quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Sobre homens e... homens

Ontem estava pensando nas relações homem-mulher. E cheguei à conclusão que elas são complicadas por pura falha de comunicação. Alguém que já tenha ouvido algum homem falar de seu ideal de mulher sempre se surpreende com o "amor da vida" que eles arranjam. E que quase sempre terminam com belos chifres na alma gêmea ou reclamações de que ela "não era assim antes do casamento".

Vamos por metáforas.
O homem diz que quer um carro possente, bonito, elegante, espaçoso, luxuoso e requintado.

Aí aparece na vida do cabra a oportunidade de ter uma Mercedes Benz último modelo. Tipo um Classe E, sabe? Motor V8 5.0, vai de 0-100km/h em 5 segundos, velocidade máxima 250 km/h... essas coisas. Lindo, chic, espaçoso. Apenas alguns arranhões na lataria. O homem faz o teste drive, mas fica indeciso.

Então, passando numa loja de semi-novos, depara-se com um... Classic. Bonitinho, fofinho, engraçadinho, novinho... motor 1.0 Flex. Mas com um som potente, por exemplo. Ou rodas de liga leve. Ou bancos de couro. Ou... sei lá... um acessório qualquer irrelevante. E ele fica com o carro. E por quê?

Porque a Mercedes é mais exigente. Não serve qualquer óleo, não serve qualquer combustível, não serve qualquer oficina, não serve qualquer pneu, não serve qualquer cera, e não se entra num carro desses com os pés cheios de lama... de jeito nenhum!

Homens são assim. Falam que querem uma mulher independente, simpática, bonita, bem resolvida, elegante, inteligente... Mas no fundo não querem. Porque essas dão trabalho. Não aceitam qualquer coisa, não brigam por qualquer coisa. Dá trabalho estar à altura delas. É muito mais fácil pegar uma mais simples, mais bobinha, menos exigente. E se não der certo, ou se ela não estiver muito a contento, nada impede de dar umas ciscadas por fora de vez em quando.

Homens...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

E o nome de Baby 2????

A Missão...

Ainda não encontramos um nome para Baby 2.
Amigo pergunta:

- E aí? Já tem nome?
- Não... do jeito que está, vamos esperar Baby 2 nascer e ver com que parece.
- Ué!!! Então vai se chamar JOELHO!

Mereço? Mereeeeeeeeeço!!!!!

domingo, 19 de dezembro de 2010

Memória

É fato notório e sabido que a memória seletiva de Marido é meio falha. Seletiva porque é inerente ao cromossomo Y. Eles só se lembram do que lhes é conveniente. Mas a de Marido é a pior de todas.

Entretanto, ele insiste em jogar para mim o defeito. Vou resumir o fato que se deu há alguns dias.

Ao decidir qual pedra colocaríamos na pia da nova churrasqueira (ora em construção), Marido - geólogo - estava me explicando as cores de granito que caberiam dentro no nosso orçamento.

- Tem o "verde ubatuba", que na verdade é preta. Mas o nome comercial é verde ubatuba. Tem uma que é o vermelho XYZ que é da cor da bancada da cozinha da tua mãe.

- Vermelho?????? Mas a pedra da cozinha da minha mãe é escura! Quase preta!

- Preta? Tá maluca? Aquela pedra é marrom... não chega a ser vermelha, mas é quase marrom! Além do mais, isso é só o nome comercial. Eles chamam de vermelho, mas não necessáriamente é vermelho...

- Sim, mas aquela pedra é quase preta! Cinza escuro, sei lá...

- ÊÊÊÊ! Estou te falando daquela pedra da cozinha da tua mãe! Aquela que a gente põe o pão quando chega... NUNCA PRESTOU ATENÇÃO????

Pausa. Morei na casa da minha mãe durante TRINTA ANOS entre indas e vindas. Essa pergunta final foi des-ne-ces-sá-ria. Mas nem discuti... Para internt, procurar o tal verde ubatuba e eu para o album de fotos procurar a pedra da casa da minha mãe. Encontrei uma foto de Baby sentado na dita bancada... com uma cor puxando para o escuro. E disse:

- Olha... acho que você confundiu com a cor da pedra do banheiro do Baby...

- Ah... já sei... confundi com a pedra da bancada da casa da minha mãe.

Sim. Ele pediu desculpas e admitiu que eu sou a mais linda, inteligente, sabida, mestra. Por livre e expontân ea vontade. Sim, enchi o saco dele. Sim, ele ainda consegue manter o bom humor. E sim, adotei a expressão "nunca prestou atenção" para todo e qualquer fato que passe despercebido aos olhos dele. Maldade? Vingança? Não... DI-DÁ-TI-CA.

Novidades

Assim...
saí do emprego há dois meses enquanto espero outro.
Achei que teria mais tempo pra blogar, que mais coisas estranhas aconteceriam, etc etc...
Ledo engano.

Coisas engraçadas acontecem todos os dias, mas essa vida de dona-de-casa-sustentada-pelo-marido não é mole não, rapaz! Cruz! Melhor estar trabalhando porque as coisas erradas a gente releva dizendo "Não tenho tempo... nas férias eu arrumo".

Ainda por cima decidimos iniciar uma reforma. Em partes. Metade agora e a outra metade em janeiro. Legal né? A minha diarista está de licença maternidade. A pobre sofreu pra parir... onde vamos parar com esse sistema público, hein? A criança quase morreu. Sério. Sorte que na troca de plantão, apareceu um médico mais sensato e solicitou a transferência para outro hospital, onde ela fez a cesárea... Eu hein... medo de um sistema assim.

Mas enfim... minha diarista está de licença, minha barriga de 6 meses começa a incomodar para abaixar, levantar e fazer esses movimentos de limpeza e faxina, correr atrás de menino, etc. Estou bem mais lenta. Nada grave...

Tenho uma diarista substituta. Mas ela so vem uma vez por semana e só tem livre as terças e as quintas. Sofro. Decidi que areia na sala e cimento na área de serviço são itens de decoração. Não me importo com isso. É fashion, é ecológico, pois não uso detergente, desinfetante nem pano molhado... estou economizando água. Gostou? Terça-feira a Substituta vem e dá um jeito nisso.

Os pedreiros chegam todos os dias às 7h30 da manhã. Como queremos acabar com essa primeira parte da obra antes do Natal, eles vieram trabalhar hoje também. São bonzinhos, chegaram às 7h45. Mas na portaria foram informados de que não podem trabalhar aos domingos. Pra ninguém perceber, eles estão trabalhando sem fazer barulho. Dá pra imaginar? Dois pedreiros em silêncio? Tadinhos... devem estar agoniados.

Montei minha árvore de Natal. É a mesma de todos os anos desde que moramos nesta casa. Já falei que ela tem 2,50m de altura? Marido a chama de "árvore do Rockeffeller Center". Exagero... só porque nossa sala tem 2,55m de altura. A base da árvore deve ter cerca de 1 metro quadrado. Toda vez que monto a árvore temos uma certa dificuldade de abrir a porta principal da casa e o espaço para passar entre a mesa de jantar e o sofá reduz drasticamente. Exagero.... dele, claro.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

E o coração acertou novamente...

E a minha querida Juju fez a simpatia do coração de galinha para saber o sexo do bebê.

Ela faz um talho no bonitinho e põe pra cozinhar. Se abrir, é menina... se ficar fechadinho, é menino. Simples, não? (E sugestivo, já que as formas aberto/fechado assemelham-se demasiadamente aos órgãos sexuais a que se referem).

Simples fazer a simpatia. Difícil é encontrar coração de galinha. E acertar.

Explico... só Juju faz e acerta. Minha adorada diarista (em licença-gestante para meu desespero!!!) fez com corãção de porco e deu... MENINA.

Todos os indícios (formato da barriga, vaidade da mãe, posição de dormir, linea negra, dentre outras simpatias "cientificamente" comprovadas) afirmavam com certeza que seria... MENINA.

Mas não Juju... ela, meu pai e meu sogro foram os únicos que disseram que seria mais um MENINO. Para desespero de minha sogra que afirmava aos 4 ventos que seria uma "baratinha". A pobre vai ter que aguentar o marido E MEU PAI a perturbar os ouvidos da pobre... "não consegue nem acertar o sexo do netoooooooooooo".

Abre parênteses:
Impossível descrever o estado de ego-elevado no qual encontra-se Papai. Com olhar blasé e ar altivo como o de Al Pacino na 2a parte de "O Poderoso Chefão" a todo momento assopra e repete algo como "CQD - conforme queráimos demonstrar" ou "isso é que dá não confiar no sentimento de avô". Sinto que até o final da gravidez (com sorte) isso passa. Digo com sorte, porque por experiência, acredito que o guri vai ser chamado de CQD até pelo menos os 3 anos de idade.
Fecha parênteses.
" I don't feel I have to wipe everybody out, Tom. Just my enemies."

E teve mais um detalhe... Juju usou um coração que não estava inteiro. Meu irmão, inadvertidamente, havia tirado aquela parte com a gordurinha. Mesmo com essa falha terrível no método científico, Juju acertou de novo. E olha que o guri enganou até o médico que fez a ecografia. Mal começou o exame, o médico gaucho já exclamou:

- Sabe o sexo? É menina.

Somente ao final do exame, quando ele foi rever todos os pontos que deveriam ser mensurados é que o bebê abriu as perninhas e mostrou o "tamanho do pinto" (palavras do doutor).

Pois é... agora vem a guerra dos nomes. Simplesmente NENHUM serve. Os nomes que nos agradam sempre tem algum empecilho tais como serem comuns demais, estarem na moda ou associados a alguém desagradável.

Sofro. Mas é um sofrimento bom. Escolher nomes é sempre divertido.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Feriadão na Chapada

Ah, como é bom viajar! De carro então, melhor ainda... ver a paisagem, mudar de idéia, parar na hora que cansa, comer besteiras, ouvir música... hummmm bommmmm!!!!!!

Melhor ainda é viajar com Marido: Diversão garantida.

Cena:
Eu, Marido e Baby no carro.
Música de fundo: AC/CD - TNT Because I'm T.N.T. - I'm dinamite / T.N.T. - and I'll win the fight / T.N.T. - I'm a power load / T.N.T. - watch me explode!

Marido olha para o pasto e diz:
Olha o tratorzinho... sozinho lá no pasto...

(Filosófico né?) Mas eu entendi:
Olha o tatuzinho... sozinho lá no pasto...

E minha mente começou a imaginar como diabos aquele homem, num carro em movimento, teria conseguido enxergar um TATU no meio do pasto!!!!

Esclarecido o mal-entendido (é com hifen?) rimos um pouco e Marido inspirou-se. Ao ritmo de AC/DC - T.N.T:

O ta-tu-zin - tá no mei do pasto...
o ta-tu-zin - só deixou o rastro...
o ta-tu-zin - fez um buracão...
o ta-tu-zin - eu não vi nããããããoooo!!!!!

E ainda, imaginando o Angus pulando... e o tatuzinho com as mãozinhas levantadas gritando: HEY HEY HEY HEY!


- o - o - o - o - o - o - o - o - o - o - o - o -

No caminho resolvemos visitar uma cachoeira. Entrando na fazenda, estrada de terra, Marido estava dirigindo um pouco rápido. E eu enxerguei frutinhas vermelhas que pareciam estar aos pares no meio do cerrado. Exclamei, espantada:

- UÉ! CE-RE-JAS???? NO CERRADO?????

E Marido:
- Cereja no cerrado? Só pode ser caju!!!!! Páaááááááá'ra!

E estavam doces... hummmm delícia!
Tornei-me exímia encontradora de cajuzinho do cerrado na beira da estrada, com carro em movimento.

- o - o - o - o - o - o - o - o - o - o - o - o - o - o

Essa é meio escatológica...

Marido comentou, na descida pra cachoeira, que deveria ter ido ao banheiro se aliviar pois a vontade estava chegando.
Assunto encerrado.

Na cachoeira, nadamos, Marido mergulhou, saltou, etc.

Na subida de volta, ele comentou:

- Nossa, deixei metade da carga negativa na cachu... acho que estou alguns quilos mais leve.
- Ué? Que horas foi isso?
- Na cachoeira.
- Foi na hora que você saltou?
- Deve ter sido.
- Como assim? "Deve ter sido". Você caga e não sabe quando foi?
(Silêncio)
- Que é isso, mulé! Tô falando de carga negativa, energia negativa! Estou aqui todo espiritual, entrando no clima da Chapada... sua insensível!!!!

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Desabafo

Está tudo assim, tão...

boring...