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sábado, 1 de outubro de 2011

Procurando Nemo

Essa aconteceu em no tradicional churrasco de final de ano da galera, em dezembro. Dessa vez, Marido e eu não estivemos presentes pois éramos padrinhos de um casamento no mesmo dia.   Mas nos fizemos muito bem representar. Amiga que quebrou o pé, amigo que chegou em casa com o dente quebrado e não sabe como, celulares e casacos apareceram em carros alheios... Mas talvez a melhor crônica do churrasco tenha sido a volta pra casa do meu irmão, Dunga.

Dunga estava hospedando um colega baiano bastante simpático e lá se foram os dois para o famigerado churrasco. O baiano não bebe nem uma gota de álcool o que o qualifica automaticamente como o amigo da vez. Ao contrário do Baiano, Dunga bebe. Afinal, não veio ao mundo a passeio. E bebeu muito no tal churrasco. Dentre outras peripécias impublicáveis, falou besteira, empurrou gente na piscina, essas coisas saudáveis que bêbado faz.

Baiano, vendo o estado de seu anfitrião, tratou de confiscar as chaves do carro. E ficou assistindo o circo de camarote. E Dunga bebendo. Até que Dunga deu P.T. Perda Total. E Baiano decidiu levá-lo embora. O único detalhe, é que ele não sabia o endereço e não se lembrava direito do caminho. E Dunga capotou no banco do carona.

Por sorte, saindo do estacionamento, eles encontraram uma outra figura que estava no churrasco: Dory (lembram-se de "Procurando Nemo"? A peixinha que sofre de perda de memória recente? Lembram-se da cena na qual ela diz  que viu o barco???? pois é...). Dory, prestativo, disse que iria guiar nosso ilustre visitante até a casa do manguaça capotado. Disse... mas esqueceu que disse. Esqueceu da vida. Esqueceu do mundo. Esqueceu até que estava bêbado. Foi seguindo o rumo de casa... da casa dele! Dory! E Baiano seguindo atrás, começou a perceber que o caminho não era aquele.

Tentou acordar Dunga. Em vão. Tentou de novo "ei cara! Diga aí onde você mora!" Mas Dunga havia incorporando uma entidade mal humorada, o espírito de Seu Lunga! E respondia, a cada pergunta do motorista Baiano perdido: "Não vou falar não".

"Que é isso, Dunga! Sou eu, o Baiano! Diga aí onde você mora!"

Dunga apenas cruzava os braços, virando-se de costas, e dizia: "não vou falar... Cara chato!"

Fico aqui imaginando a situação de um cidadão, em uma cidade desconhecida, sóbrio, às 4h da manhã, sendo obrigado a conduzir um bêbado que se recusa a dar informações sobre seu domicílio no qual o heróico cidadão encontra-se hospedado e tendo por guia um sujeito que não sabe pra onde está indo. Pânico?

Baiano, enquanto tentava obter alguma informação de Dunga, esforçava-se para chamar a atenção de Dory, com faróil alto, emparelhando o carro, gritando, acenando e buzinando mas, tal qual na animação, Dory pisou fundo no acelerador de seu A3. Baiano resignou-se e foi seguindo Dory até em casa. Afinal, a única pessoa naquele momento que poderia guiá-lo até a casa de Dunga, era Dory.

"Acorda, Dunga! Eu não sei onde nós estamos!"
"Que foi? Não vou falar não."
Chegando ao prédio de Dory, Baiano finalmente conseguiu interceptá-lo. Dory pediu mil desculpas (bêbadas), entrou no carro novamente e foi guiando até o destino. Só que Dory não sabia o endereço. E cheio de cachaça na cabeça, também não se lembrava direito do caminho. Cinco horas da manhã... dia quase amanhecendo. E dois carros suspeitos rondavam todas as ruas do "bairro". Entrando em todas as quadras, quase todos os conjuntos, na tentativa de encontrar a residência de Dunga, que repetia "não vou falar onde eu moro! já disse que eu não vou falar! cara chato!!!"

terça-feira, 1 de junho de 2010

Gripe

Funciona assim.
Existem algumas coisas que eu simplesmente me recuso. E uma delas é ficar gripada, resfriada ou outra doençazinha qualquer que em tese impedem qualquer tipo de diversão mas não é "motivo" para faltar ao trabalho.

Daí a criatura se levanta da cama com o auxílio de um guindaste, toma uma aspirina, espirra, assoa nariz, tosse, entra no carro, ou caminha até a parada de ônibus, chega no trabalho, espirrando, tossindo, nariz escorrendo, atende telefone e a pessoa do outro lado se compadece, todo mundo fica com pena do coitado e, claro, receita remédios caseiros que NUNCA funcionam exceto para a pessoa que indicou.

Abre parênteses: a não ser o meu chá milagroso com gengibre, canela, cravo, noz moscada, adoçado com mel e acrescido de algumas gotas de limão. Também funciona a gemada com os mesmos ingredientes, exceto limão. Esses são tiro-e-queda. Fecha parênteses.

Pois então... todo mundo se compadecendo do infeliz, inclusive ele próprio, mas ninguém, muito menos o chefe, vai ter a decência de dizer pro coitado tirar o dia de folga pra ficar embaixo do cobertor. Nunca! O pobre vai tomar overdose de aspirina, mas vai continuar trabalhando.

E a não ser que uma febre ou uma inflamação na garganta resolva piorar um pouquinho o quadro, ou que seja constatado um caso de H1N1, NENHUM médico vai dar atestado pra resfriado.

E isso tudo é muito injusto.

Injusto por quê? Porque quando o infeliz está numa situação lastimável dessas, vai dizer para todos os amigos que não vai sair, não vai beber, não vai nem dar umazinha. O sujeito só vai querer dormir e dormir e dormir. Embaixo de um cobertor, bem entendido, e sem ninguém pra atrapalhar.

Pois eu me recuso a ficar nessa situação. Se a gripe quiser vir, tudo bem. Mas se eu posso trabalhar, também posso me divertir. Simples assim. Tomo uma talagada de biringuela com mel e limão e tô pronta pra outra.


Tá lendo isso aí, resfriado, sinusite, gripe? Sai deste corpo que não te pertence porque EU não vou deixar você me derrubar. Xô Xô!!!!

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Para não esquecer

Há muitos anos atrás, eu e Marido ainda namorávamos, e fizemos um pequeno passeio a Pirenópolis (adoro), cidade do GO a 180km de Brasília. Era uma coisinha romântica, camping (como eu era saudável...), cachoeiras, jantares a luz de velas, etc.

No dia da volta, estávamos já saindo da cidade quando ele pergunta o que faríamos. E eu, serelepe, disse:

- Vamos pra Corumbá?

Pausa para explicação. Corumbá fica a uns 50 km de Pirenópolis no caminho pra Brasilia. Também tem cachoeiras mas eu não conhecia. Pensei em dar uma passada na cidade só pra dizer "oi".
Fim da pausa.

Mais que depressa ele deu meia volta no carro e imbicou pro centro de Pirenópolis novamente. E eu sem entender. Perguntei onde ele estava indo e ouvi a incrível resposta:

- Ué! Você não queria procurar um bar?

Minha fama de pinguça já era forte na época né?
Enfim...

Escrevi este post porque não aguento mais Marido me perguntar de tempos em tempos (tipo, a cada 6 meses) "Quem foi mesmo que queria procurar um bar?"
Colocando aqui, ele olha e talvez se convença de que eu queria ir pra Corumbá. E ele... bem...

quinta-feira, 6 de maio de 2010

O Casamento

O Casamento foi assim. O Noivo nos convidou para padrinhos. E nós aceitamos porque Noivo é superamigo de Marido. E porque ele é legal. E porque a família dele também é legal. E porque nós o amamos!

E nós estávamos preocupados com questões básicas tais como: roupa dos padrinhos, roupas das madrinhas, cores de vestidos, se o casamento iria ser chic, se iria ser simples, onde seria a recepção, em suma, Como deveríamos nos vestir.

O Noivo, que é bacana, dizia assim:
- Não sei não. Só sei que eu vou de preto e a noiva vai de branco.

Esculhambação né? Não. Noivo falou que a recepção seria numa chácara. E eu já tinha escolhido o vestido. Masssss como eu já conheço a figura, coloquei outro vestido, mais simples, na mala.

Noivo foi buscar-nos na Rodoviária. Só então descobri que devido a problemas técnicos, a festa seria num buteco mesmo! Obaaaaaaaaaaaaaaaa! Agora sei o que usar!

Marido esqueceu o sapato em casa. (Ô esculhambação, gente!) Pedimos pra irmão Dunga levar um par. Irmão Dunga esqueceu também. Mas eis que o Noivo tinha dois pares! E emprestou um pro Marido. E Neguin esqueceu a meia. E a mãe do Noivo emprestou um par. Neguin também foi padrinho.

Pior foi a madrinha que não foi. Era assim: uma das meninas era madrinha. Só esqueceram de avisá-la. Mas isso não é nada. Pior forem ter esquecido a noiva. É, porque todo mundo que poderia buscá-la também era padrinho. E esqueceram de designar o motorista oficial. Ainda bem que tinham vários carros para ir buscá-la. A noiva não atrasou.

Mas chorou. E eu que já estava derramando discretas lágrimas entornei um rio! Havia esquecido o lenço. Logo no início da cerimônia, antes da noiva entrar, pedi pra Marido (que se divertia com o celular tirando fotos... NO ALTAR!) para que mandasse uma mensagem para Irmão Dunga informando da minha precária situação:

Esculhambada vai chorar. Favor providenciar um lenço urgente!

E Dunga, meu mui amado irmão, respondeu:

Cada lágrima é um flash!

Foram muitas lágrimas. E a noiva ainda gagejou na hora da "fidelidade". E eu choreeeeeiiiiiii!


Esculhambações à parte (afinal é disso que o blog trata), o casamento foi lindo! Rápido, simples e lindo. A noiva estava linda, radiante e feliz. E nós ficamos muito honrados e felizes de ter participado de tudo: da cerimônia, da festa, das esculhambações; e até contribuido pra isso. Porque os dois são lindos e fofos e merecem ser felizes para sempre.

Mangua, churras, esculhambação

Bom, o churrasco foi no local que seria a recepção. Uma fazenda muito bacana, lindinha de viver, um sonho. Família toda reunida e dá-lhe cerva... e pão de queijo... e cerva... e pão de queijo...

E a dona da casa, irmã do Noivo resolveu servir um tira-gosto. Era pinhão picadinho temperado com shoyo e mais outras coisinhas. Delícia!

Pois Liquid Paper estava todo feliz achando que tinha inventado moda colocando o pinhão no pão de queijo quando Baixin falou:

- Ué! eu já fiz isso ó! Já coloquei a linguiça no pão de queijo.

Praquê. Baixin nunca mais foi o mesmo. Toda vez que chegava uma linguiça, ele era o primeiro a ser chamado. Nem preciso dizer que linguiça virou pinhão até o fim do churrasco.

Teve uma galera que dormiu. Irmão Dunga, porque precisaria dirigir de volta, Marido, porque tinha dormido antes de todo mundo e por isso precisava dormir mais (GALHO FRACO) e outros. Mas eu não. Eu sou tora. Bebi, bebi e bebi. E estava bem. Comi, comi e comi. E bebi mais um pouquinho. E estava tudo bem. Cinco horas o Noivo nos deixou na Rodoviária de novo. E compramos mais bebida. E compramos gelo. E eu bebi e bebi e bebi no baú... e contei história, e falei palavrão... e arrumei casamento pra Liquid Paper e... e... e passei mal. Golfei e dormi. Acordei sóóóóóó no dia seguinte. 4h da manhã. Dormi feito um anjinho... tão bonitinha!

Viagem, casamento, galera... FUN!!!!

Fim de semana fomos pra Poços de Caldas - MG (pronuncia-se PóssssdCaldsssss Minssss) pro casamento do Cumpadi Franco. Contarei em três etapas: primeiramente as esculhambações da viagem, segundamente (Ui) as do churrasco e terceiramente (ui ui) as do casório.

Dessa vez fomos só eu e Marido porque seria muita correria. A cidade não tem aeroporto comercial e ir de carro seria muito cansativo. Fomos de ônibus: uh-hu pegá Baú!

A troupe de Brasília envolveu Neguin, Baixin, Choça, Liquid Paper, eu e Maridão. Família Santo foi de carro mesmo, mas não aproveitou tanto quanto a galera do baú. Pra começar, logo na saída, Liquid e Neguin estavam atrasados. Tivemos que pedir pro motora (bem legal, diga-se de passagem) esperar. Eles esperaram, ônibus estava vazio, todo mundo foi compreensivo. Mas eis que chegam as duas figuras: Neguin correndo na frente, quase sem fôlego, esbaforido, carregando um pacote maior que a sua própria pessoa. Gargalhada no ônibus! E o outro a passo manso... lá atrás, parecia não se importar muito com o atraso.

A viagem foi tranquila, mas o ônibus não era leito e ficou um pouco incômodo para dormir. Como estava vazio, cada passageiro se apossou das duas poltronas e se acomodou como pode. Mas se não fossem as bem compradas latinhas e garrafinhas de cerveja, não seria possível aguentar a viagem.

Chegamos em Pósssss sem maiores problemas às 8h da manhã. O noivo foi buscar-nos na Rodoviária de onde seguimos para o lar oficial dos nubentes. A diária no hotel era a partir das 12h. Café da manhã, conversa com pai, mãe, tia, sobrinha etc, família toda reunida e bagunçando, cerveja (é, galera... o povo bebe!!!) às 10h da manhã. E Santo ligou dizendo que iriam pra lá também. Casa grande né? Decidimos dar um rolé pela cidade. O Noivo emprestou moto e carro e todos ficaram felizes (principalmente eu e Marido que nos apossamos da Freewind). Isséquéamigo, sô!

Depois do casório, a galera foi pra uma Cachaçaria. Enchemos a cara e a barriga e amiga Choça ensandecida decidiu que um casamento assim deveria ser comemorado direito (dou o maior apoio). "Eu quero forrrrroóóóóóóóóóó'" dizia ela.

Cunhada do Noivo, cheia da razão (caipirinha, cerveja, etc) informou que tinha uma amiga que sabia de tooooooooodddddooooosssss os lugares bããããããããaãããaããããooooo da cidade. Como bêbado é uma desgraça mesmo, e muito bêbado reunido é pior ainda, demoramos quase uma hora pra sair de lá e decidir o local. Noivo que não é brincadeira, tomou uma decisão e disse: "Sigam-me os bons!". Nóis é bom! Nóis foi!

E não é que o local era maneiríssimo! Tinha uma bandinha tocando (marromeno) e bastante gente sem estar lotado insuportável. E eis que chega a tal "Amiga" que sabia das coisas. Chamaremos de Bi. A mulher já chegou se achando e botando banca. Mas eu e Choça estávamos muito alegres e felizes pra botar reparo. Só cuidei de deixar Marido beeeeemmmm longe da dita.
E fomos procurar o "cara da banda" pra pedir pra eles cantarem parabéns pros recém-casados.

Dizem que ela deu mole pra todos os machos. Dizem também que ela foi bastante mal educada. Dizem que ela ouviu muito de um dos meninos que caiu no "mole" e tomou um toco. Também ouviu coisas desagradáveis de quem tinha sido destratado por ela. Mas Bi, no final da noite, achou de botar banca... pra cima de mim!!!!!

Bom... se tem uma coisa que eu não tolero é gente folgada. Isso me dá nos nervos! Pois a mulher não estava toda toda contando que tinha enchido a cara e que não ia pagar nada!?!?! Que ela era muito boa e que por isso bebia sem pagar. E na sequencia, Bi resolve abraçar o Marido da tal Cunhada. E a pobre gritava:

- Choça! Acode! Ela tá agarrando meu marido! Choça, me ajuda!

E eu que já não estava muito boa falei:

- Ela não pode te ajudar não porque ela está com meu irmão. Tem que tomar conta dele!

Bastou. Coloquei meu irmão no encalço de Choça que, sem saber o que estava acontecendo continuava perguntando pra Cunhada do Noivo onde estenderíamos a noite. E eu brigando:

- Choça! Não vamos pra lugar nenhum. Vamos pro hotel! Nada de esticar noite coisa nenhuma! Oooooras!

E voltamos pro Hotel. O porteiro nunca riu tanto na vida. Um bando de bêbado chegando e as mulé não conseguiam encontrar o cartão de identificação do hotel. Meu marido pegou, moço... e não quer me devolver! E a outra: o meu táqui... massshhhh eu não consigo pegá não! Neguin e Baixin tinham ido mais cedo pro quarto, então a galera passou no posto, comprou umas cervas e fizemos uma reuniãozinha básica no MEU quarto. Marido apagou. Teve direito a fotos, vídeos, besteira. E a festa acabou às 3h da manhã (junto com a cerveja).

Dia seguinte teve churrasco. E mais esculhambação.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Eu tenho tanto pra te falar...

Vamos às atualizações desse blog desatualizado.


1) Carnaval.
Como passamos o Carnaval em Brasília, resolvi fazer uma festinha. Voltada para a criançada, mas como os adultos sempre vão de penetra... O resultado foi feijoada com bastante cerveja e caipirinha + pizza e refrigerante, confete, serpentina, marchinha de carnaval em cds infantis, piscininha de 1 metro quadrado, máscaras, boás, colares havaianos, bola, giz de cera e massa de modelar.

A criançada se divertiu bastante e devo dizer que havia confete até no meu banheiro. Devo confessar também que a festinha foi na segunda, mas eu esperei até a quinta para a faxineira dar um jeito na casa.

Mas os adultos... bem...
Basta dizer que o Chefe de Família arranjou uns pedaços de lona, jogou sabão, colocou tudo na rampa do desvio do terreno e a diversão foi garantida... principalmente pra quem assistia os marmanjos se esfolando no escorregador improvisado. A festa durou até as 3h da manhã, com direito a amigas lavando louça (Gente, lavar louça depois da festa faz passar a bebedeira. Juro! A gente lava louça e fica boazinha). E tinha gente esparramada no chão da minha sala em colchonetes, no sofá... e até num colchãozinho de criança que era a metade do tamanho da foliã.

E Marido já comprou uma lona de 20m pro aniversário dele. Aguardem.


2) Clube da Lulu
Funciona assim. A mulherada sai, fala besteira, bebe e volta pra casa mais feliz.
A minha felicidade dura assim... cerca de 12h. Até a hora de acordar.
Porque no momento que eu abro o olho dou de cara com um bico... assim, de 2 metros. Uma tromba de elefante (Ui!). A tromba e as patadas duram cerca de 3 dias. E as indiretas, umas 2 semanas. É só o tempo da gente marcar outro!

Uh-hu!!!

3) Avariando
Já contei que Marido avaria quando está dormindo. Tá. Mas eu também. De vez em quando... assim, em momentos cruciais da vida.
Sábado foi assim: estávamos eu e Baby deitados pra tirar o cochilinho da tarde. Eu queria contar a história dos Três Porquinhos. E estava morta de sono. Segue o trecho:

Era uma vez três porquinhos. Um era muito esperto e trabalhador e se chamava Pedrito. O outro se chamava Palito e o outro se chamava Palhaço. O Palito e o Palhaço eram muito brincalhões e também muuuuuito preguiçosos. Um dia, os porquinhos resolveram cada um fazer sua casinha. E o porquinho Pedrito, o mais inteligente, avisava os porquinhos para tomarem muuuuuito cuidado porque na floresta tinha o Lobo Mau! Que gostava de comer porquinhos! Então ele dizia assim:


- Olha, tomem muito cuidado com o lobo mau! Vocês tem que construir uma casinha beeeeemmmm forte pra ele não entrar. E não entrem muito na floresta. E se tiver orkut, não adiciona ele!!!


Neste momento acordei. Funciona assim: histórias de ninar. Para crianças e adultos.

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Megachurras

Foi dia 19 de dezembro, sábado.
Deixamos Baby na casa dos avós, tomamos Engov e fomos para o churrasco.
Banda super-10 tocando rock n'roll muito bacana!

Depois de um tempo começaram as demências. Não sei se foram as canecas que fizeram a galera beber mais rápido, não sei se foi a emoção, não sei se foi a falta de comida no estômago (tinha carne, mas a galera estava mais preocupada com a birita) ou se foi o jalala. O fato é que não faltou muito para mulheres cairem na lama, homens dormirem no chão, pais de família jogados nas cadeiras, e bateristas dormirem na beira do lago. E o dia seguinte amanheceu com a disputa de quem tinha o pé mais sujo. Vários Frodos estavam presentes. E até hoje meus pés estão encardidos. Algumas pessoas, escaldadas com o churrasco anterior, foram de tênis e decretaram: "é um tênis velho mesmo, depois eu jogo fora!" 

Agora as fotos começaram a aparecer. E os comentários são sempre parecidos com "eu não me lembro disso".

Pois é. Ano que vem tem de novo!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Corrida de bêbados

E aí que a galera não estava botando muita fé no evento.

E aí que eu fui ver a 1a Corrida da Cerveja em Brasília.
E aí que tava todo mundo lá.

Tinha gente vestido de melancia, gente de fralda, gente normal, gente com criança, gente com carro de som, gente com som de carro, gente carregando cerveja em bote inflável, gente vestido de super-heroi, gente com dinheiro nas meias, gente de peruca, gente com melancia enfiada na cabeça, Bins Ladens, cowboys e cowgirls, metaleiros com roupas coladas... tinha de tudo. Me senti no Pacotão dos anos 70 -80.

Ô cidade pra ter bêbado... no bom sentido, claro. Acho que nem a organização do evento esperava tanta gente. Tanto que a maioria ficou por ali mesmo bebendo cerveja e esqueceu de correr. Correr pra quê? O negócio é beber!

Tinha blitz por todo lado pra pegar os bêbados desavisados, mas o astral estava tão bom que enquanto estive lá, de 11h às 14h, não vi nenhuma confusão.

E aí?
E aí que se ano que vem tiver de novo, eu vou traveiz!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Ramonesmania

Marido é fã dos Ramones e C.J. Ramone, (único sobrevivente da última formação) veio à Brasília dia 10 de julho. Claro que não poderíamos deixar de ir.

O show foi muito bom. Acho que cerca de 1000 pessoas compareceram ao evento. Eles fizeram o serviço direitinho e foi legal ver os caras. Muita energia, muita empolgação. Como pontos negativos, apenas a altura do palco (muito baixo) e o fato do show ter durado apenas 1h. As músicas são curtinhas, com mais cinco minutinhos eles poderiam ter tocado pelo menos mais três clássicos. Particularmente eu gostaria de ter ouvido Rockaway Beach, Happy Family, I don't wanna grow up, I don't care, I wanna be well, Locket Love, Little Ramona e I Believe in Miracle. Mais 10 minutos e encerraria a fatura. Mas valeu muito a pena. Muito mesmo.

Principalmente pelo show exclusivo que assistimos: MARIDO a.k.a. B.R. Ramone (Bêbo Réi Ramone).

Logo de manhã cedo, ele estava empolgadíssimo! Divertido ver um marmanjo agir com o adolescente. Lembrei que eu senti a mesma coisa quando o Iron veio. É uma coisa realmente inexplicável. E olha que eu nem sou fã histérica.

Por volta de 11h da manhã, li em algum lugar que o C.J. estaria na Fnac, no Park Shopping, distribuindo autógrafos das 14h às 16h. Avisei pro Marido que ficou empolgado. O problema? Baby tinha festinha junina na escolinha a partir das 14h. E ele era o responsável por levar o infante e ficar com ele pelo menos até a hora que eu saio da Senzala (15h30).

No final tudo deu certo. Marido saiu do trabalho no Centro , foi até a Mansão, situada em um dos extremos da cidade, pegou o LP-bolachão e levou para o Ramone caçula autografar na ponta sul de Brasília. Pegou o autógrafo, correu até a creche Vovô Feliz (casa dos meus pais, também conhecida como Imperialismo) no extremo norte, pegou Baby, levou pra escolinha - encontrei com eles lá - depois levou Baby de volta pro Imperialismo e correu pra Mansão, do outro lado da city... ufa! Até eu cansei. Isso tudo em cerca de 4h. Deve ter dado uns 200 km rodados, considerando que foi ele que levou Baby pra Creche Vovô Feliz pela manhã.

Esqueci de comentar que os dogs haviam trucidado uma incauta galinha que adentrou o terreno. E Marido limpou tudo na hora do almoço quando foi buscar o LP.

Mas ainda não acabou a correria. Apenas uma pausa para tomar banho, trocar de roupa, alimentar os animais, colocar um isopor com seis cervas no carro e iniciar o percurso: dois aniversários, uma comemoração de final de doutorado e o tão sonhado show. Start no cronômetro, vamos lá:

Dessa vez eu dirigi porque Marido já havia iniciado os serviços etílicos. Traslado 30 min, permanência no aniversário X: 15 minutos - traslado 10 min - permanência na comemoração de doutorado: 15 minutos - traslado 20 minutos - permanência no aniversário Y: 20 minutos (com direito a errar o caminho) e rumo ao show. Marido já havia entornado algumas cervejas. Estava alegrinho e empolgadinho.

Chegamos no show por volta de 23h. Encontramos a galera. A galera era portadora do néctar:
Jack Daniels. O TUDO DE BOM... O MEU PREFERIDO! Tudo bem... é por uma boa causa, mantive a linha e não bebi. Em compensação... Marido tomou muito. Bebeu por nós dois.

Começou o show. Duas músicas e Marido já cresceu pra cima de um sujeito que vinha em minha direção. Eita que a adrenalina tá subindo! Eles tocam Beat on the Brat - empolgação geral, bagunça total. E Marido berrando as músicas. E Marido bebendo...

Lá pelo meio do show ele pede: "Beat on the Brat, Beat on the Brat". Eu e nossos companheiros inultilmente tentavamos avisá-lo que a música já havia tocado. Mas ele continuava na sua convicção pedindo pela música. Então comentei que queria ouvir Surifin' Bird... e Marido começou a gritar SARFINBARDÊÊÊÊÊ!!! SARFINBARDÊÊÊÊÊ!!!!

Pergunto-me se CJ Ramone pudesse ouvir o clamor de Marido, será que conseguiria entender o nome da música? Enfim, deixa pra lá.

Fim do show, ficamos um pouco por lá enrolando, ele bebendo... até que seus olhos começaram a ficar trocados e suas pernas davam sinais de que não iriam sustentar o peso do corpo por muito mais tempo. Fomos embora. No caminho até o carro ele declarava em meio a risos:
- Amorrrrrrrr!!! Eu não connnnnnshhhhigo andar em linha reta!!! Eleshhh vão me atropelaaaaaaaaaarrrrrrrrrr! Por que minhas pernashhhh não me obedecem??????????? Eu me lembro que o carrrrrrrroooo esxhhhhhhtava poooorrrrrrrrrraaaaaliiiiiiii. E que tem que sair de freeeennnnnttttthhheeee.

Mas foi no caminho para casa que as coisas mais legais aconteceram. Pra começar perguntou-me se tínhamos ficado no show até o final.

Abre parênteses - Como assim? O sujeito vai para o show da banda preferida dele e não sabe se ficamos até o final? - Fecha parênteses.

- Sim, amor... depois que acabou o show, ficamos conversando com a galera cerca de meia hora. O show foi rápido! Acabou cedo. E por que alguém sairia antes do fim do show?

- Politica, amor... você não entende nada de política.

E continuou falando histórias totalmente sem sentido, até que ordenou que eu fosse mais devagar, afinal, a genttthhhheee sabe que carrrrro 1.0 só vai no máááááxxxximo até 5a ou 4a. Interessante. Perguntei se o carro dele tinha 6a marcha. Ué... tem carrrrrroooo que teeeemmmm, oras... Tem carro da Fiatttthhhh que temmm... Ahtah.

- Amoorrrrrrr... como é o nome daquele negócio redondo?
- Hein????
- O nome... do Franklin... aquele negócio redondo que tem no meio da pishhhhttaaaaa.... Aquele... Franklin!
- Redondo, pista... só pode ser placa?
- Naaaaaummmmmm Franklin... isso que a gente está fazendo agora!
- BA-LÃO?????
- IIIISSSSHHHOOOO! BALÃO FRANKLIN!!!!

Meu alerta vermelho estava querendo ligar... De onde ele tirou que balão (rotatória) se chama Franklin?

Mas a pior parte chegou:
- Amorrrrrrrr!!!!! A gggenthhe foi pro show?
PARATUDO! CASO DE INTERNAÇÃO!
É que eu não sei se a genttthhheee está subindo ou descendo!!!! A genthe já foi pro show né... estamos voltando pra casa, é?
Não sei do que vocêssshhhh estão rindo! Isso é uma dúvida muito comummmm! A pessoa não sabe se já foi ou se tá voltando...

- Vocês quem, cara pálida! Estou só eu aqui!

- Tipo quem?????

E capotou até em casa deixando-me em dúvida se o melhor não seria tê-lo levado para um hospital. O resultado foi que meu pai, após saber da história, mudou a letra da música Unforgetable. Agora é: I'm imprestable ...

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Iron Remembrance

Pois é.
Enchi a cara no Show do Iron.
Mas não perdi um segundo do show.
Um acorde, uma nota.
Tá tudo gravado aqui na cachola.

Mas quando o show acabou e a adrenalina baixou, foi a vez do álcool subir.
Briguei com marido, xinguei irmã... enfim...
PT.

Mas o que mais me intriga é que quando entrei no banheiro pra tirar as lentes...
... elas já haviam sido tiradas!
Incrível!
Não sei como... não sei quando... mas eu entrei no banheiro, tirei as lentes...
e depois voltei pra tirar de novo.

Será que é caso de hospício?

sexta-feira, 27 de março de 2009

Conclusão

Marido deu o ar da graça.
Estava se escondendo na casa da sogra.
Interessante... acho que vou adotar essa tática quando quiser me esconder dele.

Enfim...
Decidiu-se por um bar novo... diferente... Inauguraram ontem...

Enganei todo mundo!
Vamos comemorar o aniversário do meu amado no bar cujo nome remete à cidade de residência de uns personagens pré-históricos da Hannah Barbera. Aliás, bar que frequentamos desde antes de começarmos a namorar. Desde MUITO ANTES de começarmos a namorar.

Vai ser bom rever os garçons nossos amigos que devem estar com saudades.
Vai ser bom tomar aquela cervejinha gelada e comer aquelas porções generosas de isca de frango, calabresa ou batata frita.
Mas aí eu pergunto...
O que tem de diferente nisso????


Como eu sofro! Como eu soooooooooofroooooooooooo!

segunda-feira, 9 de março de 2009

Amigos

Meus amigos são mais esculhambados que eu mesma. Por isso minha vida é uma constante raiz quadrada de 69. Sem maiores comentários, segue o diálogo:

Chefinho diz: Madame!

Damine diz: Bom dia, Senhor Ranzinza. Beleza?

Chefinho diz: Por que ranzinza?

Damine diz: Ontem você estava reclamão.

Chefinho diz: Eeeeeeeeeeeeeeeeeeeuuuu! Que absurdo!(...)
E aí gostaram do serviço de buffet "L & G"?
(Chefinho e sua esposa nos brindaram com o serviço de churrasqueiro e arroz à piemontesa).


Damine diz: Muito bom.Excelente. Vou até pegar a receita do arroz.

Chefinho diz: Fornecemos tudo... até número de palhaço cair da cadeira, por exemplo. (Ele levou um tombo fenomenal).

Damine diz: De brinde, né?

Chefinho diz: Vocês reclamam de mim, mas se divertem a minhas custas.

Damine diz: Ué... mas todo mundo reclama de todo mundo, oras. Chama-se amizade + intimidade, que no final de contas, é uma merda.

Chefinho diz: Mas vocês reclamam mais de mim! Sou um injustiçado!

Damine diz: Sei... Por que você não reclama no Sindizade - Sindicato dos amigos?

Chefinho diz: Esse sindicato é tendencioso. Manipulado por um pequeno grupo que controla as ações e persegue os companheiros stressados. Eu vou montar uma força de oposição!

Damine diz: Ou talvez você deva entrar para a ASI - Associação dos Stressados Incompreendidos.

Chefinho diz:
SSI - Sindicato do Stressados Injustiçados
SSII - Sindicato do Stressados Incompreendidos e Injustiçados
Já estou preparando os estatuto. Pense na assembleia desse sindicato! Tem que revistar os companheiros.


Damine diz:Quero ver a votação do estatuto!

Chefinho diz: E a eleição? (...) Acho que não vai dar.Esse sindicato nasceu para ser desfeito na primeira assembleia.

Damine diz: Verdade... vai ser um sindicato de um membro só.

Chefinho diz: É...de quem sobreviver à pancadaria!Vou continuar filiado ao Sindizade...mas mantendo minha postura de questionar o autoritarismo e a perseguição ás minorias.

Damine diz: Tá. Melhor ainda. É bom que no Sindizade as assembleias são em local aprazível com comida e bebida de boa qualidade. As decisões são tomadas por consenso (quando são)... ou por maioria simples... depende do caso. Qualquer decisão pode ser revista a qualquer tempo de maneira a adequar-se às necessidades de seus membros.

Chefinho diz: Não sei não...tenho a impressão que a diretoria convoca assembleias sem comunicar todos o companheiros e aproveita esses momentos para deliberar arbitrariamente.

Damine diz: Bom... isso acontece né? Existem várias assembleias paralelas. Mas como as decisões sempre podem ser revistas, isso faz pouca diferença. Além do mais, a diretoria é rotativa.

Chefinho: Sei... Isso tá me parecendo manobra política.
Agora...falando sério. Temos que acertar os aniversários.(...) Isso é pauta para uma assembleia. Podemos abrir uma reunião dia XX/XX/XXXX.


Damine diz: Pode ser... senão a gente marca outro dia.

Chefinho diz: Não! A assembleia vai acontecer de qualquer forma!

Damine diz: Então tá!

Chefinho diz: Brincadeira! Não sou autoritário como a atual diretoria.

Damine diz: E quem é a atual diretoria?

Chefinho diz: Eu não sei...mas sei que você faz parte! Tá sempre nos esquemas!

Damine diz: EEEEEEEEUUUUUUUUUUUUUUU???????????? E quem me elegeu cara-pálida?

Chefinho diz: Damine Chaves! Está se perpetuando no cargo por meio de articulações!


Damine diz:Haha! Essa foi muito boa.

Chefinho diz: Agindo nos bastidores... Quando nós abrirmos o olho você já estará controlando todos os meios de comunicação e eliminando qualquer foco de oposição. Agindo na surdina... É... mas não pense que está enganando a todos! Eu estou acompanhando seu movimento faz tempo. Começou por eliminar o principal foco de resistência, transformando o doido do Marido em um pai de família sério!

Damine diz: Afff! O que tinha no teu café, hein?

Chefinho diz: Nada não... é que tenho que fazer um serviço chato e estou enrolando escrevendo besteira.

Damine diz: ahhhhhhhhnnnnnnnnnnnn Tá bom. Mas a conversa vai pro blog.

Chefinho diz: hum... Pelo menos corrige meus erros de digitação e português.

Damine diz: Pódeixar.

Ôtoridade

Sexta-feira bateram no meu carro.
Coisa besta, amassou pouco, o sujeito fugiu, coisas básicas.
Fui à delegacia registrar ocorrência.

Enquanto o escrivão, com visível enfado, providenciava meu documento, fui testemunhas de uma cena hilária, que, pensando melhor poderia ser trágica.

Um sujeito, preso por dirigir embriagado, exigia seus direitos na parte interna da delegacia enquanto sua esposa, no hall, tentava encontrar alguém que pudesse socorrê-lo. A pobre mulher dizia que não havia meio de fazer o Bêbado calar-se, e que os policiais já haviam tentado de tudo e que havia a preocupação do caso ficar mais complicado.

Dentre as pérolas, relato as melhores:

Policial:
Cala a boca, cara! Você já está enchendo o saco, vai se complicar mais ainda! Você sabe ler?

Bêbo-véi:
Se eu ssshhheeiiii lerrrrrrrrr?? Eu tenho currrrrssshooo superiooooorrrrrr!

Policial:
E não sabe o significado de calar a boca? Cala essa boca, rapaz!

Bêbo-véi:
Eu sou do bem! Eu sou professsshhhhhooor de judô! Tem um monte de bandido aprontando porrraí pra que vocês vão me deixar aqui? Ow... me solta.... eu não fiz nada! Porrrrr que eu não posso ir embora? E minha eshhhposa está lá fora? Eu vou ficar com ela, é um direito que eu tenho! Vou ficarrrr com a minha essshhhhposa.

Policial:
Você vai ficar quietinho aí se não quiser ir pra cela, rapaz.

Bêbo-véi:
Porrrrrrrrrrrr acaso posso ser preso por estar trocando o pneu hein?

Policial:
Pode... pode sim. Pode ser preso, ter sua carteira apreendida, pode se enrolar bastante cara. Cala essa boca que você já está enchendo o saco! Dirigindo embriagado, tá errado, cara. Agora cale essa boca!

Bêbo-véi:
Ah-ha! Mas aí é que foi o erro de vocês... eu não estava dirigindo!!!???!!!? Eu estava trrrrocando o pneu! O carro estava parado... aí é que vocês vacilaram!

Policial:
Ah tah... você estava trocando o pneu. E como é que o carro foi parar lá hein? Sozinho?

Bêbo-véi:
Ow... com todo respeito. Sério, cara... Com todo respeito. Deixa eu falar com o Delegado... de boa!

Neste momento o escrivão que registrava minha ocorrência e que havia permanecido indiferente às bravatas do manguaça, irritou-se e respondeu: "O delegado estava falando com você até agora, rapaz. Por que não falou com ele antes?"

E o Bêbado: "Delegaaaadoooo????? Eeeeeuuuuu?????"

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Que desculpinha mais... esculhambada, hein???

Outro doido!



O britânico Joe Galliott, de 65 anos, conta que ficou desorientado durante uma queda de energia em sua casa e acabou caindo no sofá, que virou por cima dele.

"O sofá virou por cima de mim e me prendeu como a um rato em uma ratoeira".

Como tem problemas de coluna, Galliott não conseguiu mover o sofá e ficou preso por 60 horas, até que um vizinho conseguiu ver a cena pela janela.

Segundo Galliott, uma garrafa de uísque caída perto de onde ele estava o manteve são e salvo durante o período em que ficou preso sob o sofá.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Os meninos satisfeitos e as meninas...

Todas as noites são iguais
os meninos satisfeitos
e as meninas querem mais
Capital Inicial

Pois é... Depois do Show de sexta-feira fiz questão de registrar meu protesto. Reclamei em todas as instâncias: Pais, irmãos, amigos... todos sabem da minha insatisfação com o comportamento de Marido Repressor. Já avisei que ele está proibido de ir a outro show de rock comigo. E Irmã está proibida de não ir.

Mas vocês pensam que a repressão acabou? Coisa nenhuma.
Sábado foi dia de Churrasco. A galera da Geologia faz um churrasco grande no final do ano pra reunir todo mundo. É muito bom. Sempre tem muita cerveja, muita birita e, claro, sempre revemos os amigos.
Que fique bem claro que são os amigos DELE, do curso DELE. Eu sou apenas agregada.

Muito bem. Saí da aula e fui para o Imperialismo (que é como chamamos a casa dos meus pais). Tava caindo uma tempestade. Cogitamos a idéia de chamar um táxi, mas depois decidimos que um barquinho era mais apropriado. Por último, como não achamos um taxi grande (tipo Doblô ou afins), decidimos ir em um carro só e elegemos democraticamente um amigo da vez. Cunhada Esquilinho ganhou.

Chegando lá, fiz questão de contar pra todo mundo o Marido repressor que eu tenho. E consegui várias companhias para o Show do Iron em Março de 2009. Muitos amiguinhos se compadeceram do meu sofrimento.

O churrasco ia bem, muito bem... muita cerveja, todo mundo bebum. E tinha até show do Feijão de Bandido. Marido achou de passar mal logo na hora que os caras começaram a tocar. E eu, como boa esposa, fiquei ao lado, cuidando dele. Ele vomitando e eu fazendo companhia. Lindo isso. Passou mal até dormir... e eu lá, firme e forte, como uma esposa dedicada.

Depois de um certo tempo, achei que eu poderia aproveitar um pouquinho o show.
Mas fiquei indo e voltando, preocupada com a situação de Marido que não estava nada bem.
Finalmente ele acordou.

E eu achando o máximo o show. Mas tínhamos ido em um só carro e a pilha de Cunhada Esquilinho acabou. Eles estavam querendo ir embora mas eu não. Arranjei uma amiga pra me levar até o Imperialismo. E eu decidi ficar. Mas Marido estava indócil. Achava que tínhamos que ir embora de qualquer jeito. Consegui alguns minutos a mais de farra com Cunhada Esquilinho. Mas Marido decidiu que Irmão tinha ido embora e se mandou. Fui atrás, mas não consegui alcançá-lo. Um amigo estava indo embora e eu dei o alarme: eles tinham ordem de prender e arrastar o Meliante de volta para a festa caso fosse encontrado andando a ermo por aí.

Dito e feito. Marido foi resgatado já no meio da estrada. Indo embora a pé!!! Mas eu já estava decidida a ficar na festa de qualquer maneira. Marido me chamava pra ir embora e eu negava. Dizia a ele que ele poderia ir, mas eu ia ficar. Eu já tinha até carona! Eu queria mesmo era minha Irmã. Ela sim que era companhia. Marido era muito repressor.

Perdi a conta das vezes que ele foi até o portão e voltou pra me buscar. Algumas vezes eu fui com ele até o portão e voltei pra festa.

O show estava bom, eu tinha perdido uma parte da festa cuidando dele, queria aproveitar. Nada mais justo. Mas ele dizia que eu ia dar trabalho, que o show já estava acabando e que já estava na hora de ir embora.

Eu fui. Muito brava. Muito brava mesmo. Nem olhava pra ele, de tão brava.
Não existe meios de descrever a fúria na qual me encontrava. Como disse meu pai ao levantar da cama às 3h da manhã pra abrir a porta pros Manguas sem-chaves: "Estou vivendo um desenho animado, só pode! Melhor ir dormir!"

Ano que vem vou fazer um contrato. Com duas testemunhas e firma reconhecida em cartório:
Eu só saio da festa no lixo! Só saio da festa na faxina do gari!

E se Marido continuar chatão "eu vou soóóóóóóóóóó eu vou só para o show do Iron, mas eu vooooooouuuuuuuuuuuuu!"



domingo, 9 de novembro de 2008

Ressaca

Quer coisa mais esculhambada que isso?
Não existe.

A gente se sente podre. Pior do que quando está doente. E a raiva ainda é maior porque, na verdade, a culpa é... nossa!
Claro. Quem mandou beber! Agora aguenta.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Lei Seca

Temos um acordo, Marido e Eu. Quando a festa é dos meus amigos, ele dirige, e vice-versa. Ele inclusive está reclamando. Diz que o último casamento de amigo dele e o próximo são Evangélicos e não vai haver bebida. Marido diz que está no prejuizo.
Bem... quem manda ter amigo certinho? Minhas amigas bebem pacas. Acho que não corro esse risco.

Só que Marido tem um problema. Ele foi picado pela mosca Tse-Tse quando criança. Sabe? Aquela mosquinha do sono? Pois é. Sábado era casamento da minha amiga. Eu bebo, Marido dirige. Essa é a lei. Como eu havia notado certo lampejo de sono nos olhinhos dele, por volta da meia-noite, decidi manerar no prosseco. Fiz bem.

Não adiantou conversa, falar mal da vida dos outros, contar piada, nada! No caminho de volta pra casa, uns 5 km antes do destino final, pedi a direção. Incrível a capacidade de Marido em se desligar. Mal havia dado a partida e ele estava roncando. Sério. Acho que em menos de 10 segundos.

Enfim, chegamos em casa e eu usei do cavalheirismo dele. Afinal estava com um vestido arrastando no chão e salto agulha. Ele desceu para abrir o portão, entrei com o carro, ele fechou o portão e, feito um zumbi, dirigiu-se à porta do motorista, abriu e se não sou rápida bem capaz que ele tivesse sentado em mim!

Pergunto-me se não é hora de contratar um motorista particular para noites de bebedeira.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

E a vaca... atolou

Sábado o muro ficou pronto. Não estava muito disposta a cozinhar para pedreiros, então decidi fazer uma galinhada. Fácil: refoga o frango, joga o arroz, os outros ingredientes, água, tampa a panela... simples. Mas os pedreiros desdenharam minha galinhada perfeita solenemente. Não quiseram ficar para o almoço. Pior para eles, não sabem o que perderam.
Ainda assim, eu tinha que arranjar bocas para acabar com ela.

Além disso, Marido, totalmente despido de segundas intenções, havia comprado mandioca e carne para fazermos uma vaca-atolada. Nosso amigo F. é o melhor fazedor de vaca-atolada que se tem notícia. Mas foi tudo sem segundas intenções... puramente... coincidência!!!!!!!!

Liguei para F.:
- Vamos fazer uma troca? Você vem comer minha galinhada e a gente come sua vaca... o que vc acha?
Ele topou. Convidamos mais gente e pra mim seria uma reunião pacífica e calma de amigos encachaçados com muita risada.

Mas eles levaram um.... um... brinquedo motorizado bastante comum na década de 90 no qual o sujeito fica em pé e acelera. Teho trauma desse brinquedo. Atropelei uma lixeira, quando criança pq não consegui fazer a curva nele. Medo.

Os 3 Adultos e o adolescente presente pretendiam realizar o torneio de Walk Machine - Circuito Guapuruvu. Meeeeeeeeeedoooooooooooooo.
Eu já havia presenciado o Circuito Araticum e o Circuito Guaca-Mole. MEEEEEEDOOOOOOOO!

TEORIA: subir no brinquedo e dar a volta no Circuito. No caso, em volta da minha linda casinha. Quem fizer o menor tempo, vence.
PRÁTICA: os competidores enchem a cara de cerveja e cachaça enquanto tentam arrumar o brinquedo. Claro, o brinquedo nunca está em perfeito estado de funcionamento. Então, cada um a seu turno, eles sobem no tal brinquedo motorizado e ficam rodando a casa. E enquanto esperam sua vez: cerveja!
RESULTADO: Quem não cai por causa do brinquedo, cai por causa da cachaça.
A vaca atolando e a galera bebendo e brincando. E eu brincando no orkut, que não sou boba nem nada.
SALDO:
- Marido todo lenhado, joelhos ralados, cotovelos ralados, pernas raladas.... uma coisa linda!
- Um dos amigos com o joelho inchado até hj, de molho e tomando antiinflamatório.
- Os cachorros, após ficarem mais de uma semana acorrentados, não gostaram muito da festinha barulhenta no quintal deles e resolveram morder o que passou mais perto deles.
- Meu pai pensou seriamente em pedir a interdição do pai do neto dele.
- Muitas risadas.

Quando a galera foi embora, eu e Marido acabamos com o estoque de cerva. Mas ainda não estávamos satisfeitos: cachaça + polpa de maracujá congelada = batida.
SALDO:
Queda do Marido no banheiro. Não vi. Mas contada em detalhes no dia seguinte me rendeu boas risadas.

Marido foi tomar banho e eu escutei um estrondo. Não dei importância. Achei que ele tivesse derrubado algo. Estava certa. Derrubou... a si mesmo! Estatelou-se no chão do banheiro. Prendeu as pernas no suporte da banheira do bebê e não conseguiu se levantar.
Tentou levantar de uma vez... caiu de novo. Tentou levantar lentamente... não deu certo.
Teve então a brilhante idéia de tomar banho deitado!!!! (Sempre admirei a inteligência dele. Serio).

Mas quando o banho deitado acabou... ele tinha que se levantar. E aí? Apoiou-se no vaso sanitário e não sei qual o contorcionismo louco que ele fez: levantou-se.

Eu????
Dormi abraçadinha com Baby. Sem tomar banho (ECA!). Capotei. Não vi mais nada. A última coisa que fiz foi arrumar a nossa cama pra dormir.

Ê Manguaça!