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segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Baby

Mamãe... você não colocou meu tênis no lugar. Tá vendo? É esse o seu problema. Você não guardou meu tênis.

E a vida ficou mais bela... meu problema... é esse.

aiai...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Curtas do Chinês - Diversão garantida

O Chinês soube que estou grávida, e jurou que pode me dar 100% de certeza quanto ao sexo do bebê. Para isso ele precisava saber a data exata do parto. Difícil, já que não me lembro quando foi a data da última menstruação. Chutei uma data provável. Vamos ver se ele acerta.

Quando perguntei o que Baby tinha, ele disse: "pulmão quente". Dei várias opções (pneumonia, bronquite), mas ele repetia: não... só pulmão quente. Agora limpa pulmão, ele fica bem.

Vou levar Baby ao pediatra (da mesma clínica, mas não o pediatra Dr. Bambambam Sabe-tudo). Não é pra passar remédio ou tratamento. O Chinês dá conta. É só pra saber que diabos ele tem. Pulmão quente tá difícil de entender.

Baby tem sessão com o Chinês sexta-feira. Mal posso esperar pra ver se as contas dele vão dar certo. Adoro! E também tenho que achar um coração de galinha. Conheço uma moça que faz uma simpatia com o coração de galinha e sempre acerta o sexo do bebê. Só faço ecografia depois de ver esses dois resultados. hehe

P.S. Antes que me acusem de negligente, irresponsável ou crédula, vou levar Baby ao pediatra pra saber o que ele tem e claro, pra saber como curar. Mas acreditem. Ele está muito melhor.

P.S. 2. Tenho quase certeza que o problema dele tem a ver com a secura, só não sei direito o que é. Pode ser rinite, sinusite, alergia à poeira...

Mágica

E daí que Baby está com o nariz e garganta congestionados.
Mamãe e Baby passam noites em claro.

Mamãe leva Baby no Chinês acumpunturista.
Chinês faz 30 minutos de massagem.
Baby se sente melhor. Baby dorme à tarde respirando normalmente.
Baby dorme a noite (quase) toda na sua própria cama e respirando (quase) normalmente.

Pergunto... é mágica? Por que não tive essa brilhante idéia de levar no Chinês antes? Hein?


P.S. Não sou mãe cruel e o Chinês não é torturador. Nada de agulhas.. pelo menos não dessa vez.

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Outra de Baby

Acordou hoje inspirado. Já veio do quarto falando:

- Mamãe, mamãe, mamãe! Qual é o nome do meu dente????

Pausa para explicação. Quando ele quer dizer alguma definição ou demonstrar característica de coisas ou pessoas, ele usa a expressão: "qual é o nome de". Por exemplo: "qual é o nome da banana? é amarela".

- Hein?
- Qual é o nome do meu dente, mamãe? É leite!
- Ahnnnn é... dente de leite sim.
- E qual é o nome da minha língua?
- Língua???? Essa é nova...
- É "ôgutï" (iogurte).

Tá certo né? Se o dente pode ser leite, por que a língua não pode ser iogurte? Mal posso esperar pra saber o que seria a garganta. Pela lógica deve ser outro produto lácteo... queijo?

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Baby

Baby mal se levanta da cama hoje e já vem do quarto tagarelando:

- Mamãe, mamãe! Vem pentear meu cabelo! Arruma meu cabelo porque ele está toooooooodo bagunçado. Arruma, mamãe, pro meu cabelo ficar bonito?!?

----- o --------- o ------------- o ---------- o ---------------

Levei Baby para cortar o cabelo.
Todo prosa, tagarelando com o "tio", chegam ao assunto de cachorro.

- Você tem cachorro? - pergunta o incauto cabelereiro fazedor de milagres.
- Tenho. Cachorro-quente!

----- o ------ o --------------- o ------------ o -------------

Churrasco na casa de amigo Dent.
Marido levou sunga, coloquei a sunguinha de Baby na sacola e eles resolveram entrar na piscina.
Enquanto eu tirava fotos, Baby pergunta:

- Você não tousse sunga não, mamãe?
- Não, Baby. Mamãe não vai entrar na piscina.
- Ah tá... pede pro tio Dent que ele te dá uma sunga.
- Ah é??? Então tá.
- Quando tio Dunga* chegar, ele te dá uma sunga, tá mamãe?????

* Tio Dunga é um dos meus irmãos.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Perrengues paternos

Já falei aqui que meu Marido não me houve né? Aliás, queixa geral é que os homens ficam surdos depois que casam. Pode ser que seja culpa das mulheres, que falam demais. Mas eu sinceramente acho que é comodismo. Escutar e prestar atenção dá muito trabalho.

Enfim...
Marido recebeu uma ligação da escolinha dizendo que Baby estava com dor de ouvido. Marido me ligou perguntando o que fazer, e eu respondi que era melhor levá-lo pra Creche Vovô Feliz. Falei pra NO CAMINHO parar numa farmácia e comprar remedinho X (que começa com Au e termina com dina), básico. E ressaltei:

- Passa na farmácia ANTES de ir buscar Baby.

Antes de desligar repeti: ANTES de buscar Baby.

Por que falei isso? Ué! Porque dirigir com criança chorando, parar em na farmácia, descer do carro, tirar menino chorando, entrar na farmácia com menino chorando, conversar com criança chorando, etc, etc... não é fácil.

Mas marido NÃO ME ESCUTA! Pegou Baby na escola primeiro. E deixou pra comprar o remédio na farmácia perto da casa do meu pai.
E menino chorando, tira menino do carro, entra na farmácia, e menino chorando, ele faz o pedido e a balconista pergunta:

- É pra hoje, Senhor?

Mal sabe ela que escapou de ser manchete de jornal. Algo do tipo: PAI ENFURECIDO ESGANA BALCONISTA DE FARMÁCIA APÓS FAZÊ-LA ENGOLIR TODOS OS REMÉDIOS TARJA-PRETA.

Marido disse que nessa hora o anjinho do ombro direito quase disse pro capetinha do ombro esquerdo:

- Mano! Vou ali dar uma volta!!!!

Mas ficou com pena e decidiu ajudar Marido a ponderar. Deu certo porque ele respondeu só:

- É pra a-go-ra, moça. AGOOOORA!

Imagine! Você, com menino chorando, pede um remédio pro ouvido (!!!) e a moça pergunta se é pra hoje???? Haja paciência.

Acho que se fosse eu, o anjinho teria deixado o diabinho decidir a parada. E a resposta seria assim:

- Não. É pra daqui a um mês. É que na verdade, meu filho tá chorando agora com dor de nariz! Mas como eu tenho bola de cristal, já sei que daqui a um mês ele vai ter dor de ouvido. Aproveita e põe aí no saquinho um remedinho pra dor nozói, dor de cabeça, dor muscular e pescoço quebrado! Pra você tomar depois que eu acabar com tua raça!

Que é isso, Damine... nada de apologia à violência. Que coisa feia! Mãe de família, etc...

Mas que merecia, merecia!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Baby Rapaz

Marido não viu um quebra-molas e passou batido.
Depois do baque, Baby, do alto de sua cadeirinha grita:

- Ah não, Papai! Assim você me atapála!

--- o --- o ---

Baby estava brincando muito próximo ao laguinho de peixes que Vovô tem em casa.
Irmã grita da sacada:

- Baby! O que você está fazendo aí?
- DINDA! EU NÃO SOU MAIS QUIANÇA!

--- o --- o ---
Baby:
- Eu sou jácalé! Ó tamanho do rabo! Você é jacalé velho!

---- o ---- o ---
Marido:
- Então vou lá fazer o pedido do almoço.

Baby:
- Ótimo, papai.

e a reprise no dia seguinte ao acordar:
- Papai, você já acordou???
- Sim.
- Ótimo. Vamos tomar café?



sexta-feira, 5 de março de 2010

Machismo inato


Todos os dias Baby lista a rotina da manhã seguinte antes de dormir:
- Agola dumiiiiii, depois acodá, falá bom dia, tomá café, lavá loça, sisti filme, cová denti, i pá iscola.
Um belo dia ele tomou café depressa, desceu da cadeirinha e pediu pra colocar o filme X. Eu disse que não. Que primeiro eu e papai iriamos acabar de tomar café (oras bolas, que história é essa de sair correndo pra assistir TV??? Nada disso, molequinho).

Depois de espernear, reclamar, gritar, vem a resposta:
- Ah não, mamãe! Pála com isso. Vai lavá loça e coloca filme pá mim.

SOFRO!!!

domingo, 17 de janeiro de 2010

Baby

Baby compositor:
Dómi nenem que a cuca vem pegá
papai foi pá carroça, mamãe foi tabaiá
 
Baby adestrador
- Cachorro, não pode fazê xixi aí. Não pode... olha pá mim! Baby tá falando. Olha pá mim! Ó... não pode fazê xixi aí. Tem que fazê no pé da ávoli*. Baby ensina. Ó pá mim! Vem cá, Cachorro. É assim ó.

E colocou o piu piu para fora da cueca, aproximou-se da árvore mais próxima e fez o serviço.

Tá vendo? É assim que faz xixi... não pode fazer xixi na churrasqueira não. Tem que fazer no pé da ávoli.

Baby filósofo
Baby adora os filmes do Asterix. E Baby também derramou iogurte no chão. Logo...

Astelix tomou café no copo vemelho dele. Astelix educadinho, não derrama no chão. O Pamix (Panoramix) não derrama café. Obelix, educadinho, não derrama café no chão...

FOFO!

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Curtas de Baby

Irmã é madrinha de Baby e Favo de Mel é o namorado dela (oi cunhado!!!!). Segue diálogo entre madrinha e afilhado.

Irmã:
- Cadê o pimpolho lindo e fofo da dinda??????

Baby:
- Sumiu! Tio Fávo não tá aqui. Não chegou...

--- o --- o --- o --- o ---

Baby teima com Marido, sai correndo tropeça e bate a cabeça.

Marido:
- Bateu a cabeça né ô... Manezinho!

Baby:
- Manezinho "icurregô"!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Baby

Peguei inspiração (não roubei) aqui.

Ocorre que mãe é assim mesmo. Tem que demonstrar tranquilidade para o pai e pro filho, mas por dentro está remoendo milhões de questões.

Se a criança tem febre:
- ah, não é nada, benzinho... deve ser uma virose. A gente dá um anti-térmico e se a febre não baixar ou se durar mais de 3 dias, a gente leva ao médico.
E por dentro:
será que é só virose mesmo? e se a febre aumentar... e se não passar com anti-térmico? e se a febre subir pra 42°C quando eu estiver dormindo? E se foi um bicho que mordeu? E se for uma doença grave?
E os próximos passos são se mudar para o quarto da criança (ou para a cama), acordar com olheiras e ligar para a mãe (de preferência quando não tem ninguém olhando), chorar no chuveiro e medir a temperatura a cada meia hora. Sem contar as milhões de ligações diárias para a "Creche Vovô Feliz" (é... porque eu não levo pra escolinha quando está doente... vai pra casa dos avós!).

Mas dessa vez foi diferente. Há cerca de 3 semanas Baby teve febre alta. E os gânglios inchados na garganta. Chamamos a médica que pediu de cara um exame de sangue e receitou antibiótico. Daí não teve sangue frio que desse jeito: desesperei! Peguei o resultado pela internet, pesquisei as palavras-chave e não sosseguei enquanto a própria médica não me disse o que era: infecção de garganta por bactéria.

Mais aliviada (pero no mucho) segui a orientação direitinho: anti-térmico, antibiótico, vitamina C... e retornei à médica para o exame clínico. Tudo certo. Masssssss....

Ao final dos 10 dias de antibiótico, fomos a uma festa de criança no sábado. Ele já havia voltado pra escolinha porque estava bem melhor (e a médica autorizou) mas as atividades de piscina ainda estavam suspensas. E em pleno domingo à noite a febre volta. Pânico! Liguei pra minha mãe, que ligou pra médica, que disse pra dar o antitérmico e levá-lo na segunda-feira. Foi uma noite muito longa... acordada, enquanto Marido conversava animadamente com Morfeu. 3h da manhã, dei banho nele porque a febre estava muito alta. Pânico.

Segunda-feira levei ao consultório. Ela examinou e (novamente) me acalmou. Não era a mesma doença. Dessa vez era uma virose que, aproveitando da baixa imunidade do baixinho atacou. De virose eu entendo: no máximo 3 dias de febre, um pouco de abatimento... tranquilo. E como meu Baby é muito forte, nunca perde apetite e está animadinho na maior parte das vezes né?

Né. Mas não dessa vez. Dessa vez não queria comer, está insuportavelmente manhoso e carente. A febre passou, mas ele não comia quase nada. Há mais de dois dias. Ontem à noite surtei. Surtei mesmo, confesso. Ele não comia nada, só chorava, chorava chorava... Papai já havia diagnosticado aftas na boca e eu estava fazendo de tudo pra ele comer coisinhas neutras, mas acredito que mesmo assim, quando esbarrava na ferida doia.

Desespero. Um dia sem comer, tudo bem... mas dois não dá! Ainda mais com esse enjôo típico de quem está com fome. E as aftas deveriam estar incomodando. Ontem à noite, Marido foi visitar os pais. E eu, preocupada com a falta de apetite de Baby, fiz mingau de maizena. Ele não quis comer. Na-da! Tentei, conversei, agradei... até que ele deu um pinote e derrubou parte do mingau no meu vestido. Daí não deu mais pra segurar. As lágrimas desceram, e eu tive vontade de me jogar no chão e chorar até o dia amanhecer. E já era mais de 10h30 da noite!

Ao me ver chorando, Baby comoveu-se. Deitou no meu colo, pediu pra eu não chorar. Então tive que usar o golpe mais baixo de toda história da humanidade: chantagem emocional. Falei que pra mamãe ficar alegre ele não podia estar dodói. E pra ele sarar tinha que comer. Então ele comeu um pouquinho do mingau. Usei a chantagem mais uma vez e ele comeu mais um pouquinho. Só não sei o que doía mais: a chantagem ou o fato dele não comer. Então, eis que uma luz superior iluminou meus pensamentos. Usei a seringa que eu usava pra dar remédio pra ele (só a seringa, galera, sem agulha), enchi de mingau e dei pra ele.

Baby não gostou, mas tomou umas 4 "seringadas", o que dá mais ou menos um copo americano. Fiquei mais tranquila, ele foi dormir agarradinho com a mamãe e tudo ficou bem....

... bom... ficou bem até meia noite, quando ele acordou aos berros e eu, acabada psicológica e fisicamente acabei dormindo na caminha de Baby mesmo...



E daí que hoje estou mais acabada que ontem, antes de ontem, antes de antes de ontem...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Soluções

Hoje pela manhã faltou energia.
Baby pediu: Quero assistir Cocoricó.
- Baby, não tem luz. Quando não tem luz, a televisão não funciona.
- Então põe pilha!
.....

- Mamãe, quero assistir Cocoricó!
- Baby, não tem luz, olha (apertando o interruptor). E a televisão não funciona com pilha.
- Tem luz, mãe. Olha. Tem sol aqui, sol ali, sol do outro lado... um monte de luz!

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Peso na Consciência

Mães erram.
Será?

Bom... hoje eu estava assoberbada colocando comida para os bichos, arrumando o café da manhã, lancheira de Baby e pensando em mil coisas que ainda deveriam ser feitas.
E Baby em volta, chamando, pedindo pra tomar café, correndo com os cachorros na grama... descalço.

Então, mandei que ele fosse calçar os chinelos. Ele foi. E voltou... descalço.

Perguntei:
- Cadê o chinelo Baby?
- Sumiu.
- Tá lá no armário. Vai calçar o chinelo.


Geralmente eu vou com ele procurar o "objeto sumido", mas hoje a pressa era muita. A cena se repetiu algumas vezes. Até que, eu o peguei pelo braço, coloquei no rumo do quarto e ordenei pela última vez. Ele foi... voltou... descalço.

Então perdi a paciência, segurei ele pela mão e fui com ele até o quarto, decidida a calçar-lhe os chinelos.
Surpresa! O par de chinelinhos azuis havia realmente sumido. Impossível descrever a dor no coração de ter sido injusta. Olhei para os olhinhos dele, pedi desculpas. Mas mostrei que havia outro par de chinelos, novos, pretos. E calcei. Mais tarde encontrei os chinelinhos azuis do lado de fora da casa.

Mas isso me fez lembrar uma outra história de família.

Naquele tempo em que não havia geladeira, aliás, nem luz elétrica na roça, minha vó preparava uma novilha que havia sido abatida pela manhã. Dona Vovó e suas auxiliares estavam na cozinha limpando, desossando, guardando em banha, cozinhando e uma das minhas tias (na época com menos de 8 anos, creio) estava brincando ali por perto.

Dona Vovó, vendo a cria "à toa", ordenou:
- Cria! Ponha os pés dentro da lata.

Passados alguns minutos, ela olhou para os pés da vaca que jaziam aos pés da mesa... ainda.
Impaciente, a matriarca gritou novamente:
- Cria! Ponha os pés na lata!

Meia hora depois e os pés continuavam do lado de fora.
- Cria! Já falei pra você colocar os pés na lata!
E minha tia, que sempre foi a mais respondona e desbocada de todas, muito brava, retrucou:
- Mas eu já botei!

Quando Dona Vovó virou-se para dar a bronca, só teve tempo de ver a pequena enfiando-se com os dois pés dentro da lata destinada aos pés da vaca... e rir.


 

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Old times...

Saudade do tempo em que carros eram facilmente identificados: Fusca, Brasília, Variante, Kombi, Opala...

Baby tem 2 anos. E tem um Fusca de pelúcia.
Baby adora caminhões, como já relatei.

Hoje, no caminho da escola, ele avistou um Fusca. Azul. Igual ao que ele tem em casa. Mil novecentos e bolinha.

- Mamãe! Camião!
- Não, Baby... é um Fusca! Um Fusca azul. Igual ao teu.
- Não, Mamãe. Esse não é Fuca. É camião.
...

Passado mais um pouquinho eis que surge um New Beatle.

- Ó mamãe: Esse é Fuca.

É... sou eu mesma quem está ficando velha.
Velha velha velha velha.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Independencia

Marido e eu fizemos todos os planos do que dar no dia das crianças para Baby.
Dentre roupas e brinquedos, excluímos caminhões, que ele já tem muito.
Quando digo muito, não estou incluindo os carros. Apenas caminhões. Muitos caminhões. E ele adora! Tem carreta, jamanta, caminhonete, de lixo, de carregar bicho, com caçamba, grande, pequeno, trator, vermelho, amarelo... tem caminhão de tudo quanto é jeito.

Tanto que mandei caminhões para os locais que ele costuma ficar mais frequentemente: casa dos avós e casa da bisa. E alguns eu coloquei numa caixa na varanda de fora, pra ele brincar na areia. No quarto não cabe mais.

Mas Marido Big-Mouth é um bom pai. E quis agradar (ou testar) o moleque.
Gente... não façam isso. Não testem seus filhos. Não é bom pra saúde!

Marido perguntou para o infante:
- Que é que Baby quer de dia das crianças???? hein hein?
Achando que Baby nem sabia o que vem a ser dia das crianças.
Mas, segundo as próprias palavras de Marido "eis que vem a resposta perturbadora na ponta da língua":

- BABY QUÉ CAMIAO DI PESENTI.

Agora toma né? Perguntou, prometeu, tem que cumprir.

E lá vai eu no 1,99 comprar um caminhãozinho barato porque ninguém merece aquela frota da Mercedes em casa.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Muitas emoções

Gente!
Meu Baby já é um homenzinho! Já deu seu primeiro passo rumo à condição masculina.
Esta noite dormiu no sofá.

Brigou com a mamãe, que queria que ele dormisse na cama dele e ficasse lá depois que a mamãe levantasse. Ele não gostou. Foi batendo os pézinhos e resmungando até o sofá. Deitou-se e dormiu.

Tem futuro, este moleque.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Da série filhos inteligentes e histórias de moleques

Na casa dos meus pais tem um galinheiro.
Baby gosta de bichos.
Baby chega ao galinheiro e com voz autoritária em tom imperativo diz:

- Galinhaaaaaaaaaaa! Galinhaaaaaaaaaaa! Vem cá falar comigo... Vem! Vem cá falar com Baby.

- o - o - o - o - o - o - o - o - o-

Baby estava muito entretido com o livro da Galinha Ruiva no qual visualizava várias espécies de animais de fazenda. Narrando o livro (à sua maneira), dizia os nomes dos bichos e o som que faziam.

- "Pilu"!
- Muito bem!!!! Como é que o peru faz?
- gulugulugulu
- Iiiissssoooo...

- Galinha!
- Galiiiiiiiiiiinhaaaa... e como é que a galinha faz?
- cálócolácoló
- Que fofooooooooooooooo!

- Au au!
- Au au!
(Agora eu pego o menino - pensei - já que ele usou a onomatopéia pra nomear o bicho, o que ele vai fazer para emitir o som!?!?!? Ledo engano)
- Au aaaaauuu... e como é que ele faz????
- Late!!!

É mole?

- o - o - o - o - o -

Situação: Mãe e Baby na casa dos avós. Hora de partir.
Problema: Baby não estava muito convencido da necessidade de ir embora pra casa.

Solução 1: usar psicologia inversa.
- Você não quer ir embora? Então tá. Mamãe vai embora tááááááá?
- Chao mamãe!
Como assiiiimmmmmmmm??????????? Chau??? Simples assim????

- Babyyyyyyyyyy, mamãe tá indo embooooraaaaaaaaaa!
- Chao!
Seguido de abano das mãozinhas no clássico sinal de adeus.

- Então dá um beijo na mamãe!
(Agora ele vai!)
- Smack! Chau mamãe!
- Chau viu????
- Chau! Mamãe!

Mãe dirigindo-se ao portão a passos lentos e virando-se para trás de quando em vez, na esperança de visualizar o garotinho correndo em sua direção com os braços abertos e gritando: "espera! espera!"
Seus desejos são atendidos: o menino, d
e repente, corre em direção ao portão, já aberto!

- Pronto! Dá a mão pra gente ir embora!
- Não mamãe! Chau!
E bate o portão, travando o trinco e deixando uma mãe abobalhada do lado de fora de casa.

Resultado não satisfatório. Tentativa falhou.
Partir para o plano B.

Solução 2 - fingir não se importar com o ocorrido e tornar a partida bastante demorada, na intenção que a criança se arrependa.

Mãe entra no carro, liga o motor, acelera vruuuummmm vruuummm... inicia processo de manobra em ritimo lento... muuuuuuuuuiiiiiiiito lento... abre a janela e fala chau pela milionésima vez, obtendo como resposta um chau pela milionésima vez.

Resultado: desepero da mãe. Plano C.

Solução 3 - Último recurso antes da força física: Chantagem emocional (Golpe baixo, eu sei...)

Papai está esperando em casa, cachorro, periquito, urso...

Resultado alcançado.

Nota mental: Psicologia inversa somente quando a alternativa seja uma opção a ser considerada. Resultados podem ser catastróficos.

- o - o - o - o - o -

Baby espalhou TODOS os brinquedos pelo quarto.
Entendo que isso faz parte do desenvolvimento e que ele precisa desse tipo de atividade para desenvolver. Mas tambem sei que é necessário ensinar disciplina, e após as brincadeiras, ordenei que ele guardasse os brinquedos.

Incrível como crianças aprendem a enrolar desde cedo! Minha ordem surtiu tanto efeito como se tivesse sido dada à jabuticabeira do lado de fora.

Então fechei a porta do quarto e esperei pacientemente, avisando que ele só sairia do quarto após guardar os brinquedos. Ele pareceu não se importar muito.

Necessário dizer que Irmã e meu Pai estavam presentes no quarto também.

Em um determinado momento, fez-se imperiosa minha presença na sala. Eu sabia que o guri viria atrás assim que visualizasse a oportunidade de liberdade e previ que iria ter um certo trabalho para levá-lo de volta à condição inicial de prisioneiro condicional. Mas o que eu não previ foi a explanação do pensamento lógico do moleque.
Por ele mesmo:

- Mamãe abiu, Baby sai!

Simples assim, tá?


quinta-feira, 12 de março de 2009

Baby

Eu gostaria de escrever coisas sobre meu caçula muitas vezes, mas com medo de ser mais coruja do que o necessário, acabei sendo omissa.
Ele está com 1 ano e 9 meses, idade cheia de descobertas e graças. E estou redimindo-me com este post de pérolas infantis.

1)
Baby estava batendo com um tamborzinho estilo africano tribal que não sei o nome em todos os lugares da casa. Batendo, fazendo barulho e correndo o risco de estragar o mencionado instrumento.
Meu pai (Tio Phill, em homenagem ao personagem de Um Maluco no Pedaço) chamou a atenção do pimpolho com as mãos na cintura, cara de mau e batendo um dos pés no chão em sinal de descontentamento. O Baby não pensou duas vezes. Acreditando que aquela era a deixa para bater no lugar certo, decidiu acertar o pé do avô com o tamborzinho que, sem reação e tentando segurar o riso não teve alternativa a não ser sair do recinto para rir fora do raio de visão do neto.

2)
Baby machucou o pulso. Torceu brincando, nada sério. Mas o pai, muito atencioso e na tentativa de parar os lamentos do guri, resolveu aplicar famosa pomada contra pancadas e afins. O moleque gostou da idéia. Alguns dias depois, brincando, bateu a boca no ombro do progenitor. Ato contínuo (gostei da expresão) correu para a gaveta da pomada e veio com ela na mão, tampa aberta, dizendo: "médo, médo".

3)
Baby, ao contrário do pai, adora azeitona e todos os tipos de conserva: alcaparras, palmitos, etc. Ao ver um pacotinho de azeitonas na geladeira, rapidamente se apossou do mesmo pronunciando "tônôna, tônôna, ábi". Eu estava lavando louça e recusei-me a abrir o pacotinho. Ele foi então solicitar encarecidamente ao pai: "papá, tônôna, ábi". Marido estava fazendo a barba e não deu muita atenção. O moleque então pensou no ser mais apropriado para a realização de seus desejos "Bongô (um dos cachorros) tônôna, ábi!" E saiu correndo quintal à fora atrás do cão e a mãe atrás, tentando evitar um desastre.

À medida que for lembrando, publico mais.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Papai ternura

Carrinho de controle remoto de Baby quebrou.
Segue conversa de Marido com Baby (que tem hoje 1 ano e 7 meses):

Ó. Papai vai te explicar.
O carrinho, quebrou.
É... quebrou... Não funciona.
Aí, agora papai vai abrir o carrinho e dar uma olhada.
É... se for alguma coisa fácil, papai vai consertar.
Mas se for alguma coisa mais séria, papai vai levar esse carrinho na concessionária Mitsubishi (!!!!!!).
Porque papai tem certas limitações. Não é tudo que papai sabe consertar não...

Não é fofo??? Eu acho lindo.
Tirem o olho! O Marido é meu! Vão arranjar outro homem bom pra vocês!
Oras.


P.S.
Imagino a cara de decepção de Baby, com 1 ano e meio, ao descobrir de forma cruel que o papai dele não pode consertar tudo.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Porquinho na lama

Agora temos sofás. Chegaram sábado. Lindos! Um de 3 e outro de 2 lugares. Mas apertando, cabem 4 e 3. Enfim... chegaram sábado.

Eu estava atarefada ajeitando a casa e Marido e Baby estavam no quintal. Sol de rachar o côco, um calor de Ceará. Baby estava a paisana: cueca, camisetinha e sandália. Para se ter uma idéia do estado que ele fica quando brinca no quintal, às vezes é difícil diferenciar quem é criança e quem é cachorro.

Antes de colocá-lo na banheirinha pra dar banho, é necessário uma ducha prévia pra tirar o grosso. Com bucha, caco de telha, sabão de barra... Senão fica até impossível encontrar o sabonete dentro da banheira se por acaso escorregar.

Pois bem... ao ver o caminhão da entrega, Marido dirigiu-se ao portão com nosso rebento no colo. Um dos entregadores olhou de cima a baixo para o pequeno desbravador e proferiu as seguintes palavras:

- Gosta de uma terra né, macho?! Tá ceeeeerto...

Precisa dizer mais alguma coisa?