responde que ela está! Fala que ela está sentada no teu colo, mulé! Responde pra esse imbecil que a Chefe está bem sentadinha aí!
Eu:
- Nããããoooo!
- Ah... Onde ela está?
- Não sei. Talvez na copa.
- Ela está fora da empresa?
Detalhe... para chegar na minha sala ele teve obrigatoriamente que passar pela garagem e obrigatoriamente ver o carro dela. Além disso, o motorista dela estava saindo da minha sala quando Colega entrou, e junto com minha resposta, a pessoa deveria deduzir que a Chefe não saiu!
Seu Lunga, em êxtase, quase incorporado: Responde, mulher! Responde assim ó: Ah é! Esqueci. Ela saiu... de táxi. Sim, porque ela enlouqueceu de vez. Agora deu pra pagar táxi e deixar o mega-ultra-carro luxuoso, com motorista, 100% custeado pela empresa, na garagem. Ou então saiu com O MEU carrinho pobrezinho e deixou o mega-ultra-carro luxuoso à minha disposição!
Aaaaaaaaaaaaaaaarrrrrrrrrrgggggggggghhhhhhhhhhhhh
Eu sofro!
Mas não acabou!
Ele estava se referindo a um documento. A essas alturas, a minha paciência já estava no limite. Falei que o documento já estava pronto pra ser enviado (prestaram atenção na palavra PRONTO?).
- A chefe já assinou????
Seu Lunga: AAAHAHHHHHH Me deixa desscer, mulher ingrata! Hoje você não me escapa! Responde que não! Responde que assina você mesma! Responde assim ó: Não. Vou assinar eu mesma, que tenho mais poder do que a Chefe. Aliás, com uma assinatura minha, até o presidente Lula vai fazer o que manda o tal documento!
- Eu queria uma cópia.
E eu manuseando a máquina copiadora fazendo cópias do tal documento:
- Pode pegar essa aqui.
- É uma cópia?
Seu Lunga: Aaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh NÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOO! Me deixa descer! Responde assim ó: Enlouqueci eu também e ao invés de te dar uma cópia, estou dando o original! Aliás, eu estou fazendo várias cópias a partir de uma... cópia! Daí você pega esse original, põe um carbono embaixo e faz a cópia manualmente! Inclusive da assinatura da Chefe!
Como eu sofro!
Como eu sofrooooooooooooooooo!
Colega de Trabalho chega, encontra a sala da chefe aberta, olha o interior da mesma, não vê ninguém, olha pra mim e pergunta:
- A chefe não está na sala?
Seu Lunga nos meus ouvidos: Responde assim, mulé: Não tá vendo não? Embaixo da mesa se escondendo dos duendes que vão chegar já já!
Eu:
- Não.
- Ela não está aqui? - olhando para o interior da minha sala, onde estamos apenas, eu, o computador e a mesa da minha colega (vazia).
Seu Lunga: Responde que ela está! Fala que ela está sentada no teu colo, mulé! Responde pra esse imbecil que a Chefe está bem sentadinha aí!
Eu:
- Nããããoooo!
- Ah... Onde ela está?
- Não sei. Talvez na copa.
- Ela está fora da empresa?
Detalhe... para chegar na minha sala ele teve obrigatoriamente que passar pela garagem e obrigatoriamente ver o carro dela. Além disso, o motorista dela estava saindo da minha sala quando Colega entrou, e junto com minha resposta, a pessoa deveria deduzir que a Chefe não saiu!
Seu Lunga, em êxtase, quase incorporado: Responde, mulher! Responde assim ó: Ah é! Esqueci. Ela saiu... de táxi. Sim, porque ela enlouqueceu de vez. Agora deu pra pagar táxi e deixar o mega-ultra-carro luxuoso, com motorista, 100% custeado pela empresa, na garagem. Ou então saiu com O MEU carrinho pobrezinho e deixou o mega-ultra-carro luxuoso à minha disposição!
Aaaaaaaaaaaaaaaarrrrrrrrrrgggggggggghhhhhhhhhhhhh
Eu sofro!
Mas não acabou!
Ele estava se referindo a um documento. A essas alturas, a minha paciência já estava no limite. Falei que o documento já estava pronto pra ser enviado (prestaram atenção na palavra PRONTO?).
- A chefe já assinou????
Seu Lunga: AAAHAHHHHHH Me deixa desscer, mulher ingrata! Hoje você não me escapa! Responde que não! Responde que assina você mesma! Responde assim ó: Não. Vou assinar eu mesma, que tenho mais poder do que a Chefe. Aliás, com uma assinatura minha, até o presidente Lula vai fazer o que manda o tal documento!
- Eu queria uma cópia.
E eu manuseando a máquina copiadora fazendo cópias do tal documento:
- Pode pegar essa aqui.
- É uma cópia?
Seu Lunga: Aaaaaaaaaahhhhhhhhhhhh NÃÃÃÃÃÃÃÃÃOOOOOOO! Me deixa descer! Responde assim ó: Enlouqueci eu também e ao invés de te dar uma cópia, estou dando o original! Aliás, eu estou fazendo várias cópias a partir de uma... cópia! Daí você pega esse original, põe um carbono embaixo e faz a cópia manualmente! Inclusive da assinatura da Chefe!
Como eu sofro!
Como eu sofrooooooooooooooooo!
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segunda-feira, 31 de maio de 2010
Aqui se faz...
Então Marido estava "se rindo d'eu" por causa da minha confusão Leroy x Wall Mart.
E ontem ele me soltou a pérola:
- É porque me deu inércia... como é o nome? Inércia.
-Câimbra, amor!
-Isso! Inércia, câimbra!
Estou vingada.
P.s. Sim, ele estava bêbado. E não, eu não estava.
Mas e daí?
E ontem ele me soltou a pérola:
- É porque me deu inércia... como é o nome? Inércia.
-Câimbra, amor!
-Isso! Inércia, câimbra!
Estou vingada.
P.s. Sim, ele estava bêbado. E não, eu não estava.
Mas e daí?
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Trocadilhos
Mas vejam bem... é de família. Eu confundo os nomes. Eu sei o que é a coisa, mas na hora de falar, sai o nome de outro.
Minha mãe disse que quando criança, confundia sapo com lobo.
E eu confundo Otorrinolaringologista com Oftalmologista. Vejam bem... eu sei o que é um, e o que é outro, mas na hora de falar, sai errado!
E minha irmã tinha que comprar um colírio trisorb... eu entendi: colírio licérgico (já pensou? um colírio de LSD? ozói ia ficar tudo binitho! colorido e talz).
Pior que é hereditário. Filhota confunde até hoje bolonhesa com gorgonzola, laquê com glacê... e por aí vai.
aiai... eternamente incompreendida.
Minha mãe disse que quando criança, confundia sapo com lobo.
E eu confundo Otorrinolaringologista com Oftalmologista. Vejam bem... eu sei o que é um, e o que é outro, mas na hora de falar, sai errado!
E minha irmã tinha que comprar um colírio trisorb... eu entendi: colírio licérgico (já pensou? um colírio de LSD? ozói ia ficar tudo binitho! colorido e talz).
Pior que é hereditário. Filhota confunde até hoje bolonhesa com gorgonzola, laquê com glacê... e por aí vai.
aiai... eternamente incompreendida.
Até errada eu estou certa...
Marido jurou de pé junto que faria questão de escrever este post.
Mas está demorando e eu não me aguento, então...
Sábado passado fomos fazer compras. Eu, Marido e Baby. Era um setor com alguns Hipermercados juntos, então entramos no primeiro. Achei os preços caros e sugeri irmos à Leroy Merlin.
Já dentro do carro, segue o diálogo:
- Vamos na Leroy Merlin!
- Lá longe?
- Não, homi! Aqui do lado!
- Mas lá na Leroy fazer o quê, mulé! Você não quer fazer compras?
- Ué! Lá tem de tudo!
- Leroy? Tá maluca? Lá só tem coisas de bricolagem.
- Tem nada! Eu já fui! Tem de tudo lá! Que nem supermercado! Carne, cerveja, comida, coisas de casa...
- Hein???? Então tá. Me diz como chega lá que eu só conheço aquela lá do Guará. E lá não tem nada disso não.
- É porque é do Guará. Tô falando de coisa civilizada.
- Então tá. Onde é!
- Aqui ó... virando a esquina. Só não sei como a gente vai fazer pra achar a entrada do estacionamento.
...
- Aqui, mulé?
- É! Olha só... ó o estacionamento aí.
- Ahnnnnnnnn..... Tááááááááááá... Só que isso aqui, mulé, é o WALL MART!
Mas está demorando e eu não me aguento, então...
Sábado passado fomos fazer compras. Eu, Marido e Baby. Era um setor com alguns Hipermercados juntos, então entramos no primeiro. Achei os preços caros e sugeri irmos à Leroy Merlin.
Já dentro do carro, segue o diálogo:
- Vamos na Leroy Merlin!
- Lá longe?
- Não, homi! Aqui do lado!
- Mas lá na Leroy fazer o quê, mulé! Você não quer fazer compras?
- Ué! Lá tem de tudo!
- Leroy? Tá maluca? Lá só tem coisas de bricolagem.
- Tem nada! Eu já fui! Tem de tudo lá! Que nem supermercado! Carne, cerveja, comida, coisas de casa...
- Hein???? Então tá. Me diz como chega lá que eu só conheço aquela lá do Guará. E lá não tem nada disso não.
- É porque é do Guará. Tô falando de coisa civilizada.
- Então tá. Onde é!
- Aqui ó... virando a esquina. Só não sei como a gente vai fazer pra achar a entrada do estacionamento.
...
- Aqui, mulé?
- É! Olha só... ó o estacionamento aí.
- Ahnnnnnnnn..... Tááááááááááá... Só que isso aqui, mulé, é o WALL MART!
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Perrengues paternos
Já falei aqui que meu Marido não me houve né? Aliás, queixa geral é que os homens ficam surdos depois que casam. Pode ser que seja culpa das mulheres, que falam demais. Mas eu sinceramente acho que é comodismo. Escutar e prestar atenção dá muito trabalho.
Enfim...
Marido recebeu uma ligação da escolinha dizendo que Baby estava com dor de ouvido. Marido me ligou perguntando o que fazer, e eu respondi que era melhor levá-lo pra Creche Vovô Feliz. Falei pra NO CAMINHO parar numa farmácia e comprar remedinho X (que começa com Au e termina com dina), básico. E ressaltei:
- Passa na farmácia ANTES de ir buscar Baby.
Antes de desligar repeti: ANTES de buscar Baby.
Por que falei isso? Ué! Porque dirigir com criança chorando, parar em na farmácia, descer do carro, tirar menino chorando, entrar na farmácia com menino chorando, conversar com criança chorando, etc, etc... não é fácil.
Mas marido NÃO ME ESCUTA! Pegou Baby na escola primeiro. E deixou pra comprar o remédio na farmácia perto da casa do meu pai.
E menino chorando, tira menino do carro, entra na farmácia, e menino chorando, ele faz o pedido e a balconista pergunta:
- É pra hoje, Senhor?
Mal sabe ela que escapou de ser manchete de jornal. Algo do tipo: PAI ENFURECIDO ESGANA BALCONISTA DE FARMÁCIA APÓS FAZÊ-LA ENGOLIR TODOS OS REMÉDIOS TARJA-PRETA.
Marido disse que nessa hora o anjinho do ombro direito quase disse pro capetinha do ombro esquerdo:
- Mano! Vou ali dar uma volta!!!!
Mas ficou com pena e decidiu ajudar Marido a ponderar. Deu certo porque ele respondeu só:
- É pra a-go-ra, moça. AGOOOORA!
Imagine! Você, com menino chorando, pede um remédio pro ouvido (!!!) e a moça pergunta se é pra hoje???? Haja paciência.
Acho que se fosse eu, o anjinho teria deixado o diabinho decidir a parada. E a resposta seria assim:
- Não. É pra daqui a um mês. É que na verdade, meu filho tá chorando agora com dor de nariz! Mas como eu tenho bola de cristal, já sei que daqui a um mês ele vai ter dor de ouvido. Aproveita e põe aí no saquinho um remedinho pra dor nozói, dor de cabeça, dor muscular e pescoço quebrado! Pra você tomar depois que eu acabar com tua raça!
Que é isso, Damine... nada de apologia à violência. Que coisa feia! Mãe de família, etc...
Mas que merecia, merecia!
Enfim...
Marido recebeu uma ligação da escolinha dizendo que Baby estava com dor de ouvido. Marido me ligou perguntando o que fazer, e eu respondi que era melhor levá-lo pra Creche Vovô Feliz. Falei pra NO CAMINHO parar numa farmácia e comprar remedinho X (que começa com Au e termina com dina), básico. E ressaltei:
- Passa na farmácia ANTES de ir buscar Baby.
Antes de desligar repeti: ANTES de buscar Baby.
Por que falei isso? Ué! Porque dirigir com criança chorando, parar em na farmácia, descer do carro, tirar menino chorando, entrar na farmácia com menino chorando, conversar com criança chorando, etc, etc... não é fácil.
Mas marido NÃO ME ESCUTA! Pegou Baby na escola primeiro. E deixou pra comprar o remédio na farmácia perto da casa do meu pai.
E menino chorando, tira menino do carro, entra na farmácia, e menino chorando, ele faz o pedido e a balconista pergunta:
- É pra hoje, Senhor?
Mal sabe ela que escapou de ser manchete de jornal. Algo do tipo: PAI ENFURECIDO ESGANA BALCONISTA DE FARMÁCIA APÓS FAZÊ-LA ENGOLIR TODOS OS REMÉDIOS TARJA-PRETA.
Marido disse que nessa hora o anjinho do ombro direito quase disse pro capetinha do ombro esquerdo:
- Mano! Vou ali dar uma volta!!!!
Mas ficou com pena e decidiu ajudar Marido a ponderar. Deu certo porque ele respondeu só:
- É pra a-go-ra, moça. AGOOOORA!
Imagine! Você, com menino chorando, pede um remédio pro ouvido (!!!) e a moça pergunta se é pra hoje???? Haja paciência.
Acho que se fosse eu, o anjinho teria deixado o diabinho decidir a parada. E a resposta seria assim:
- Não. É pra daqui a um mês. É que na verdade, meu filho tá chorando agora com dor de nariz! Mas como eu tenho bola de cristal, já sei que daqui a um mês ele vai ter dor de ouvido. Aproveita e põe aí no saquinho um remedinho pra dor nozói, dor de cabeça, dor muscular e pescoço quebrado! Pra você tomar depois que eu acabar com tua raça!
Que é isso, Damine... nada de apologia à violência. Que coisa feia! Mãe de família, etc...
Mas que merecia, merecia!
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quarta-feira, 12 de maio de 2010
Para não esquecer
Há muitos anos atrás, eu e Marido ainda namorávamos, e fizemos um pequeno passeio a Pirenópolis (adoro), cidade do GO a 180km de Brasília. Era uma coisinha romântica, camping (como eu era saudável...), cachoeiras, jantares a luz de velas, etc.
No dia da volta, estávamos já saindo da cidade quando ele pergunta o que faríamos. E eu, serelepe, disse:
- Vamos pra Corumbá?
Pausa para explicação. Corumbá fica a uns 50 km de Pirenópolis no caminho pra Brasilia. Também tem cachoeiras mas eu não conhecia. Pensei em dar uma passada na cidade só pra dizer "oi".
Fim da pausa.
Mais que depressa ele deu meia volta no carro e imbicou pro centro de Pirenópolis novamente. E eu sem entender. Perguntei onde ele estava indo e ouvi a incrível resposta:
- Ué! Você não queria procurar um bar?
Minha fama de pinguça já era forte na época né?
Enfim...
Escrevi este post porque não aguento mais Marido me perguntar de tempos em tempos (tipo, a cada 6 meses) "Quem foi mesmo que queria procurar um bar?"
Colocando aqui, ele olha e talvez se convença de que eu queria ir pra Corumbá. E ele... bem...
No dia da volta, estávamos já saindo da cidade quando ele pergunta o que faríamos. E eu, serelepe, disse:
- Vamos pra Corumbá?
Pausa para explicação. Corumbá fica a uns 50 km de Pirenópolis no caminho pra Brasilia. Também tem cachoeiras mas eu não conhecia. Pensei em dar uma passada na cidade só pra dizer "oi".
Fim da pausa.
Mais que depressa ele deu meia volta no carro e imbicou pro centro de Pirenópolis novamente. E eu sem entender. Perguntei onde ele estava indo e ouvi a incrível resposta:
- Ué! Você não queria procurar um bar?
Minha fama de pinguça já era forte na época né?
Enfim...
Escrevi este post porque não aguento mais Marido me perguntar de tempos em tempos (tipo, a cada 6 meses) "Quem foi mesmo que queria procurar um bar?"
Colocando aqui, ele olha e talvez se convença de que eu queria ir pra Corumbá. E ele... bem...
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quarta-feira, 17 de março de 2010
Férias
Na semana que se passou tive vários blond moments.
E fatos que antes eu acharia engraçados são fontes de críticas sociais, intelectuais e qualquer outro "ais" que couber no final de qualquer palavra.
Suspiro e constato a triste situação desta blogueira:
Preciso de férias...
Urgentemente.
E fatos que antes eu acharia engraçados são fontes de críticas sociais, intelectuais e qualquer outro "ais" que couber no final de qualquer palavra.
Suspiro e constato a triste situação desta blogueira:
Preciso de férias...
Urgentemente.
sexta-feira, 12 de março de 2010
Blond Moment
Sou totalmente a favor do "blond moment". Toda pessoa deveria ter direito a um momento loira por ano. Ou a cada seis meses. Só para desestressar. Mais que isso pode ser problemático.
Pois então, hoje tive meu blond moment.
Cheguei em casa e liguei o computador. Tudo funcionando, mas a tela do monitor estava preta. Logo deduzi que o problema estava no monitor! Tentei ligar no botãozinho do power e nada. Então deduzi novamente que o problema era a energia.
Constatei então que a fonte estava desconectada do flat screen (mas ligada no estabilizador). Dai resolvi procurar o "buraquinho" pra conectar o cabo de força... no próprio monitor... virei o monitor de ponta cabeça, de lado, pra trás, pra frente... nada. Até na base do bicho eu olhei.
Liguei para Bob, meu irmão expert em computador, mas ele não atendeu. Eu sabia que seria um mico federal, mas não tive escolha. Liguei para Marido. Ele não soube me explicar onde conectava o cabo (ou eu não entendi). Procurei de novo, de novo. Sempre tentando evitar o pior, mas não teve jeito. Fui obrigada a ligar para Papai.

Para quem não sabe, Papai é um sujeito muito gente boa, quando não está com a pá virada. Só que, quando ele está de bem com a vida, também é o sujeito mais gozador do Planeta. E uma das diversões preferidas dele é encher o saco da filha mais velha: EU.
Pois foi só Papai atender o telefone e eu dizer as palavras mágicas: preciso de ajuda para que o cabinho de conexão pulasse na minha frente. Sim, porque ele não estava ali. Ele não estava em lugar nenhum que eu pudesse ter visualizado. Ele estava se escondendo! Quando eu iria imaginar que o cabo de força do monitor seria ligado num outro cabo que sai do plug conectado ao computador??? Heeeeiiinnnn???
O resultado foi que não adiantou dizer que não precisava mais de ajuda... tive que contar o caso. E também tive que ficar 15 minutos escutando as gozações.
SOFRO.
Mas eis que Bob me retorna a ligação. Expliquei que por causa dele estava sofrendo humilhações. Que se ele tivesse atendido as minhas ligações eu não estaria em prantos e me descabelando, sentindo-me a pessoa mais idiota e frustrada do Mundo. E que por causa dele nunca mais poderia levar uma vida normal. Então, Bob pacientemente me explicou que ANTIGAMENTE os computadores eram ligados assim.
Pois muito bem. Como sou novinha, não era obrigada a saber disso. Não é da minha época.
Ponto final.
Pois então, hoje tive meu blond moment.
Cheguei em casa e liguei o computador. Tudo funcionando, mas a tela do monitor estava preta. Logo deduzi que o problema estava no monitor! Tentei ligar no botãozinho do power e nada. Então deduzi novamente que o problema era a energia.
Constatei então que a fonte estava desconectada do flat screen (mas ligada no estabilizador). Dai resolvi procurar o "buraquinho" pra conectar o cabo de força... no próprio monitor... virei o monitor de ponta cabeça, de lado, pra trás, pra frente... nada. Até na base do bicho eu olhei.
Liguei para Bob, meu irmão expert em computador, mas ele não atendeu. Eu sabia que seria um mico federal, mas não tive escolha. Liguei para Marido. Ele não soube me explicar onde conectava o cabo (ou eu não entendi). Procurei de novo, de novo. Sempre tentando evitar o pior, mas não teve jeito. Fui obrigada a ligar para Papai.
Para quem não sabe, Papai é um sujeito muito gente boa, quando não está com a pá virada. Só que, quando ele está de bem com a vida, também é o sujeito mais gozador do Planeta. E uma das diversões preferidas dele é encher o saco da filha mais velha: EU.
Pois foi só Papai atender o telefone e eu dizer as palavras mágicas: preciso de ajuda para que o cabinho de conexão pulasse na minha frente. Sim, porque ele não estava ali. Ele não estava em lugar nenhum que eu pudesse ter visualizado. Ele estava se escondendo! Quando eu iria imaginar que o cabo de força do monitor seria ligado num outro cabo que sai do plug conectado ao computador??? Heeeeiiinnnn???
O resultado foi que não adiantou dizer que não precisava mais de ajuda... tive que contar o caso. E também tive que ficar 15 minutos escutando as gozações.
SOFRO.
Mas eis que Bob me retorna a ligação. Expliquei que por causa dele estava sofrendo humilhações. Que se ele tivesse atendido as minhas ligações eu não estaria em prantos e me descabelando, sentindo-me a pessoa mais idiota e frustrada do Mundo. E que por causa dele nunca mais poderia levar uma vida normal. Então, Bob pacientemente me explicou que ANTIGAMENTE os computadores eram ligados assim.
Pois muito bem. Como sou novinha, não era obrigada a saber disso. Não é da minha época.
Ponto final.
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Chaleira
E por falar em lerdeza, lembrei-me de uma de tempos idos... bem idos...
Nesse tempo eu tinha uma vida social bastante agitada e cheia de histórias mas, no dia que se deu o fato, eu juro que estava completamente sóbria.
Estava eu fazendo almoço. Na época eu morava com meus pais, e o trânsito na cozinha era bastante movimentado.
Coloquei a água para ferver na chaleira enquanto refogava o arroz.
Meu pai passou pela cozinha portando um par de meias azuis. Isso bastou para que meu cérebro processasse a informação que ele havia colocado as meias para ferver... dentro da chaleira... Não me perguntem por qual motivo. Foram alguns segundos de insanidade, ou um momento em que meu consciente adormeceu deixando que o inconsciente operasse sozinho. Sei lá, não tem explicação. Haveria se eu estivesse sob o efeito de algum entorpecente, mas não era o caso. Juro.
A idéia de que meu pai por algum motivo havia colocado a meia dentro da chaleira para fever pareceu-me tão natural no momento quanto o arroz que estava sendo refogado na panela. E já que o puxador da tampa da chaleira havia caído, dificultando um pouco o processo de abertura da mesma, em outro acesso de insanidade aliado com preguicite aguda não tive dúvidas: enfiei o nariz no bico da chaleira e aspirei o vapor.
Claro! Pra saber se havia cheiro de meia!!!!!
Os dois segundos seguintes podem ser resumidos no seguinte pensamento que me cruzou a mente:
- Que idiotice!
A dor foi indescritível, mas em meio ao choro de dor, tive ainda uma crise de riso pelo tamanho da minha idiotice. O pior foi explicar para todo mundo o que fazia aquela batata no lugar do meu nariz. E quando desinchou, ficou uma bolinha escura bem na ponta. "Igualzin que nem" um narizinho de palhaço.
Mas para a mancha eu tinha explicação:
Eu estava fazendo caipirinha, passei a mão suja de limão na ponta do nariz e o sol queimou.
Nesse tempo eu tinha uma vida social bastante agitada e cheia de histórias mas, no dia que se deu o fato, eu juro que estava completamente sóbria.
Estava eu fazendo almoço. Na época eu morava com meus pais, e o trânsito na cozinha era bastante movimentado.
Coloquei a água para ferver na chaleira enquanto refogava o arroz.
Meu pai passou pela cozinha portando um par de meias azuis. Isso bastou para que meu cérebro processasse a informação que ele havia colocado as meias para ferver... dentro da chaleira... Não me perguntem por qual motivo. Foram alguns segundos de insanidade, ou um momento em que meu consciente adormeceu deixando que o inconsciente operasse sozinho. Sei lá, não tem explicação. Haveria se eu estivesse sob o efeito de algum entorpecente, mas não era o caso. Juro.
A idéia de que meu pai por algum motivo havia colocado a meia dentro da chaleira para fever pareceu-me tão natural no momento quanto o arroz que estava sendo refogado na panela. E já que o puxador da tampa da chaleira havia caído, dificultando um pouco o processo de abertura da mesma, em outro acesso de insanidade aliado com preguicite aguda não tive dúvidas: enfiei o nariz no bico da chaleira e aspirei o vapor.
Claro! Pra saber se havia cheiro de meia!!!!!
Os dois segundos seguintes podem ser resumidos no seguinte pensamento que me cruzou a mente:
- Que idiotice!
A dor foi indescritível, mas em meio ao choro de dor, tive ainda uma crise de riso pelo tamanho da minha idiotice. O pior foi explicar para todo mundo o que fazia aquela batata no lugar do meu nariz. E quando desinchou, ficou uma bolinha escura bem na ponta. "Igualzin que nem" um narizinho de palhaço.
Mas para a mancha eu tinha explicação:
Eu estava fazendo caipirinha, passei a mão suja de limão na ponta do nariz e o sol queimou.
DDD
E aí que ontem a familia estava reunida e irmão Bob* lembrou de um fato que aconteceu com Irmã há alguns anos.
Mãe, Pai, Bob, Irmã e Filhota foram passear em Santa Catarina. Em uma das paradas, Irmã foi preencher a ficha do hotel. Havia vários quadradinhos para serem preenchidos: Nome, Sobrenome, Origem... e havia uma caixinha que ela não conseguiu identificar. Sapeando a ficha de Mamãe, Irmã viu inscrito na caixinha: "61". Olhando a de Papai, mesma coisa: "61". Concluiu, do alto de seus 24 anos de idade:
Aahhhnnnn... DDD
E não teve dúvidas... inseriu, ela também, o número "61" em sua ficha.
Imediatamente se deu conta de que não seria necessário o DDD se em momento algum eles pediam o telefone...
Sim, senhoras e senhores: no quadradinho, deveria ser inserida a idade do hóspede.
* O nome desse irmão não é Roberto. O apelido refere-se ao personagem principal de "O fantástico mundo de Bob".
Mãe, Pai, Bob, Irmã e Filhota foram passear em Santa Catarina. Em uma das paradas, Irmã foi preencher a ficha do hotel. Havia vários quadradinhos para serem preenchidos: Nome, Sobrenome, Origem... e havia uma caixinha que ela não conseguiu identificar. Sapeando a ficha de Mamãe, Irmã viu inscrito na caixinha: "61". Olhando a de Papai, mesma coisa: "61". Concluiu, do alto de seus 24 anos de idade:
Aahhhnnnn... DDD
E não teve dúvidas... inseriu, ela também, o número "61" em sua ficha.
Imediatamente se deu conta de que não seria necessário o DDD se em momento algum eles pediam o telefone...
Sim, senhoras e senhores: no quadradinho, deveria ser inserida a idade do hóspede.
* O nome desse irmão não é Roberto. O apelido refere-se ao personagem principal de "O fantástico mundo de Bob".
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Não tenho horário de almoço. Quer dizer... na teoria tenho 30 minutos, mas na prática o que acontece é que trago minha marmitinha com comida caseira saudável, esquento no microondas e refastelo-me aqui mesmo na minha sala.
Ontem eu preparei uma carne maravilhosa. Coisa simples, mas boa demais. Um esopado de panela que ficou, modéstia à parte, muito bom. Já vim trabalhar pensando no almoço que eu teria. mnham mnham... mal podia esperar para cravar os dentes naqueles nacos de carne suculenta.
12h30! Agora vai. Abro a marmita e... arroz, feijão, abóbora, couve, salada... CADÊ A CARNE???? Esqueci a carne!!!!! Mas... JUSTO A CARNE?
Sim. Sou eu quem preparo minha marmita.
Sim. Sou uma anta completa.
Sim. Estou salivando enquanto escrevo: de raiva e de vontade.
Não. Ainda não chorei porque não tive tempo.
Saco.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Associações
Essa esculhambação é fresquinha, acabou de acontecer.
Minha mente funciona por associações.
Eu estou baixando uma série de músicas e lembrei-me de uma que gosto muito. Mas nem por um milhão de dólares conseguia lembrar, nem o artista, nem o título, nem a melodia e muito menos uma frase completa da música.
Eu sabia que o nome da banda tinha a ver com Smashing Pumpkins, Millencolin e melão. E que na música tinha rain, coffee, morning e falava de alguém que iria voltar...
Smashing Pumpkins porque eles gravaram um CD intitulado Mellon collie and the infinite sadness; e Millencolin lembra mellon.
Lá vai eu chamar o Oráculo para trabalhar. No campo de busca digitei:
Mellon coffe rain lyrics
Millen rain coffee
rain coffe morning
coffee morning rain mellon
E todas as associações possíveis e imagináveis que consegui fazer com as informações acima. Até que numa dessas o google me voltou uma resposta que continha essas palavras:
No Rain (título da música) e Blind Mellon (a banda).
Bingo! Cliquei e achei. (Perceberam a associacao? Smashing Pumpkins, Mellon collin, Millencolin... tudo relacionado)
Segue a letra para comprovar o quanto a minha memoria associativa funciona... ou não.
All I can say is that my life is pretty plain
I like watchin' the puddles gather rain
And all I can do is just pour some tea for two
and speak my point of view
But it's not sane, It's not sane
I just want some one to say to me, oh oh oh oh
I'll always be there when you wake
You know I'd like to keep my cheeks dry today
So stay with me and I'll have it made
And I don't understand why I sleep all day
And I start to complain that there's no rain
And all I can do is read a book to stay awake
And it rips my life away, but it's a great escape
escape......escape......escape......
All I can say is that my life is pretty plain
you don't like my point of view
you think I'm insane
Its not sane......it's not sane.
I just want some one to say to me, oh oh oh oh
I'll always be there when you wake
You know I'd like to keep my cheeks dry today
So stay with me and I'll have it made
and i'll have it made, and i'll have it made, and i'll have it made.....
Nao sabem onde esta morning, coming back, coffe???
Oras... o cara fala que vai acordar, que quer se manter acordado, que quer alguém ao lado dele quando acordar... A minha memória associativa assossiou wake, awake, etc, com morning! Qual o problema? A gente acorda pela manhã, não é?
E o café? Nada mais simples. De manhã a gente toma café. Alem do mais, logo na primeira estrofe ele fala que vai coar "some tea for two". Café, chá... tudo a mesma coisa, oras.
E ele pede "stay with me and I'll have it made". Ora, pedir pra uma pessoa ficar é quase a mesma coisa que pedir pra ela voltar... não?
Minha mente funciona por associações.
Eu estou baixando uma série de músicas e lembrei-me de uma que gosto muito. Mas nem por um milhão de dólares conseguia lembrar, nem o artista, nem o título, nem a melodia e muito menos uma frase completa da música.
Eu sabia que o nome da banda tinha a ver com Smashing Pumpkins, Millencolin e melão. E que na música tinha rain, coffee, morning e falava de alguém que iria voltar...
Smashing Pumpkins porque eles gravaram um CD intitulado Mellon collie and the infinite sadness; e Millencolin lembra mellon.
Lá vai eu chamar o Oráculo para trabalhar. No campo de busca digitei:
Mellon coffe rain lyrics
Millen rain coffee
rain coffe morning
coffee morning rain mellon
E todas as associações possíveis e imagináveis que consegui fazer com as informações acima. Até que numa dessas o google me voltou uma resposta que continha essas palavras:
No Rain (título da música) e Blind Mellon (a banda).
Bingo! Cliquei e achei. (Perceberam a associacao? Smashing Pumpkins, Mellon collin, Millencolin... tudo relacionado)
Segue a letra para comprovar o quanto a minha memoria associativa funciona... ou não.
All I can say is that my life is pretty plain
I like watchin' the puddles gather rain
And all I can do is just pour some tea for two
and speak my point of view
But it's not sane, It's not sane
I just want some one to say to me, oh oh oh oh
I'll always be there when you wake
You know I'd like to keep my cheeks dry today
So stay with me and I'll have it made
And I don't understand why I sleep all day
And I start to complain that there's no rain
And all I can do is read a book to stay awake
And it rips my life away, but it's a great escape
escape......escape......escape......
All I can say is that my life is pretty plain
you don't like my point of view
you think I'm insane
Its not sane......it's not sane.
I just want some one to say to me, oh oh oh oh
I'll always be there when you wake
You know I'd like to keep my cheeks dry today
So stay with me and I'll have it made
and i'll have it made, and i'll have it made, and i'll have it made.....
Nao sabem onde esta morning, coming back, coffe???
Oras... o cara fala que vai acordar, que quer se manter acordado, que quer alguém ao lado dele quando acordar... A minha memória associativa assossiou wake, awake, etc, com morning! Qual o problema? A gente acorda pela manhã, não é?
E o café? Nada mais simples. De manhã a gente toma café. Alem do mais, logo na primeira estrofe ele fala que vai coar "some tea for two". Café, chá... tudo a mesma coisa, oras.
E ele pede "stay with me and I'll have it made". Ora, pedir pra uma pessoa ficar é quase a mesma coisa que pedir pra ela voltar... não?
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Esculhambação,
Lerdices,
Música,
Raiz Quadrada de 69
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Nem sei como chamar isso...
Ontem fui às compras.
Estava passando as mercadorias no caixa quando avisto uma sujeita, com uns 3 itens no carrinho, zanzando feito barata tonta pelo supermercado... ao que uma senhora em outra fila indicou o caixa-rápido para a Sujeita.
Ao que ela respondeu:
"Mas lá só pode 1 ou 2. No meu carrinho tem 3!".
Incomodada com aquele vai-não-vai, repliquei:
"Lá passam até 10 itens, pode ir".
Sujeita:
"Mas tá escrito ó: 1, 2..."
e a ficha caiu:
"Ah... é o número do caixa..."
enfim...
o pior, é que ela estava usando uma blusinha de coração. E eu tenho uma igual!
Não sei porque... acho que nunca mais vou conseguir vestir a blusinha de coração.
Estava passando as mercadorias no caixa quando avisto uma sujeita, com uns 3 itens no carrinho, zanzando feito barata tonta pelo supermercado... ao que uma senhora em outra fila indicou o caixa-rápido para a Sujeita.
Ao que ela respondeu:
"Mas lá só pode 1 ou 2. No meu carrinho tem 3!".
Incomodada com aquele vai-não-vai, repliquei:
"Lá passam até 10 itens, pode ir".
Sujeita:
"Mas tá escrito ó: 1, 2..."
e a ficha caiu:
"Ah... é o número do caixa..."
enfim...
o pior, é que ela estava usando uma blusinha de coração. E eu tenho uma igual!
Não sei porque... acho que nunca mais vou conseguir vestir a blusinha de coração.
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