Nessa época de chuvas, é comum o aparecimento de sapos em casa. Eles não incomodam. São carinhosamente apelidados de "Sapinho Guariroba". Ficam lá no lugar deles e eu no meu. Um não se mete com o outro e todo mundo vive bem. Ocasionamente existem zonas de interesse comum. Então eu peço passagem ou desvio o caminho a depender da necessidade.
Pois bem. Ontem à noite fui colocar comida para os cachorros. São 3 adultos e uma filhotinha. A ração da filhotinha está dentro do banheiro externo. Providência estratégica para evitar que os caninos detonem a ração dela que aparentemente é muito mais saborosa que a dos adultos. Quando ia passando, vi que um dos sapinhos estava na porta. Eu e a filhotinha espantamos o sapinho, abri a porta do banheiro, acendi a luz e... susto.
Outro sapinho Guariroba estava lá dentro. Bom... se estivesse no chão, eu espantaria o bichinho pra fora e entraria sem problemas. Talvez precisasse da ajuda de um dos dogs, mas nada sério. Acontece que o Guariroba resolveu que o melhor lugar para ficar era dentro do vaso. Várias coisas passaram pela minha cabeça. A primeira foi dar descarga. Mas para isso, eu precisaria chegar muito perto do vaso. E se o sapo pulasse pra fora? E se na hora do turbilhão ele pegasse impulso e, desnorteado, pulasse pra cima de mim? Pior... e se tudo desse certo e ele fosse no fluxo da descarga? Será que ele morreria???
Eu não queria matar sapinho nenhum. Só espantá-lo. Bom... eu poderia também abaixar a tampa. Mas para isso, eu também teria que chegar muito perto do vaso... nem me passou pela cabeça usar um rodo ou vassoura.
Pensei comigo mesma: "Vai! Passa batido. Ele não vai pular. Está com mais medo do que você. Além do mais, ele deve estar com dificuldades de sair do vaso". Isso era o meu cérebro consciente tentando comandar as pernas. Surpreendentemente, elas não obedeciam.
Lembrei-me de que tenho Marido. E que ele deve servir pra mais coisas do que simplesmente ser Marido. Ele que se vire para dar jeito de tirar o sapinho Guariroba de lá... com vida. Resolvi respeitar o acordo tácito de não intervenção existente entre mim e os sapos. Apaguei a luz, fechei a porta... E noite passada a cadelinha comeu ração de adulto.
Mostrando postagens com marcador Marido. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Marido. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Cotidiano
Diarista substituta precisa falar comigo.
Na porta da geladeira tem um imã com vários telefones para o caso de emergência com Baby.
Tem "telefone da vovó", "telefone do papai", etc...
Diarista substituta liga para "telefone do papai" e não se dá conta que seria o do papai do Baby. Segue o diálogo:
Diarista:
- Alô...é o pai da Damine?
Marido:
Na porta da geladeira tem um imã com vários telefones para o caso de emergência com Baby.
Tem "telefone da vovó", "telefone do papai", etc...
Diarista substituta liga para "telefone do papai" e não se dá conta que seria o do papai do Baby. Segue o diálogo:
Diarista:
- Alô...é o pai da Damine?
Marido:
- Ôxi...quem fala?
- Não, sabe o que é... é pusque eu não tenho o telefone dela e a máquina num tá funcionando!
- E quem fala???? Diarista, é você????
- Aaaahhhhh é você!?!?!?! Graças a Deus! Sabe o que é? É que a máquina num tá funcionando!
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Receita de homem pra homem...
... eles se entendem... Deus sabe como!!!!!
VACA ATOLADA
A receita da maravilhosa vaca atolada na panédipreção!
Fácil...é só não economizar no alho e na cebola... e principalmente, NÃO COLOQUE MUITO SAL; O Sal tira o sabor da carne/mandioca;
Eu uso músculo, gosto mais por causa do sabor do que a costela, que fica muito engordurada;
A carne tem de ser cozida à parte da mandioca por causa do tempo de cozimento;
Se for usar músculo, tente retirar o máximo de nervo;
Cozinhe a mandioca até desmanchar, demora!
Para economizar, delisgue o fogo da panela, depois dos primeiros 5 minutos de pressão (pra válvula ficar rodando);
Vamos aos passos: 1º - defina a carne; 2º - prepare os ingredientes;
Carne limpa, mandioca descascada, alho amassado com um pouco de sal, cebola picada e se quiser use páprica;
Irá precisar de 2 panelas de pressão...normalmente a coisa aumenta muito de volume;
A carne se pica em cubos pequenos;
Picô ái, masgaia o ái, pinxa o ái no ói quenti.
Importante: coloca um pouco de óleo na panela de pressão e leve ao fogo; O alho não pode queimar, mas, tem que ficar "dourado", se passar fica amargo;
Quando o alho ficar dourado, coloque a cebola;
Mexa sempre lentamente...a cebola vai amolecer e o alho continua a dourar;
Mexa tudo, coloque um copo de água, 200ml mais ou menos;
Pode colocar mais um pouco, já que são 1/2kg de carne;
Na outra panela já pode colocar o meikilo de mandioca para cozinhar;
Não pode passar de 2/3 da panela, ou ela explode;
A mandioca tem a função de engrossar o caldo;
Pode acrescentar o tempero que achar melhor;
Use a água da mandioca depois de juntar as partes;
Retire o "fiapo" do centro da mandioca antes de cozinhar;
A mandioca deve estar cozida em 30 minutos se for boa...tem mandioca que não cozinha por nada;
Colocou sal na mandioca? O sal é só colocar na panela depois; Isso para o caso de sobrar a mandioca e resolver fazer de outra forma ou depois/outro dia;
Abre a panela e olha... se não tiver cozida, tampa e volta ao fogo...rapidão para aproveitar o calor;
A carne mantem lá ...vai demorar pra cozinhar;
Quando vc for olhar a carne coloca uma pitada de pimenta do reino e alecrim (só um cadinho) se tiver;
Mais um topico importante: a água vai secando da panela de pressão, certo? se faltar, vai queimar; Olhe se tem água na panela...pegue a panela de pressão e baçance ela (a panela);
Depois pára de balançar (a panela) e nota se ela continua balançando (a panela)...é a água lá dentro que balança;
Considere o tempo a partir da hora que a panela inicia a "descarga" de pressão e não a partir da hora que foi ao fogo;
Coloque uma caneca para esquentar água...para se acontecer de precisar usar;
Não coloque água fria porque vai demorar mais ainda para cozinhar;
Se a mandioca já estiver derretendo, tire a tampa da panela de pressão se não corre o risco de grudar no fundo;
Depois de cançar (sic) de esperar pela carne coloque em uma panela a metade da carne e reserve a outra;
Continue mexendo, de vez em quando;
Se ficar muito denso, coloque mais água quente até chegar no ponto do cozimento e do sabor que desejar...fim!
Extraído e "desfragmentado" de uma conversa pelo GTalk em 31/01/2011, entre 20h30 e 23h30, aproximadamente!
VACA ATOLADA
A receita da maravilhosa vaca atolada na panédipreção!
Fácil...é só não economizar no alho e na cebola... e principalmente, NÃO COLOQUE MUITO SAL; O Sal tira o sabor da carne/mandioca;
Eu uso músculo, gosto mais por causa do sabor do que a costela, que fica muito engordurada;
A carne tem de ser cozida à parte da mandioca por causa do tempo de cozimento;
Se for usar músculo, tente retirar o máximo de nervo;
Cozinhe a mandioca até desmanchar, demora!
Para economizar, delisgue o fogo da panela, depois dos primeiros 5 minutos de pressão (pra válvula ficar rodando);
Vamos aos passos: 1º - defina a carne; 2º - prepare os ingredientes;
Carne limpa, mandioca descascada, alho amassado com um pouco de sal, cebola picada e se quiser use páprica;
Irá precisar de 2 panelas de pressão...normalmente a coisa aumenta muito de volume;
A carne se pica em cubos pequenos;
Picô ái, masgaia o ái, pinxa o ái no ói quenti.
Importante: coloca um pouco de óleo na panela de pressão e leve ao fogo; O alho não pode queimar, mas, tem que ficar "dourado", se passar fica amargo;
Quando o alho ficar dourado, coloque a cebola;
Mexa sempre lentamente...a cebola vai amolecer e o alho continua a dourar;
Mexa tudo, coloque um copo de água, 200ml mais ou menos;
Pode colocar mais um pouco, já que são 1/2kg de carne;
Na outra panela já pode colocar o meikilo de mandioca para cozinhar;
Não pode passar de 2/3 da panela, ou ela explode;
A mandioca tem a função de engrossar o caldo;
Pode acrescentar o tempero que achar melhor;
Use a água da mandioca depois de juntar as partes;
Retire o "fiapo" do centro da mandioca antes de cozinhar;
A mandioca deve estar cozida em 30 minutos se for boa...tem mandioca que não cozinha por nada;
Colocou sal na mandioca? O sal é só colocar na panela depois; Isso para o caso de sobrar a mandioca e resolver fazer de outra forma ou depois/outro dia;
Abre a panela e olha... se não tiver cozida, tampa e volta ao fogo...rapidão para aproveitar o calor;
A carne mantem lá ...vai demorar pra cozinhar;
Quando vc for olhar a carne coloca uma pitada de pimenta do reino e alecrim (só um cadinho) se tiver;
Mais um topico importante: a água vai secando da panela de pressão, certo? se faltar, vai queimar; Olhe se tem água na panela...pegue a panela de pressão e baçance ela (a panela);
Depois pára de balançar (a panela) e nota se ela continua balançando (a panela)...é a água lá dentro que balança;
Considere o tempo a partir da hora que a panela inicia a "descarga" de pressão e não a partir da hora que foi ao fogo;
Coloque uma caneca para esquentar água...para se acontecer de precisar usar;
Não coloque água fria porque vai demorar mais ainda para cozinhar;
Se a mandioca já estiver derretendo, tire a tampa da panela de pressão se não corre o risco de grudar no fundo;
Depois de cançar (sic) de esperar pela carne coloque em uma panela a metade da carne e reserve a outra;
Continue mexendo, de vez em quando;
Se ficar muito denso, coloque mais água quente até chegar no ponto do cozimento e do sabor que desejar...fim!
Extraído e "desfragmentado" de uma conversa pelo GTalk em 31/01/2011, entre 20h30 e 23h30, aproximadamente!
domingo, 19 de dezembro de 2010
Memória
É fato notório e sabido que a memória seletiva de Marido é meio falha. Seletiva porque é inerente ao cromossomo Y. Eles só se lembram do que lhes é conveniente. Mas a de Marido é a pior de todas.
Entretanto, ele insiste em jogar para mim o defeito. Vou resumir o fato que se deu há alguns dias.
Ao decidir qual pedra colocaríamos na pia da nova churrasqueira (ora em construção), Marido - geólogo - estava me explicando as cores de granito que caberiam dentro no nosso orçamento.
- Tem o "verde ubatuba", que na verdade é preta. Mas o nome comercial é verde ubatuba. Tem uma que é o vermelho XYZ que é da cor da bancada da cozinha da tua mãe.
- Vermelho?????? Mas a pedra da cozinha da minha mãe é escura! Quase preta!
- Preta? Tá maluca? Aquela pedra é marrom... não chega a ser vermelha, mas é quase marrom! Além do mais, isso é só o nome comercial. Eles chamam de vermelho, mas não necessáriamente é vermelho...
- Sim, mas aquela pedra é quase preta! Cinza escuro, sei lá...
- ÊÊÊÊ! Estou te falando daquela pedra da cozinha da tua mãe! Aquela que a gente põe o pão quando chega... NUNCA PRESTOU ATENÇÃO????
Pausa. Morei na casa da minha mãe durante TRINTA ANOS entre indas e vindas. Essa pergunta final foi des-ne-ces-sá-ria. Mas nem discuti... Para internt, procurar o tal verde ubatuba e eu para o album de fotos procurar a pedra da casa da minha mãe. Encontrei uma foto de Baby sentado na dita bancada... com uma cor puxando para o escuro. E disse:
- Olha... acho que você confundiu com a cor da pedra do banheiro do Baby...
- Ah... já sei... confundi com a pedra da bancada da casa da minha mãe.
Sim. Ele pediu desculpas e admitiu que eu sou a mais linda, inteligente, sabida, mestra. Por livre e expontân ea vontade. Sim, enchi o saco dele. Sim, ele ainda consegue manter o bom humor. E sim, adotei a expressão "nunca prestou atenção" para todo e qualquer fato que passe despercebido aos olhos dele. Maldade? Vingança? Não... DI-DÁ-TI-CA.
Entretanto, ele insiste em jogar para mim o defeito. Vou resumir o fato que se deu há alguns dias.
Ao decidir qual pedra colocaríamos na pia da nova churrasqueira (ora em construção), Marido - geólogo - estava me explicando as cores de granito que caberiam dentro no nosso orçamento.
- Tem o "verde ubatuba", que na verdade é preta. Mas o nome comercial é verde ubatuba. Tem uma que é o vermelho XYZ que é da cor da bancada da cozinha da tua mãe.
- Vermelho?????? Mas a pedra da cozinha da minha mãe é escura! Quase preta!
- Preta? Tá maluca? Aquela pedra é marrom... não chega a ser vermelha, mas é quase marrom! Além do mais, isso é só o nome comercial. Eles chamam de vermelho, mas não necessáriamente é vermelho...
- Sim, mas aquela pedra é quase preta! Cinza escuro, sei lá...
- ÊÊÊÊ! Estou te falando daquela pedra da cozinha da tua mãe! Aquela que a gente põe o pão quando chega... NUNCA PRESTOU ATENÇÃO????
Pausa. Morei na casa da minha mãe durante TRINTA ANOS entre indas e vindas. Essa pergunta final foi des-ne-ces-sá-ria. Mas nem discuti... Para internt, procurar o tal verde ubatuba e eu para o album de fotos procurar a pedra da casa da minha mãe. Encontrei uma foto de Baby sentado na dita bancada... com uma cor puxando para o escuro. E disse:
- Olha... acho que você confundiu com a cor da pedra do banheiro do Baby...
- Ah... já sei... confundi com a pedra da bancada da casa da minha mãe.
Sim. Ele pediu desculpas e admitiu que eu sou a mais linda, inteligente, sabida, mestra. Por livre e expontân ea vontade. Sim, enchi o saco dele. Sim, ele ainda consegue manter o bom humor. E sim, adotei a expressão "nunca prestou atenção" para todo e qualquer fato que passe despercebido aos olhos dele. Maldade? Vingança? Não... DI-DÁ-TI-CA.
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Feriadão na Chapada
Ah, como é bom viajar! De carro então, melhor ainda... ver a paisagem, mudar de idéia, parar na hora que cansa, comer besteiras, ouvir música... hummmm bommmmm!!!!!!
Melhor ainda é viajar com Marido: Diversão garantida.
Cena:
Eu, Marido e Baby no carro.
Música de fundo: AC/CD - TNT Because I'm T.N.T. - I'm dinamite / T.N.T. - and I'll win the fight / T.N.T. - I'm a power load / T.N.T. - watch me explode!
Marido olha para o pasto e diz:
Olha o tratorzinho... sozinho lá no pasto...
(Filosófico né?) Mas eu entendi:
Olha o tatuzinho... sozinho lá no pasto...
E minha mente começou a imaginar como diabos aquele homem, num carro em movimento, teria conseguido enxergar um TATU no meio do pasto!!!!
Esclarecido o mal-entendido (é com hifen?) rimos um pouco e Marido inspirou-se. Ao ritmo de AC/DC - T.N.T:
O ta-tu-zin - tá no mei do pasto...
o ta-tu-zin - só deixou o rastro...
o ta-tu-zin - fez um buracão...
o ta-tu-zin - eu não vi nããããããoooo!!!!!
E ainda, imaginando o Angus pulando... e o tatuzinho com as mãozinhas levantadas gritando: HEY HEY HEY HEY!
- o - o - o - o - o - o - o - o - o - o - o - o -
No caminho resolvemos visitar uma cachoeira. Entrando na fazenda, estrada de terra, Marido estava dirigindo um pouco rápido. E eu enxerguei frutinhas vermelhas que pareciam estar aos pares no meio do cerrado. Exclamei, espantada:
- UÉ! CE-RE-JAS???? NO CERRADO?????
E Marido:
- Cereja no cerrado? Só pode ser caju!!!!! Páaááááááá'ra!
E estavam doces... hummmm delícia!
Tornei-me exímia encontradora de cajuzinho do cerrado na beira da estrada, com carro em movimento.
- o - o - o - o - o - o - o - o - o - o - o - o - o - o
Essa é meio escatológica...
Marido comentou, na descida pra cachoeira, que deveria ter ido ao banheiro se aliviar pois a vontade estava chegando.
Assunto encerrado.
Na cachoeira, nadamos, Marido mergulhou, saltou, etc.
Na subida de volta, ele comentou:
- Nossa, deixei metade da carga negativa na cachu... acho que estou alguns quilos mais leve.
- Ué? Que horas foi isso?
- Na cachoeira.
- Foi na hora que você saltou?
- Deve ter sido.
- Como assim? "Deve ter sido". Você caga e não sabe quando foi?
(Silêncio)
- Que é isso, mulé! Tô falando de carga negativa, energia negativa! Estou aqui todo espiritual, entrando no clima da Chapada... sua insensível!!!!
Melhor ainda é viajar com Marido: Diversão garantida.
Cena:
Eu, Marido e Baby no carro.
Música de fundo: AC/CD - TNT Because I'm T.N.T. - I'm dinamite / T.N.T. - and I'll win the fight / T.N.T. - I'm a power load / T.N.T. - watch me explode!
Marido olha para o pasto e diz:
Olha o tratorzinho... sozinho lá no pasto...
(Filosófico né?) Mas eu entendi:
Olha o tatuzinho... sozinho lá no pasto...
E minha mente começou a imaginar como diabos aquele homem, num carro em movimento, teria conseguido enxergar um TATU no meio do pasto!!!!
Esclarecido o mal-entendido (é com hifen?) rimos um pouco e Marido inspirou-se. Ao ritmo de AC/DC - T.N.T:
O ta-tu-zin - tá no mei do pasto...
o ta-tu-zin - só deixou o rastro...
o ta-tu-zin - fez um buracão...
o ta-tu-zin - eu não vi nããããããoooo!!!!!
E ainda, imaginando o Angus pulando... e o tatuzinho com as mãozinhas levantadas gritando: HEY HEY HEY HEY!
- o - o - o - o - o - o - o - o - o - o - o - o -
No caminho resolvemos visitar uma cachoeira. Entrando na fazenda, estrada de terra, Marido estava dirigindo um pouco rápido. E eu enxerguei frutinhas vermelhas que pareciam estar aos pares no meio do cerrado. Exclamei, espantada:
- UÉ! CE-RE-JAS???? NO CERRADO?????
E Marido:
- Cereja no cerrado? Só pode ser caju!!!!! Páaááááááá'ra!
E estavam doces... hummmm delícia!
Tornei-me exímia encontradora de cajuzinho do cerrado na beira da estrada, com carro em movimento.
- o - o - o - o - o - o - o - o - o - o - o - o - o - o
Essa é meio escatológica...
Marido comentou, na descida pra cachoeira, que deveria ter ido ao banheiro se aliviar pois a vontade estava chegando.
Assunto encerrado.
Na cachoeira, nadamos, Marido mergulhou, saltou, etc.
Na subida de volta, ele comentou:
- Nossa, deixei metade da carga negativa na cachu... acho que estou alguns quilos mais leve.
- Ué? Que horas foi isso?
- Na cachoeira.
- Foi na hora que você saltou?
- Deve ter sido.
- Como assim? "Deve ter sido". Você caga e não sabe quando foi?
(Silêncio)
- Que é isso, mulé! Tô falando de carga negativa, energia negativa! Estou aqui todo espiritual, entrando no clima da Chapada... sua insensível!!!!
Marcadores:
Família,
férias,
Fim de semana,
Marido,
Raiz Quadrada de 69,
Viagem
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
Dos Homens e Mulheres
Amiga Fault me mandou esta piada que compartilho aqui. Não sei não... mas tenho a ligeira impressão de que foi baseada em fatos reais...
O homem está na cozinha, fritando um ovo, quando a esposa chega e começa a gritar como uma louca:
- JOGA MAIS ÓÓÓÓÓÓÓLEOOOOOOOOOOOO!
- JOGA MAIS ÓÓÓÓÓÓÓÓLEOOOOOOOOOO!!!!
- CUIDADOOOOOOOOOO - VAI GRUDAR NO FUNDOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!
- CUIDADO!!!!! VIRA, VIRA VIRA! RÁPIDO! ANDA! VIRA!
- CUIDADO, CUIDADO! VAI EPIRRAR!
- PARECE QUE VOCÊ É LOOOOUUUCOOOOO!!!!!
- VAI ENTORNAR!!! PÕE MENOOOOOOOOOSSSSSSSSSS!!!!!
- AI MEU DEUS!!!!! O SAL! O SAAAAAAAALLLLLLLLL !!!! NÃO ESQUECE O SAAAAAAAAAAAAAAAALLLLLLLLLLL!!!!!
- CUIDADO! NÃO PÕE MUITOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!
- DESLIGA O FOGO! DESLIGA! DESLIGAAAAAAAA!!!!!!!
- UFAAAAA! Acabou... Affeeee!
O homem, irritado com os berros, pergunta:
- Tá maluca? Você acha que eu não sei fritar um ovo?
E a mulher responde:
- Isso foi só pra você ter uma idéia do que você faz comigo quando eu dirijo.
O homem está na cozinha, fritando um ovo, quando a esposa chega e começa a gritar como uma louca:
- JOGA MAIS ÓÓÓÓÓÓÓLEOOOOOOOOOOOO!
- JOGA MAIS ÓÓÓÓÓÓÓÓLEOOOOOOOOOO!!!!
- CUIDADOOOOOOOOOO - VAI GRUDAR NO FUNDOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!
- CUIDADO!!!!! VIRA, VIRA VIRA! RÁPIDO! ANDA! VIRA!
- CUIDADO, CUIDADO! VAI EPIRRAR!
- PARECE QUE VOCÊ É LOOOOUUUCOOOOO!!!!!
- VAI ENTORNAR!!! PÕE MENOOOOOOOOOSSSSSSSSSS!!!!!
- AI MEU DEUS!!!!! O SAL! O SAAAAAAAALLLLLLLLL !!!! NÃO ESQUECE O SAAAAAAAAAAAAAAAALLLLLLLLLLL!!!!!
- CUIDADO! NÃO PÕE MUITOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!!!!!!!!!!
- DESLIGA O FOGO! DESLIGA! DESLIGAAAAAAAA!!!!!!!
- UFAAAAA! Acabou... Affeeee!
O homem, irritado com os berros, pergunta:
- Tá maluca? Você acha que eu não sei fritar um ovo?
E a mulher responde:
- Isso foi só pra você ter uma idéia do que você faz comigo quando eu dirijo.
Marcadores:
homens,
Marido,
mulheres,
Raiz Quadrada de 69
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Aqui se faz...
Então Marido estava "se rindo d'eu" por causa da minha confusão Leroy x Wall Mart.
E ontem ele me soltou a pérola:
- É porque me deu inércia... como é o nome? Inércia.
-Câimbra, amor!
-Isso! Inércia, câimbra!
Estou vingada.
P.s. Sim, ele estava bêbado. E não, eu não estava.
Mas e daí?
E ontem ele me soltou a pérola:
- É porque me deu inércia... como é o nome? Inércia.
-Câimbra, amor!
-Isso! Inércia, câimbra!
Estou vingada.
P.s. Sim, ele estava bêbado. E não, eu não estava.
Mas e daí?
quinta-feira, 20 de maio de 2010
Perrengues paternos
Já falei aqui que meu Marido não me houve né? Aliás, queixa geral é que os homens ficam surdos depois que casam. Pode ser que seja culpa das mulheres, que falam demais. Mas eu sinceramente acho que é comodismo. Escutar e prestar atenção dá muito trabalho.
Enfim...
Marido recebeu uma ligação da escolinha dizendo que Baby estava com dor de ouvido. Marido me ligou perguntando o que fazer, e eu respondi que era melhor levá-lo pra Creche Vovô Feliz. Falei pra NO CAMINHO parar numa farmácia e comprar remedinho X (que começa com Au e termina com dina), básico. E ressaltei:
- Passa na farmácia ANTES de ir buscar Baby.
Antes de desligar repeti: ANTES de buscar Baby.
Por que falei isso? Ué! Porque dirigir com criança chorando, parar em na farmácia, descer do carro, tirar menino chorando, entrar na farmácia com menino chorando, conversar com criança chorando, etc, etc... não é fácil.
Mas marido NÃO ME ESCUTA! Pegou Baby na escola primeiro. E deixou pra comprar o remédio na farmácia perto da casa do meu pai.
E menino chorando, tira menino do carro, entra na farmácia, e menino chorando, ele faz o pedido e a balconista pergunta:
- É pra hoje, Senhor?
Mal sabe ela que escapou de ser manchete de jornal. Algo do tipo: PAI ENFURECIDO ESGANA BALCONISTA DE FARMÁCIA APÓS FAZÊ-LA ENGOLIR TODOS OS REMÉDIOS TARJA-PRETA.
Marido disse que nessa hora o anjinho do ombro direito quase disse pro capetinha do ombro esquerdo:
- Mano! Vou ali dar uma volta!!!!
Mas ficou com pena e decidiu ajudar Marido a ponderar. Deu certo porque ele respondeu só:
- É pra a-go-ra, moça. AGOOOORA!
Imagine! Você, com menino chorando, pede um remédio pro ouvido (!!!) e a moça pergunta se é pra hoje???? Haja paciência.
Acho que se fosse eu, o anjinho teria deixado o diabinho decidir a parada. E a resposta seria assim:
- Não. É pra daqui a um mês. É que na verdade, meu filho tá chorando agora com dor de nariz! Mas como eu tenho bola de cristal, já sei que daqui a um mês ele vai ter dor de ouvido. Aproveita e põe aí no saquinho um remedinho pra dor nozói, dor de cabeça, dor muscular e pescoço quebrado! Pra você tomar depois que eu acabar com tua raça!
Que é isso, Damine... nada de apologia à violência. Que coisa feia! Mãe de família, etc...
Mas que merecia, merecia!
Enfim...
Marido recebeu uma ligação da escolinha dizendo que Baby estava com dor de ouvido. Marido me ligou perguntando o que fazer, e eu respondi que era melhor levá-lo pra Creche Vovô Feliz. Falei pra NO CAMINHO parar numa farmácia e comprar remedinho X (que começa com Au e termina com dina), básico. E ressaltei:
- Passa na farmácia ANTES de ir buscar Baby.
Antes de desligar repeti: ANTES de buscar Baby.
Por que falei isso? Ué! Porque dirigir com criança chorando, parar em na farmácia, descer do carro, tirar menino chorando, entrar na farmácia com menino chorando, conversar com criança chorando, etc, etc... não é fácil.
Mas marido NÃO ME ESCUTA! Pegou Baby na escola primeiro. E deixou pra comprar o remédio na farmácia perto da casa do meu pai.
E menino chorando, tira menino do carro, entra na farmácia, e menino chorando, ele faz o pedido e a balconista pergunta:
- É pra hoje, Senhor?
Mal sabe ela que escapou de ser manchete de jornal. Algo do tipo: PAI ENFURECIDO ESGANA BALCONISTA DE FARMÁCIA APÓS FAZÊ-LA ENGOLIR TODOS OS REMÉDIOS TARJA-PRETA.
Marido disse que nessa hora o anjinho do ombro direito quase disse pro capetinha do ombro esquerdo:
- Mano! Vou ali dar uma volta!!!!
Mas ficou com pena e decidiu ajudar Marido a ponderar. Deu certo porque ele respondeu só:
- É pra a-go-ra, moça. AGOOOORA!
Imagine! Você, com menino chorando, pede um remédio pro ouvido (!!!) e a moça pergunta se é pra hoje???? Haja paciência.
Acho que se fosse eu, o anjinho teria deixado o diabinho decidir a parada. E a resposta seria assim:
- Não. É pra daqui a um mês. É que na verdade, meu filho tá chorando agora com dor de nariz! Mas como eu tenho bola de cristal, já sei que daqui a um mês ele vai ter dor de ouvido. Aproveita e põe aí no saquinho um remedinho pra dor nozói, dor de cabeça, dor muscular e pescoço quebrado! Pra você tomar depois que eu acabar com tua raça!
Que é isso, Damine... nada de apologia à violência. Que coisa feia! Mãe de família, etc...
Mas que merecia, merecia!
Marcadores:
Baby,
homens,
Lerdices,
Marido,
Raiz Quadrada de 69
segunda-feira, 17 de maio de 2010
E por falar em rock...
Eu aqui, deprimida com a notícia da morte de James Dio. Mais deprimida ainda porque o cara esteve em Brasília ano passado e eu não pude ir. Inconformada com a crueldade do destino, pergunto a Marido, um amante do punk rock e que já teve algumas aulas (comigo) da história do rock e outras:
- Você viu que James Dio morreu????
E obtenho como resposta:
- Quem foi esse? Desculpe a ignorancia.
Ai Céus! Onde foi que eu errei?????? Fui casar justo com um leigo em Rock???? Que não sabe nem quem foi JAMES DIO???? Ah não!!!!! Sofrrrrooooooo!!!!!
Expliquei direitinho quem era e recebo outra resposta igualmente desesperante:
- Desculpe... mas heavy metal nunca foi meu forte!
Aaaaaaaaaaahhhh nãooooo!!!!! Isso não é só Heavy Metal! Isso é Rock! São princípios básicos da cultura rock de todos os tempos! Se você é roqueiro de qualquer espécie, com mais de 25 anos, tem que saber quem é. Você pode não gostar, mas não saber quem é seria o mesmo que não saber quem foi Johnny Rotten, mesmo nunca ter sido punk! É o mesmo que desconhecer Roger Waters e David Gilmor. Ou Ringo Starr, ou Mark Knopfler, ou Johnny Winter, o Bb King (pra fazer um paralelo com blues), ou ... sei lá!
Desilusão, este é o meu nome hoje.
------o-----o-----o---
James Dio fez parte do Elf, Rainbow (de Richie Blackmore), Black Sabbath, fez carreira solo e estava no Heaven and Hell, junto com outros ex-integrantes do Black Sabbath.
Morreu ontem, 16 de maio de 2010 por volta das 7h da manhã vítima de um câncer no estômago.
- Você viu que James Dio morreu????
E obtenho como resposta:
- Quem foi esse? Desculpe a ignorancia.
Ai Céus! Onde foi que eu errei?????? Fui casar justo com um leigo em Rock???? Que não sabe nem quem foi JAMES DIO???? Ah não!!!!! Sofrrrrooooooo!!!!!
Expliquei direitinho quem era e recebo outra resposta igualmente desesperante:
- Desculpe... mas heavy metal nunca foi meu forte!
Aaaaaaaaaaahhhh nãooooo!!!!! Isso não é só Heavy Metal! Isso é Rock! São princípios básicos da cultura rock de todos os tempos! Se você é roqueiro de qualquer espécie, com mais de 25 anos, tem que saber quem é. Você pode não gostar, mas não saber quem é seria o mesmo que não saber quem foi Johnny Rotten, mesmo nunca ter sido punk! É o mesmo que desconhecer Roger Waters e David Gilmor. Ou Ringo Starr, ou Mark Knopfler, ou Johnny Winter, o Bb King (pra fazer um paralelo com blues), ou ... sei lá!
Desilusão, este é o meu nome hoje.
------o-----o-----o---
James Dio fez parte do Elf, Rainbow (de Richie Blackmore), Black Sabbath, fez carreira solo e estava no Heaven and Hell, junto com outros ex-integrantes do Black Sabbath.
Morreu ontem, 16 de maio de 2010 por volta das 7h da manhã vítima de um câncer no estômago.
quarta-feira, 12 de maio de 2010
Para não esquecer
Há muitos anos atrás, eu e Marido ainda namorávamos, e fizemos um pequeno passeio a Pirenópolis (adoro), cidade do GO a 180km de Brasília. Era uma coisinha romântica, camping (como eu era saudável...), cachoeiras, jantares a luz de velas, etc.
No dia da volta, estávamos já saindo da cidade quando ele pergunta o que faríamos. E eu, serelepe, disse:
- Vamos pra Corumbá?
Pausa para explicação. Corumbá fica a uns 50 km de Pirenópolis no caminho pra Brasilia. Também tem cachoeiras mas eu não conhecia. Pensei em dar uma passada na cidade só pra dizer "oi".
Fim da pausa.
Mais que depressa ele deu meia volta no carro e imbicou pro centro de Pirenópolis novamente. E eu sem entender. Perguntei onde ele estava indo e ouvi a incrível resposta:
- Ué! Você não queria procurar um bar?
Minha fama de pinguça já era forte na época né?
Enfim...
Escrevi este post porque não aguento mais Marido me perguntar de tempos em tempos (tipo, a cada 6 meses) "Quem foi mesmo que queria procurar um bar?"
Colocando aqui, ele olha e talvez se convença de que eu queria ir pra Corumbá. E ele... bem...
No dia da volta, estávamos já saindo da cidade quando ele pergunta o que faríamos. E eu, serelepe, disse:
- Vamos pra Corumbá?
Pausa para explicação. Corumbá fica a uns 50 km de Pirenópolis no caminho pra Brasilia. Também tem cachoeiras mas eu não conhecia. Pensei em dar uma passada na cidade só pra dizer "oi".
Fim da pausa.
Mais que depressa ele deu meia volta no carro e imbicou pro centro de Pirenópolis novamente. E eu sem entender. Perguntei onde ele estava indo e ouvi a incrível resposta:
- Ué! Você não queria procurar um bar?
Minha fama de pinguça já era forte na época né?
Enfim...
Escrevi este post porque não aguento mais Marido me perguntar de tempos em tempos (tipo, a cada 6 meses) "Quem foi mesmo que queria procurar um bar?"
Colocando aqui, ele olha e talvez se convença de que eu queria ir pra Corumbá. E ele... bem...
Marcadores:
Lerdices,
Manguaça,
Marido,
Raiz Quadrada de 69,
Viagem
quarta-feira, 3 de março de 2010
Sofrimento de uma mulher casada
Vão me dizer que eu já sabia que era assim, que eu não posso reclamar, etc.
Mas afinal. Pra que foi mesmo que eu casei se não é pra falar mal do Marido?
Então comecemos:
Em algum lugar no século passado lançaram um filme chamado Conan, o Bárbaro. Abre parênteses: Não, eu não tinha 12 anos quando lançaram. Eu nem sabia ler. Aliás, eu nem tinha nascido! Não é do meu tempo. Fecha parênteses.
Marido decidiu que esse filme não poderia faltar na nossa coleção e comprou. Algumas vezes insistiu para que eu assistisse com ele, mas eu estava sem saco para isso. O filme é ruim, mal feito, uma história sem pé nem cabeça, com Arnold Schwazenegger novinho (se hoje já é ruim, imagine há 30 anos atrás. Hein??? Não! Eu não lembro! Não era nascida, já disse!).
Mas eis que um belo dia decido agradar Marido. Marido adora guaca mole. Eu tinha reservado o abacate para este fim. Mas como eu também tinha partido um pedaço do mesmo ainda não muito maduro, coloquei na geladeira (mea culpa).
Estava eu tentando colocar algumas milhares de fotos no Orkut quando ele chegou. Então fiz a proposta: você quer assistir Conan hoje? Eu faço uma guaca mole, a gente come com doritos, assiste o filme e bebe cerveja.
Ele gostou da idéia. Deixei o Orkut uploading as fotos e fui colocar Baby para dormir. Mal havia colocado o moleque na cama, escutei o barulho dos dedinhos no teclado. Pensei não vai dar certo!!!! E não deu. Quando Marido entrou no e-mail dele, o Orkut automaticamente entrou na conta dele, cancelando o upload das milequinhentas fotos! Raiva!
Tentei colocar novamente, em vão... desisti. Fui fazer a guaca mole. O abacate não amadureceu (Claro! Eu coloquei na geladeira!) Gritei da cozinha:
- Marido! Não vai rolar guaca mole não! O Abacate não amadureceu!
- Ah não! Te vira aí. Tô nem azul. Quero guaca mole!
...
- Marido! Não tem jeito! Não dá nem pra amassar! Tá muito duro!
- Tô nem azul!
- Você vai ter que comer tudo! Vou fazer!
- Eu como!
Claro que não comeu. Claro que tive de jogar tudo fora. Claro que ele falou pra mim: você não disse que estava tão duro! Raiva!
Vamos assistir Conan. Com salgadinhos de bacon e cervejinha. Com 20 minutos de filme Marido diz "Pô... mas o filme é ruim mesmo né?" RAIVAAAAA
Com 40 minutos de filme os olhos DELE estavam se fechando.
Com 50 minutos já era difícil disfarçar.
Com 60 ele assumiu que realmente estava dormindo.
Eu??? Assisti o filme inteiro porque sou burra e não consigo parar o filme pela metade. A não ser que seja muito ruim mesmo! SOFRO.
Pior foi que na hora que nos deitamos o sono dele simplesmente passou. SOFRO AO QUADRADO!
Mas afinal. Pra que foi mesmo que eu casei se não é pra falar mal do Marido?
Então comecemos:
Em algum lugar no século passado lançaram um filme chamado Conan, o Bárbaro. Abre parênteses: Não, eu não tinha 12 anos quando lançaram. Eu nem sabia ler. Aliás, eu nem tinha nascido! Não é do meu tempo. Fecha parênteses.
Marido decidiu que esse filme não poderia faltar na nossa coleção e comprou. Algumas vezes insistiu para que eu assistisse com ele, mas eu estava sem saco para isso. O filme é ruim, mal feito, uma história sem pé nem cabeça, com Arnold Schwazenegger novinho (se hoje já é ruim, imagine há 30 anos atrás. Hein??? Não! Eu não lembro! Não era nascida, já disse!).
Mas eis que um belo dia decido agradar Marido. Marido adora guaca mole. Eu tinha reservado o abacate para este fim. Mas como eu também tinha partido um pedaço do mesmo ainda não muito maduro, coloquei na geladeira (mea culpa).
Estava eu tentando colocar algumas milhares de fotos no Orkut quando ele chegou. Então fiz a proposta: você quer assistir Conan hoje? Eu faço uma guaca mole, a gente come com doritos, assiste o filme e bebe cerveja.
Ele gostou da idéia. Deixei o Orkut uploading as fotos e fui colocar Baby para dormir. Mal havia colocado o moleque na cama, escutei o barulho dos dedinhos no teclado. Pensei não vai dar certo!!!! E não deu. Quando Marido entrou no e-mail dele, o Orkut automaticamente entrou na conta dele, cancelando o upload das milequinhentas fotos! Raiva!
Tentei colocar novamente, em vão... desisti. Fui fazer a guaca mole. O abacate não amadureceu (Claro! Eu coloquei na geladeira!) Gritei da cozinha:
- Marido! Não vai rolar guaca mole não! O Abacate não amadureceu!
- Ah não! Te vira aí. Tô nem azul. Quero guaca mole!
...
- Marido! Não tem jeito! Não dá nem pra amassar! Tá muito duro!
- Tô nem azul!
- Você vai ter que comer tudo! Vou fazer!
- Eu como!
Claro que não comeu. Claro que tive de jogar tudo fora. Claro que ele falou pra mim: você não disse que estava tão duro! Raiva!
Vamos assistir Conan. Com salgadinhos de bacon e cervejinha. Com 20 minutos de filme Marido diz "Pô... mas o filme é ruim mesmo né?" RAIVAAAAA
Com 40 minutos de filme os olhos DELE estavam se fechando.
Com 50 minutos já era difícil disfarçar.
Com 60 ele assumiu que realmente estava dormindo.
Eu??? Assisti o filme inteiro porque sou burra e não consigo parar o filme pela metade. A não ser que seja muito ruim mesmo! SOFRO.
Pior foi que na hora que nos deitamos o sono dele simplesmente passou. SOFRO AO QUADRADO!
sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010
Coisas da vida...
Ontem Marido sugeriu uma cervejinha em casa pra relaxar...
Saí do trabalho, peguei Filhota, passei em um supermercado, não tinha tudo que eu precisava (ou estava muito mais caro), passei em uma farmácia pra procurar remédio pro cachorro, não tinha, passei em outro supermercado, fui até a casa dos meus pais buscar Baby (do trabalho até lá = 30km), minha irmã pediu carona pra casa do namorado, pra ela sair tivemos que esperar minha mãe chegar, ela chegou por volta de 20h30, arrumei as coisas, coloquei todo mundo no carro, dirigi 20 km na direção oposta da minha casa pra deixar Irmã, depois dirigi mais cerca de 45km pra chegar em casa, Baby estava dormindo, Marido não havia chegado ainda (foi na casa da Sogra depois do trampo), coloquei Baby na cama, comecei a guardar as compras, Marido chegou, guardei as compras, coloquei a cerva no congelador, tomei banho, preparei os petiscos... UFA
Bebemos cerca de 2 latinhas cada um...
Baby acordou...
Fui colocar Baby de volta na cama...
...
...
...
Acordei hoje.
Mas hoje tem CLUBE DA LULU! UH-HU!
quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Nos braços de Morfeu
Marido fala dormindo. E Baby vai pro mesmo caminho. Só que Marido não só fala dormindo como quer me fazer crer que está acordado. Às vezes me engana... seguem duas conversas recentes.
Avariando - Parte 1:
Ele já estava dormindo quando fui me deitar.
- Amor, você conseguiu pegar a multa?
- Que multa?
- A multa...
- Ué... não sei que multa é essa...
- No quintal. Tinha alguma multa no quintal?
- Ôxi!!!!!!
- Amor, isso tudo aqui era área do Jardim Botânico 1... 2... 5... e aí a mulher, você sabe como é né? Então... se ela encrencar, a gente tem que saber. Por isso eu quero saber se tinha multa no quintal!
(Ah... entendi... tá variando. Vou encerrar a conversa bem rapidinho)
- Não tinha multa nenhuma não.
- Por isso que eu gosto de você. Curta e grossa.
- Hein?
Avariando - Parte 2:
Novamente fui deitar-me depois de Marido. Ele me abraçou e disse:
- E aí, amor... comeu o bolo?
- Bolo?
E fazendo cafuné...
- O bolo, com glacê. Conseguiu?
- Olha... Como eu não sei se você está falando sério ou avariando, nem vou responder.
Daí ele levanta-se súbito falando:
- Também! Tá toda escancarada!
MEDO! Felizmente não era comigo. Ele achou que a janela estivesse aberta e correu para fechar. Claro que a janela estava fechada e ele caiu na gargalhada.
Ufa.
Avariando - Parte 1:
Ele já estava dormindo quando fui me deitar.
- Amor, você conseguiu pegar a multa?
- Que multa?
- A multa...
- Ué... não sei que multa é essa...
- No quintal. Tinha alguma multa no quintal?
- Ôxi!!!!!!
- Amor, isso tudo aqui era área do Jardim Botânico 1... 2... 5... e aí a mulher, você sabe como é né? Então... se ela encrencar, a gente tem que saber. Por isso eu quero saber se tinha multa no quintal!
(Ah... entendi... tá variando. Vou encerrar a conversa bem rapidinho)
- Não tinha multa nenhuma não.
- Por isso que eu gosto de você. Curta e grossa.
- Hein?
Avariando - Parte 2:
Novamente fui deitar-me depois de Marido. Ele me abraçou e disse:
- E aí, amor... comeu o bolo?
- Bolo?
E fazendo cafuné...
- O bolo, com glacê. Conseguiu?
- Olha... Como eu não sei se você está falando sério ou avariando, nem vou responder.
Daí ele levanta-se súbito falando:
- Também! Tá toda escancarada!
MEDO! Felizmente não era comigo. Ele achou que a janela estivesse aberta e correu para fechar. Claro que a janela estava fechada e ele caiu na gargalhada.
Ufa.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Mulherada
Essa semana senti falta de Irmã.
Liguei pra ela e combinamos que iríamos na casa de uma tia para ver minhas primas que chegaram de viagem e outras coisinhas mais.
Busquei Irmã e Amiga Vivi por volta das 16h.
Chegamos na casa da tia e ela não estava. Ficamos conversando com Prima Lah enquanto aguardávamos a chegada da tia. E a tia trouxe sorvete. E a conversa estava animada. E Prima Lah resolveu entregar alguns apetrechos daqueles de festa de formatura que haviam sobrado. E a conversa continuava animada. E café e sorvete e pão de queijo. E conversa boa.
Até que olhei o relógio: 22h.
Pra casa! Deixei Irmã e Amiga Vivi e cheguei em casa perto de 23h. Com uma tiara de anteninhas, coraçãozinho, cheia de penduricalhos e rosa pink.
Por que será que Marido não acredita que eu não estava em nenhuma despedida de solteira? Hein?
Liguei pra ela e combinamos que iríamos na casa de uma tia para ver minhas primas que chegaram de viagem e outras coisinhas mais.
Busquei Irmã e Amiga Vivi por volta das 16h.
Chegamos na casa da tia e ela não estava. Ficamos conversando com Prima Lah enquanto aguardávamos a chegada da tia. E a tia trouxe sorvete. E a conversa estava animada. E Prima Lah resolveu entregar alguns apetrechos daqueles de festa de formatura que haviam sobrado. E a conversa continuava animada. E café e sorvete e pão de queijo. E conversa boa.
Até que olhei o relógio: 22h.
Pra casa! Deixei Irmã e Amiga Vivi e cheguei em casa perto de 23h. Com uma tiara de anteninhas, coraçãozinho, cheia de penduricalhos e rosa pink.
Por que será que Marido não acredita que eu não estava em nenhuma despedida de solteira? Hein?
Marcadores:
Amizade,
Marido,
mulheres,
Raiz Quadrada de 69
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Atualizando...
E não é que o cara me trouxe DUAS CAIXAS DE CABEÇÃO?
Cada uma com 20!
E Marido não perdeu a deixa:
VOU FAZER UM CAMINHO DE RATO LÁ DE CASA ATÉ O GUARÁ!
Eu mereço... estão todos contra mim! Aiai
Cada uma com 20!
E Marido não perdeu a deixa:
VOU FAZER UM CAMINHO DE RATO LÁ DE CASA ATÉ O GUARÁ!
Eu mereço... estão todos contra mim! Aiai
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
A pedido...
A pedidos, publico a conversa a seguir. Mas confesso que não vi graça.
Estávamos decidindo a compra de fogos de artifício para a pequena recepção que daremos na Mansão no Reveillon.
(minutos depois)
Marido:
Estávamos decidindo a compra de fogos de artifício para a pequena recepção que daremos na Mansão no Reveillon.
Marido:
Ah, é legal aqueles de bolas de luzes. E os de apitinhos...fiiiiiiu!
Damine:
Os de apitinhos é "dérreal" cada.
Marido:
Acho que a gente pode comparar uns 2 apitin e uma caixa de 23 tiros. Só pra não passar em branco. Ah! e o troco você pega em cabeção! hahahahahahahhahahahahahahahha
Damine:
humpf. Nada de cabeção. De cabeção já basta o teu.
(minutos depois)
Marido:
Ai ai... Dei a pala. Saí pra rir.
Damine:
Pq?
Marido:
Do troco em cabeção...
Damine:
E isso tem graça?
Marido:
'vans' fechar os fogos... pede 50 "reáu" em fogos: uma caixa menor de foguetes, os apitos de chuva e uns trem colorido. Máximo 50 reáu...e lembre-se o troco em cabeção...rs!
Damine:
Chuva com apito: R$ 10,00 x 2 = 20,00
Caixa com seiláquantos tiros = 29,00
Dá 49 e não tem troco. humpf
Marido:
Ah amor...dá dois cabeção, vai...rs
Só pra animar... qqer coisa a gente abre pra fazer caminho de rato...hahahah
avutaquipariu...EU TENHO UMA BIRIBINHA ATÔMICAAAAAAAAGHR!
AH AMOR...COLOCA ISSO NO BLOGUE...VAI!
...essa merece registro...rs
Cadê u troco?
ahaha...nossa...eu saí pra ninguém ver que eu tava rindo
ahaha...nossa...eu saí pra ninguém ver que eu tava rindo
Damine:
mandei trazer estalinhos.
Marido:
hahahahahahahahaha
hahahahahahahahaha
avutaquipariu rapá...hahahah
manda pedir pelo menos um de brinde...
Damine:
Ainda não vi graça.
Marido:
... então tá... refazendo as contas... menos foguetes de barulho, mais apitos de chuva e o troco vc já sabe né....
hahahahahah
ah põe amor, põe no blogue
Sim. É um pai de família.
Sim. É o mesmo cara que fica me vigiando quando eu bebo um pouco a mais.
Sim. Ele disse que agora é um homem sério.
Não. Não tem outro igual.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Advogados e Cia.
Nasci pra ser advogada. Mas eu seria uma advogada tão boa, mas tão boa que teria o escritório lotado. Sou do tipo que dá uma vaca pra não entrar numa briga, mas também dou boiada, haras, porcada e plantações para não sair dela. Acredito que é muito trabalho brigar por qualquer coisa, ou processar qualquer um por qualquer coisa. Mas também sou a favor da defesa de direitos. E odeio sentir que tem alguém me passando pra trás.
Posto isso, narro aqui uma pequena história.
Marido envolveu-se num acidente de trânsito no qual não foi culpado (dia 11 de dezembro, sexta-feira).
O veículo culpado era de outro Estado e estava em viagem.
O veículo culpado pertence a uma pessoa jurídica.
A Polícia Civil estava em greve.
Marido permitiu que o condutor do veículo culpado seguisse viagem e registrou o B.O. pela internet.
Marido entrou em contato com a empresa responsável pelo veículo e narrou a situação.
Marido passou o fim de semana inteiro tentando contato com a empresa para que fossem tomadas providências.
Em algum dia na semana seguinte, a empresa avisou que Marido deveria entrar em contato com a Seguradora e abrir o sinistro.
A Seguradora informou que o Segurado é quem deveria abrir o sinistro e fornecer detalhes ao Terceiro para que desse prosseguimento ao Sinistro. Até aí tudo bem.
Só que esse vai-e-vem de informações durou uma semana aproximadamente até que Marido foi informado que deveria levar o carro para vistoria no dia 21 de dezembro (segunda-feira). Passaram-se 10 dias.
Foi informado também que após aprovação, o serviço seria feito em cerca de 5 dias úteis.
Ontem, 28 de dezembro, Marido recebeu a informação que o reparo não havia sido autorizado porque a vistoria no Veículo culpado não tinha sido feita porque estava em viagem! Marido novamente ligou para a empresa, que informou que a vistoria seria agendada em uma cidade X de MG.
Hoje Marido ligou para a seguradora que informou que o pedido de vistoria ainda não havia sido feito.
Pergunto:
1) Marido não teve culpa no acidente;
2) Marido agiu de boa-fé, registrou BO, entrou em contato com a empresa responsável.
3) Até o momento, a empresa responsável estrapolou todos os prazos estabelecidos e plausíveis.
4) Estamos acordando mais cedo, saindo num carro só, gastando o dobro de gasolina, chegando atrasados nos respectivos trabalhos, carregando Baby de pijama para a casa dos meus pais, chegando tarde em casa, sem tempo para lavar roupa, lavar louça, dobrar roupa, fazer comida, assistir filme; vamos deixar de viajar no feriado, além do stress que é ter o carro parado na oficina sem saber o que está acontecendo.
Diante disso pergunto:
Por que tanta braveza só porque eu quero pedir para um advogado ligar para a empresa responsável e dizer a seguinte frase:
Senhores, um veículo de vocês colidiu com o veículo de meu cliente há quase 20 dias e até agora meu cliente não conseguiu reparar o carro dele. Pior, devido à demora de vocês em agendar uma vistoria no veículo colidido, o carro do meu cliente está retido em uma concessionária aguardando aprovação para o reparo há uma semana. Há uma semana meu cliente está acordando mais cedo, chegando em casa mais tarde, fazendo compras, levando criança, e todos os afazeres diários com um carro só. Nesse tempo, ele está gastando o dobro de combustível, como você pode imaginar e vai deixar de viajar a passeio com a família. E ainda pior: tendo em vista que o veículo em questão foi envolvido em um acidente de trânsito, não deveria estar viajando sem a vistoria do seguro, já que isso pode comprometer o resultado da perícia. Para agravar um pouco mais, a seguradora já informou que a vistoria pode ser feita em qualquer lugar do Brasil, desde que agendada, e os senhores não providenciaram ainda o agendamento. Diante disso eu pergunto: qual é a previsão que os senhores dão para que esse problema se resolva da melhor maneira possível e meu cliente possa entrar 2010 com o carro em ordem?
Simples né?
Pois é.
Posto isso, narro aqui uma pequena história.
Marido envolveu-se num acidente de trânsito no qual não foi culpado (dia 11 de dezembro, sexta-feira).
O veículo culpado era de outro Estado e estava em viagem.
O veículo culpado pertence a uma pessoa jurídica.
A Polícia Civil estava em greve.
Marido permitiu que o condutor do veículo culpado seguisse viagem e registrou o B.O. pela internet.
Marido entrou em contato com a empresa responsável pelo veículo e narrou a situação.
Marido passou o fim de semana inteiro tentando contato com a empresa para que fossem tomadas providências.
Em algum dia na semana seguinte, a empresa avisou que Marido deveria entrar em contato com a Seguradora e abrir o sinistro.
A Seguradora informou que o Segurado é quem deveria abrir o sinistro e fornecer detalhes ao Terceiro para que desse prosseguimento ao Sinistro. Até aí tudo bem.
Só que esse vai-e-vem de informações durou uma semana aproximadamente até que Marido foi informado que deveria levar o carro para vistoria no dia 21 de dezembro (segunda-feira). Passaram-se 10 dias.
Foi informado também que após aprovação, o serviço seria feito em cerca de 5 dias úteis.
Ontem, 28 de dezembro, Marido recebeu a informação que o reparo não havia sido autorizado porque a vistoria no Veículo culpado não tinha sido feita porque estava em viagem! Marido novamente ligou para a empresa, que informou que a vistoria seria agendada em uma cidade X de MG.
Hoje Marido ligou para a seguradora que informou que o pedido de vistoria ainda não havia sido feito.
Pergunto:
1) Marido não teve culpa no acidente;
2) Marido agiu de boa-fé, registrou BO, entrou em contato com a empresa responsável.
3) Até o momento, a empresa responsável estrapolou todos os prazos estabelecidos e plausíveis.
4) Estamos acordando mais cedo, saindo num carro só, gastando o dobro de gasolina, chegando atrasados nos respectivos trabalhos, carregando Baby de pijama para a casa dos meus pais, chegando tarde em casa, sem tempo para lavar roupa, lavar louça, dobrar roupa, fazer comida, assistir filme; vamos deixar de viajar no feriado, além do stress que é ter o carro parado na oficina sem saber o que está acontecendo.
Diante disso pergunto:
Por que tanta braveza só porque eu quero pedir para um advogado ligar para a empresa responsável e dizer a seguinte frase:
Senhores, um veículo de vocês colidiu com o veículo de meu cliente há quase 20 dias e até agora meu cliente não conseguiu reparar o carro dele. Pior, devido à demora de vocês em agendar uma vistoria no veículo colidido, o carro do meu cliente está retido em uma concessionária aguardando aprovação para o reparo há uma semana. Há uma semana meu cliente está acordando mais cedo, chegando em casa mais tarde, fazendo compras, levando criança, e todos os afazeres diários com um carro só. Nesse tempo, ele está gastando o dobro de combustível, como você pode imaginar e vai deixar de viajar a passeio com a família. E ainda pior: tendo em vista que o veículo em questão foi envolvido em um acidente de trânsito, não deveria estar viajando sem a vistoria do seguro, já que isso pode comprometer o resultado da perícia. Para agravar um pouco mais, a seguradora já informou que a vistoria pode ser feita em qualquer lugar do Brasil, desde que agendada, e os senhores não providenciaram ainda o agendamento. Diante disso eu pergunto: qual é a previsão que os senhores dão para que esse problema se resolva da melhor maneira possível e meu cliente possa entrar 2010 com o carro em ordem?
Simples né?
Pois é.
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Cotidiano
Cena 1:
Ele chega cansado. Reclama que está morto e que o dia foi extenuante.
Ela recosta-se no sofá. Está desembaraçando linha de crochê.
De rabo de olho ela observa o marido deitado no outro sofá. Comenta:
- Por que você já não toma um banho e vai deitar na cama pra dormir?
- Vou ficar aqui com você.
- Mas você já está quase dormindo! Toma seu banho e já deita logo pra dormir. Senão vai dormir no sofá todo torto.
- Tá maluca?
Passam-se alguns minutos. Talvez 5, talvez 10. A esposa escuta o ronco. Nem se dá ao trabalho de olhar. Deve ser maluquice da sua cabeça. Termina sua tarefa. Levanta-se, toma banho e vai dormir.
Cena 2:
Levantam-se pela manhã. O bebê ainda dorme.
Ela prepara o café, ele vai cuidar dos animais.
Cuidadosa ela repete a rotina: prato, pires, xícara, colher de chá, garfo e faca para ambos.
Mesa posta, ela vai acordar o bebê. De passagem pela sala percebe que a manteiga não está no lugar que havia deixado. Imagina que o marido deve ter mexido e não dá muita importância.
Bebê arrumado para escola, todos sentam-se à mesa. Ele procura uma colher para mexer o café. Ela, espantada, afirma veementemente que a colher deveria estar lá. Ele diz que não. Ele pega a colher dela emprestada. Ela procura por toda a mesa. Ela se lembra da manteiga fora do lugar.
Ela:
- Você deve ter usado a colher para alguma coisa. A manteiga não estava aqui.
Ele:
- Estava sim. Eu tirei agora pra pegar o achocolatado.
Ela:
- Não, amor... ela já estava fora do lugar.
Ele:
- Não estava não. Acabei de tirar a manteiga daqui.
Ela levanta-se, vai até a cozinha e descobre a colher no escorredor de talheres. E volta:
- Você usou a colher para pegar aveia. A lata de aveia estava sob o pote de manteiga.
Ele:
- Ah é... agora me lembro.
Moral da história:
Não existe. É apenas para me resguardar caso haja dúvidas a respeito da minha sanidade mental.
Ele chega cansado. Reclama que está morto e que o dia foi extenuante.
Ela recosta-se no sofá. Está desembaraçando linha de crochê.
De rabo de olho ela observa o marido deitado no outro sofá. Comenta:
- Por que você já não toma um banho e vai deitar na cama pra dormir?
- Vou ficar aqui com você.
- Mas você já está quase dormindo! Toma seu banho e já deita logo pra dormir. Senão vai dormir no sofá todo torto.
- Tá maluca?
Passam-se alguns minutos. Talvez 5, talvez 10. A esposa escuta o ronco. Nem se dá ao trabalho de olhar. Deve ser maluquice da sua cabeça. Termina sua tarefa. Levanta-se, toma banho e vai dormir.
Cena 2:
Levantam-se pela manhã. O bebê ainda dorme.
Ela prepara o café, ele vai cuidar dos animais.
Cuidadosa ela repete a rotina: prato, pires, xícara, colher de chá, garfo e faca para ambos.
Mesa posta, ela vai acordar o bebê. De passagem pela sala percebe que a manteiga não está no lugar que havia deixado. Imagina que o marido deve ter mexido e não dá muita importância.
Bebê arrumado para escola, todos sentam-se à mesa. Ele procura uma colher para mexer o café. Ela, espantada, afirma veementemente que a colher deveria estar lá. Ele diz que não. Ele pega a colher dela emprestada. Ela procura por toda a mesa. Ela se lembra da manteiga fora do lugar.
Ela:
- Você deve ter usado a colher para alguma coisa. A manteiga não estava aqui.
Ele:
- Estava sim. Eu tirei agora pra pegar o achocolatado.
Ela:
- Não, amor... ela já estava fora do lugar.
Ele:
- Não estava não. Acabei de tirar a manteiga daqui.
Ela levanta-se, vai até a cozinha e descobre a colher no escorredor de talheres. E volta:
- Você usou a colher para pegar aveia. A lata de aveia estava sob o pote de manteiga.
Ele:
- Ah é... agora me lembro.
Moral da história:
Não existe. É apenas para me resguardar caso haja dúvidas a respeito da minha sanidade mental.
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Romance esculhambado
Marido viajou.
E estou fazendo tudo.
Sabe o que descobri? Faço tudo pefeitamente bem. Só tenho que ajustar os horários, acordar um pouco mais cedo, gasto um pouco mais de gasolina.
E fiquei pensando. Se não estivesse com ele, não estaria morando onde moro, teria arranjado uma academia mais no caminho... talvez mudado algumas coisas. E tudo seria mais prático.
E isso é bom...
É bom ter a certeza de que não estamos juntos por necessidade.
Estamos juntos por vontade.
E apesar da saudade, isso é muito bom.
E estou fazendo tudo.
Sabe o que descobri? Faço tudo pefeitamente bem. Só tenho que ajustar os horários, acordar um pouco mais cedo, gasto um pouco mais de gasolina.
E fiquei pensando. Se não estivesse com ele, não estaria morando onde moro, teria arranjado uma academia mais no caminho... talvez mudado algumas coisas. E tudo seria mais prático.
E isso é bom...
É bom ter a certeza de que não estamos juntos por necessidade.
Estamos juntos por vontade.
E apesar da saudade, isso é muito bom.
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Duro de morrer, de matar, de viver...
Há quem diga que são seres alienígenas. Há quem acredite que fazem parte de uma conspiração terrorista. Há até quem acredite que elas são apenas instrumentos nas mãos de seres mais evoluídos. Mas o fato é que elas são no-jen-tas.
Baratas são seres desagradáveis e conseguem estragar, ou pelo menos atrapalhar qualquer programa. Porque mesmo que não haja pânico instaurado, sempre haverá um macho destemido - ou exibido - e/ou uma mulher a fazer escândalo.
Abre parênteses - ainda que seja apenas um gritinho, será sempre considerado um escândalo pela ala masculina - fecha parênteses.
Já estava eu em estado terminal assistindo o Boris Casoy e criando forças para terminar meu dia nos braços de Morfeu - leia-se cochilando na sala - quando sou surpreendida com uma pancada na lateral do sofá no qual me encontro. Levanto-me de supetão (gosto dessa palavra) e visualizo Marido com um jornal na mão.
- Que é isso, homem! Tá maluco?? - indaguei tão logo recuperei o fôlego.
- Uma barata - revelou Marido com olhos arregalados - Enorme!
- Matou?
- Não.
Era toda a informação que eu precisava para saltar para o outro sofá e deixar que Marido concluisse sua tarefa. De jornal em punho, herculeamente, Marido levantou o móvel, olhou atrás do dito, olhou embaixo, olhou em cima, tirou a manta, ignorando minhas sugestões de pegar o inseticida e meus pedidos de silêncio para não acordar Baby e me deixar ouvir o Bóris.
Finalmente sentou-se no sofá com atitude de dono do pedaço. Súbito (também gosto dessa palavra) Marido pula para o meio da sala, abanando-se tal qual um mamulengo do Recife. Imaginou que a barata estava passeando por seu corpinho. Indignado, sentou-se numa cadeira, de frente para o sofá, jornal em punho, aguardando que a inimiga desse sinal de vida.
Preocupada com a possibilidade do inseto imundo fazer ninho dentro do sofá, ou pior, sair perambulando pela casa à noite e chegar aos meus aposentos ou os de Baby, enfatizei para que meu herói usasse de métodos mais civilizados e ecologicamente incorretos: inseticida. Atendido o pedido da mocinha, Marido descarregou 1/4 da lata embaixo do sofá e mais algumas borrifadas preventivas em volta.
Satisfeito e com ar de superioridade intelecutal, dirigiu-se à área de serviço para guardar a arma mortal. Mas eis que vejo o ser infame - a barata, não o Marido - do outro lado da sala, no alto da parede, na quina com o teto. E calmamente solicito a presença urgente do macho da casa, imaginando que ele viria munido com a arma superpoderosa.
Ledo engano... Marido aparece primeiramente desarmado. Visualiza a nojentinha abrindo asas, querendo voar, faz um muxoxo de quem pensa que sabe o que fazer, traça a estratégia, vai até a cozinha e volta armado... de uma arma primitiva matadora de insetos cuja ineficiência é comprovadamente proporcional ao estrago que pode proporcionar a móveis e objetos frágeis no seu raio de ação: o chinelo. Aliado à falta de mira do algoz e esperteza da vítima, as consequencias podem ser graves. Aconselho a só usarem na total ausência de armas civilizadas ou em caso de urgência, quando a omissão pode ser mais desatrosa que a ação.
Pois bem, Marido me aparece, chinelo em mãos, sobe na cadeira de rodinhas - sim, rodinhas - do computador. Ainda tentei argumentar a respeito da eficiência do inseticida, mas em vão. Marido estava seguro de sua capacidade exterminativa. De um golpe, atinge a desagradável que cai, viva, em cima de Marido. Este, por sua vez, sobre a instável cadeira de rodinhas, tenta esquivar-se do inseto, por pouco não despenca ele também.
A sobrevivente desaparece misteriosamente outra vez e Marido conclui que o único local possível para ela se esconder seria sob o rack. Ele agaixa-se para manter contato visual enquanto eu vou buscar o inseticida. Borrifei em baixo do móvel e decretei: agora ela morre.
Mas Marido não fica satisfeito. Seu orgulho de macho protetor da família quer a certeza da morte do inimigo. Lanterna nas mãos, deitado no solo encontra a morimbunda, bem lá no fundo do móvel, a debater-se no último sopro de vida que lhe resta. Mas Marido precisa imprimir a sua marca pessoal na morte do ignóbil animal, como nos velhos tempos da caverna. Marido pega outra arma primitiva e declara:
- Conhece sinuca de bico? Atenção para o barulho.
E com o cabo do rodo desfere o golpe de misericórdia na pobre alma - yeargh. Levanta-se, cabeça erguida, sorriso nos lábios. Agora sim, seu orgulho masculino estava recuperado e ele volta a ser o herói da família.
Fim.
Baratas são seres desagradáveis e conseguem estragar, ou pelo menos atrapalhar qualquer programa. Porque mesmo que não haja pânico instaurado, sempre haverá um macho destemido - ou exibido - e/ou uma mulher a fazer escândalo.
Abre parênteses - ainda que seja apenas um gritinho, será sempre considerado um escândalo pela ala masculina - fecha parênteses.
Já estava eu em estado terminal assistindo o Boris Casoy e criando forças para terminar meu dia nos braços de Morfeu - leia-se cochilando na sala - quando sou surpreendida com uma pancada na lateral do sofá no qual me encontro. Levanto-me de supetão (gosto dessa palavra) e visualizo Marido com um jornal na mão.
- Que é isso, homem! Tá maluco?? - indaguei tão logo recuperei o fôlego.
- Uma barata - revelou Marido com olhos arregalados - Enorme!
- Matou?
- Não.
Era toda a informação que eu precisava para saltar para o outro sofá e deixar que Marido concluisse sua tarefa. De jornal em punho, herculeamente, Marido levantou o móvel, olhou atrás do dito, olhou embaixo, olhou em cima, tirou a manta, ignorando minhas sugestões de pegar o inseticida e meus pedidos de silêncio para não acordar Baby e me deixar ouvir o Bóris.
Finalmente sentou-se no sofá com atitude de dono do pedaço. Súbito (também gosto dessa palavra) Marido pula para o meio da sala, abanando-se tal qual um mamulengo do Recife. Imaginou que a barata estava passeando por seu corpinho. Indignado, sentou-se numa cadeira, de frente para o sofá, jornal em punho, aguardando que a inimiga desse sinal de vida.
Preocupada com a possibilidade do inseto imundo fazer ninho dentro do sofá, ou pior, sair perambulando pela casa à noite e chegar aos meus aposentos ou os de Baby, enfatizei para que meu herói usasse de métodos mais civilizados e ecologicamente incorretos: inseticida. Atendido o pedido da mocinha, Marido descarregou 1/4 da lata embaixo do sofá e mais algumas borrifadas preventivas em volta.
Satisfeito e com ar de superioridade intelecutal, dirigiu-se à área de serviço para guardar a arma mortal. Mas eis que vejo o ser infame - a barata, não o Marido - do outro lado da sala, no alto da parede, na quina com o teto. E calmamente solicito a presença urgente do macho da casa, imaginando que ele viria munido com a arma superpoderosa.
Ledo engano... Marido aparece primeiramente desarmado. Visualiza a nojentinha abrindo asas, querendo voar, faz um muxoxo de quem pensa que sabe o que fazer, traça a estratégia, vai até a cozinha e volta armado... de uma arma primitiva matadora de insetos cuja ineficiência é comprovadamente proporcional ao estrago que pode proporcionar a móveis e objetos frágeis no seu raio de ação: o chinelo. Aliado à falta de mira do algoz e esperteza da vítima, as consequencias podem ser graves. Aconselho a só usarem na total ausência de armas civilizadas ou em caso de urgência, quando a omissão pode ser mais desatrosa que a ação.
Pois bem, Marido me aparece, chinelo em mãos, sobe na cadeira de rodinhas - sim, rodinhas - do computador. Ainda tentei argumentar a respeito da eficiência do inseticida, mas em vão. Marido estava seguro de sua capacidade exterminativa. De um golpe, atinge a desagradável que cai, viva, em cima de Marido. Este, por sua vez, sobre a instável cadeira de rodinhas, tenta esquivar-se do inseto, por pouco não despenca ele também.
A sobrevivente desaparece misteriosamente outra vez e Marido conclui que o único local possível para ela se esconder seria sob o rack. Ele agaixa-se para manter contato visual enquanto eu vou buscar o inseticida. Borrifei em baixo do móvel e decretei: agora ela morre.
Mas Marido não fica satisfeito. Seu orgulho de macho protetor da família quer a certeza da morte do inimigo. Lanterna nas mãos, deitado no solo encontra a morimbunda, bem lá no fundo do móvel, a debater-se no último sopro de vida que lhe resta. Mas Marido precisa imprimir a sua marca pessoal na morte do ignóbil animal, como nos velhos tempos da caverna. Marido pega outra arma primitiva e declara:
- Conhece sinuca de bico? Atenção para o barulho.
E com o cabo do rodo desfere o golpe de misericórdia na pobre alma - yeargh. Levanta-se, cabeça erguida, sorriso nos lábios. Agora sim, seu orgulho masculino estava recuperado e ele volta a ser o herói da família.
Fim.
Marcadores:
casa,
comportamento,
ecologia,
Esculhambação,
Marido
Assinar:
Postagens (Atom)